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SETEMBRO - 2002

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Segunda, 30

 

A Fundação Rubem Berta, em parceria com a Varig, presta um serviço de caráter humanitário.

 

A Fundação Rubem Berta, em parceria com a Varig, presta um serviço de caráter humanitário. No prédio carioca da companhia aérea, ao lado do Aeroporto Santos Dumont, existe a facilidade de aquisição de medicamentos importados, que não tenham similares no Brasil. Em São Paulo, o contato pode ser feito por meio do setor de medicamentos da Varig, em Congonhas. Não há nenhum ônus quanto aos serviços de compra e transporte, ficando a cargo do solicitante somente o custo do medicamento.

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Segunda, 30

 

Plano de decolagem com mau tempo.

 

Doze companhias aéreas estão em processo de formação, pegando carona na crise das grandes do setor

Há investidores no país que não se abalam com os estragos que a alta do dólar tem causado na aviação. Trata-se de um grupo de 12 empresas aéreas - entre regulares e não regulares, de transporte de passageiros e de carga - que estão em formação e que apostam em nichos de mercado que estão sendo abandonados pelas companhias de grande porte. Para alguns destes empreendedores, o atual patamar da moeda americana não enterrou sonhos. No máximo, adiou planos.

- Estamos esperando as eleições passarem para definir nossos planos - diz Fernando Silva, de 25 anos, vice-presidente da Vale Air Linhas Aéreas.

A companhia deve estrear como linha aérea regular em 2003. O futuro executivo conta que a disparada do dólar encareceu a empresa em R$ 1 milhão. Se não fosse por isso, o projeto já poderia ter decolado.

A empresa pretende ligar cidades do interior de São Paulo aos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão e Pampulha. A Vale Air nasceu do sonho do seu presidente, o pai de Fernando, Valdir Glogovchan, de 42 anos, dono de uma construtora no Vale do Paraíba, interior paulista.

O empresário chegou a fazer curso para tirar brevê de piloto, mas não concluiu. O filho Fernando, outro entusiasta da aviação, é autodidata: lê livros de pilotagem e treina no simulador de vôo da Microsoft.

A Vale Air começará a voar com quatro aviões Brasília, da Embraer, para 30 passageiros. Mas se o dólar está custando caro para grandes e pequenas do setor, como as estreantes vão sobreviver?

- Não faremos vôos internacionais mesmo se a empresa crescer. Vamos otimizar a frota e transportar passageiros de dia. De noite, poderíamos levar cargas - diz Fernando.

Outra empresa que está prestes a nascer é a Air Minas, do presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio de Andrade. O vice-presidente da companhia, João César Ottoni Barbosa, diz que a homologação do Departamento de Aviação Civil (DAC) deve sair dentro de 15 dias. No final de outubro, o vôo inaugural poderá ser realizado. O investimento no projeto é de R$ 10 milhões, dos quais 30% podem ser financiados pelo BNDES.

O primeiro avião da Air Minas chegou ao país na semana passada. É um turboélice ATR 42320, da francesa ATR, para 46 pessoas. O segundo chega em outubro. Mais dois virão em 2003. Se tudo der certo, serão 10 aeronaves em 2004. A empresa ligará cidades do interior de Minas Gerais aos aeroportos de Congonhas e de Belo Horizonte, entre outras rotas. Serão 18 vôos diários, exceto aos domingos, quando haverá pausa para manutenção. Passagens mais baratas serão fruto de corte de custos. No serviço de bordo, água e café. Passagens serão vendidas pela internet.

- O maior problema das grandes empresas é que elas operavam em cidades com aviões de grande porte. O nosso avião voará com metade do custo de um jato - diz Barbosa.

O especialista Ricardo Mendes, consultor da Jet Design, acredita que há espaço para essas companhias que estão surgindo no mercado brasileiro.

- Essas empresas vão atuar em nichos deixados pelas grandes. TAM, Varig e Rio Sul estão saindo de algumas cidades por causa do alto custo de usar aviões errados - diz Mendes.

Há, no entanto, quem duvide do sucesso dessas novatas.

- Se a crise atingiu as grandes, duvido que as pequenas vão se livrar. Elas vão fazer o que a Rio Sul e a TAM faziam - diz um especialista.

 

Jornal do Brasil

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Segunda, 30

 

Candidato escapa da morte em acidente aéreo.

Ex-vice-prefeito do Recife e ex-secretário estadual de Educação e Cultura, Raul Henry havia encerrado sua campanha no Interior e se dirigia para o Recife, onde participaria ontem pela manhã de uma carreata

Afilhado político do governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), o candidato a deputado estadual Raul Henry (PMDB), de 38 anos, escapou da morte na madrugada de ontem. O avião bimotor em que estava caiu logo depois da decolagem do aeroporto de Arcoverde, no sertão Pernambucano, e explodiu.
Ex-vice-prefeito do Recife e ex-secretário estadual de Educação e Cultura, o candidato teve um problema nos olhos e fraturou a clavícula. O piloto, o co-piloto e mais três passageiros, da equipe do candidato, sofreram queimaduras.
De acordo com a assessoria de Henry, o avião, um Seneca 2, um dos modelos característicos de táxi aéreo, prefixo PT-EZB, apresentou problemas logo depois de levantar vôo e começou a pegar fogo. O candidato foi o último a ser retirado da aeronave, pelo piloto Almir Bacelar, porque ficou preso nas ferragens. Em seguida a aeronave explodiu.
O candidato havia encerrado sua campanha no Interior e se dirigia para o Recife onde participaria ontem pela manhã de uma carreata da coligação do governador. O avião foi cedido pelo empresário Osvaldo Rabelo Filho para a campanha e integrava a frota da Olinda Táxi Aéreo.
O diretor operacional da empresa, Eduardo Cabral, disse que a aeronave era nova, estava revisada e habilitada. ''Foi uma fatalidade'', afirmou. investigações da Aeronáutica poderão identificar a causa do acidente.
O piloto, o co-piloto e os quatro passageiros foram levados para o Recife em dois aviões da Unimed. Raul Henry ficou 12 horas em observação na UTI do Hospital Esperança, onde está internado, e ficará afastado da campanha. O problema nos olhos não deixará seqüelas, de acordo com a equipe médica, e a cirurgia da clavícula só será feita após a eleição.
O assessor de Henry, Cristiano Dias Duarte, teve queimadura de terceiro grau e está internado na Unidade de Queimados do Hospital São Marcos. O piloto, o co-piloto Márcio Botelho, o assessor Décio Virgílio, e o fotógrafo Antonio Melcope foram atendidos no Hospital Memorial São José e liberados em seguida

 

O Povo - Ceará

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Segunda, 30

 

Continental Airlines - sem planos de expansão no Brasil.

 

NOVA YORK - Gordon Bethune, o principal executivo da Continental Airlines, já veio ao Brasil diversas vezes. Adorou comer ''um peixe do Rio Amazonas'' (pirarucu), fechou recentemente um contrato com a fabricante Embraer, manteve uma parceria com a Vasp e chegou a manifestar interesse em comprar a Varig. Sabe que 183 mil brasileiros vão anualmente a Nova York - o sétimo país em número de visitantes - mas, ainda assim, não pretende expandir os investimentos na maior economia sul-americana.

- O país enfrenta dificuldades econômicas. Quando houver mais brasileiros querendo voar, haverá mais aviões para o Brasil - condiciona o CEO da Continental, companhia que faz vôos entre Nova York e São Paulo e entre Houston, São Paulo e Rio.

Bethune relaciona a crise argentina ao Brasil e se sente aliviado por não ter investido no país vizinho. Ainda assim, está atento ao mercado nacional. Quando, há duas semanas, a TAM anunciou a redução de 21 Fokker-100 e teve que demitir 524 funcionários, Bethune foi informado por e-mail dos acontecimentos. Segundo ele, os recentes problemas com os aviões podem ter sido causados pelo fato de a frota ser antiga.

No caso da Varig, ele lamenta que a companhia tenha fechado uma parceria com a concorrente United Airlines, fato que freou as negociações com a maior empresa aérea do país. Já com a Vasp, as relações foram cortadas, porque a companhia paulista não honrava com os compromissos financeiros acordados.

Ele considera que a crise da aviação brasileira faz parte de uma conjuntura internacional desfavorável, com agravantes particulares.

- Está difícil no mundo todo. No Brasil, está pior.

 

Jornal do Brasil

 

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Sábado, 28

 

DAC e PF investigam avião russo retido no aeroporto de Ribeirão.

RIBEIRÃO PRETO - Um avião de fabricação russa, com prefixo egípcio, está parado no pátio do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, desde 5 de agosto. Como ele é estrangeiro, o Departamento de Aviação Civil (DAC) está avaliando a documentação do aparelho. A Polícia Federal também está realizando averiguações.

"É um processo de fiscalização do DAC, pois existe uma pendência de documentos. Isso é usual em aeroportos", disse o administrador regional do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Álvaro Cardoso Júnior. Segundo ele, o avião é um YAK-40, para 42 pessoas. O prefixo S9-BAP indica a procedência do Egito.

No lado externo, porém, consta o nome do Clube Náutico Água Limpa, de Belo Horizonte. O avião chegou a Ribeirão Preto no início de agosto, após passar por Foz do Iguaçu e pela capital mineira. Os proprietários estão regularizando a documentação no DAC. A PF investiga a origem do avião e o destino dos passageiros, para verificar se o aparelho era usado para levar mercadoria ilegal.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sábado, 28

 

Problemas de radar no DF voltam a atrasar vôos em todo o País.

BRASÍLIA – Novos problemas no sistema de radar de Brasília provocaram atrasos de vôos em todo o País, no início da noite de ontem. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), a falha foi provocada pela manutenção preventiva, aliada a um problema na freqüência de comunicação. Por segurança, assim que o problema foi identificado, os pousos e decolagens das aeronaves no Distrito Federal passaram a ser feitos de 15 em 15 minutos, o que atrasou vôos em todo o Brasil.

Os aeroportos mais afetados foram os de Brasília, Rio e Belo Horizonte. Vários vôos que viriam do Nordeste também se atrasaram e alguns foram cancelados. De acordo com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), empresa que administra os aeroportos, o problema já estava sendo resolvido por volta da 20h30.

Em julho, uma pane no sistema de controle do tráfego aéreo por radar também provocou atrasos de até quatro horas nos aviões em vários Estados.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Sábado, 28

 

Bombardier anuncia 1.980 demissões no Canadá, EUA e Grã-Bretanha.

 

TORONTO - A Bombardier, terceira maior empresa construtora de aeronaves do mundo, anunciou hoje, antes da abertura das bolsas de valores americanas, que despedirá 1.980 funcionários para se ajustar à "atual situação empresarial".

A companhia também declarou que "tentará reduzir os ativos sob administração da Bombardier Capital em US$ 3,2 bilhões, principalmente através da venda e da redução paulatina" dos setores industriais da Bombardier.

A intenção é que a Bombardier Capital, a divisão financeira da empresa, se concentre no financiamento de inventários, aluguel de trens automotores e financiamento interno para os aviões regionais Bombardier Aerospace.

As demissões, que se concentrarão nas instalações que a companhia tem no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido, começarão em outubro, e 20% destas serão feitas em postos administrativos.

O presidente e diretor-chefe da Bombardier, Robert Brown, disse em comunicado que "as medidas colocadas em prática hoje melhorarão a flexibilidade financeira da Bombardier no contexto das incertezas deste cenário econômico imprevisível".

As demissões devem causar reduções na produção das fábricas de Belfast, Montreal, Toronto e Wichita (Kansas). A Bombardier reduzirá a construção dos reatores para viagens de negócios "Challenger 604" (Montreal), "Learjet 45" e "Learjet 60" (Wichita), assim como do avião turbopropulsado "Bombardier Q".

A Bombardier é o principal fabricante mundial de material ferroviário e através de suas diversas divisões emprega cerca de 80 mil pessoas em 24 países. No ano passado, as receitas da empresa chegaram a US$ 13,824 bilhões.

 

Jornal do Brasil

 

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Sexta, 27

 

A vez das mulheres no tráfico.

 

Usar mulheres como ‘mulas’ é a nova tática dos traficantes para levar drogas para a Europa. Muitas delas são garotas de programa, recrutadas em boates fora de São Paulo, que se deixam seduzir pela promessa de dinheiro fácil. Só nesta semana, foram 4 prisões

Já não são mais os velhos nigerianos que partem dos aeroportos paulistas com cocaína para abastecer o mercado europeu. Visados no mundo todo como potenciais traficantes, os africanos têm sido substituídos por mocinhas brasileiras. Jovens, simples e sem conhecimento do país onde aportarão, as novas “mulas” – como são chamadas as pessoas contratadas para transportar em vôos comerciais drogas do continente americano para o Velho Mundo – são recrutadas em outros Estados para embarcar no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

“Os nigerianos se tornaram alvos fáceis para a polícia e suas prisões começaram a acarretar grandes perdas para os traficantes”, explica Celso D’Arcke, porta-voz da PF em São Paulo. “Hoje, cerca de 75% dos traficantes detidos em aeroportos são do sexo feminino.”

Só nesta semana, a força-tarefa entre a PF, a Receita Federal e a Infraero foi responsável pela prisão de quatro mulheres que carregavam, no total, 15 quilos de cocaína pura – o equivalente a R$ 150 mil, se forem vendidas no varejo.

Na noite de anteontem, foram duas prisões. Às 18h, Silvaní Moreira, de 23 anos, amamentava seu filho de dois anos no saguão do aeroporto. Parecia nervosa e despertou suspeitas. Na revista, a polícia encontrou 4,4 quilos da droga na bagagem. Ela embarcaria para a Alemanha, com escala em Portugal.

Quatro horas depois, Maria do Carmo Gama – um ano mais velha que Silvaní – foi detida com 8,4 quilos de cocaína. Seu vôo partiria às 22h30 para Madri, na Espanha.

De acordo com D’Arcke, a capital espanhola é uma das cidades mais visadas pelas novas traficantes. Além de Madri, outros três destinos são considerados problemáticos: Zurique (Suíça), Frankfurt (Alemanha) e Amsterdã (Holanda). Johannesburgo, na África do Sul, também é considerada um pólo de atração de “mulas”.

Muitas das meninas presas pela PF são garotas de programa, geralmente de Estados vizinhos. “Mesmo traficantes paulistas costumam recrutar as mulheres em boates e zonas de prostituição do interior do Mato Grosso, Minas Gerais, Goiânia e Paraná”, afirma D’Arcke.

Seduzidas pelo dinheiro fácil (pelo serviço, costumam receber de R$ 3 mil a R$ 8 mil, em dólares), as garotas chegam de ônibus na capital paulita e costumam se hospedar em hotéis de quinta categoria já pagos pelos traficantes. A maioria deles, no centro de São Paulo ou próximo de Cumbica.

Lá, esperam um ou dois dias pela chegada da droga. Refinadas clandestinamente em regiões inóspitas da Colômbia, Bolívia e Peru, o entorpecente vem para o interior de São Paulo em vôos clandestinos.

Enquanto aguardam nos quartos de hotel, as “mulas” não têm muita mobilidade: devem estar prontas para partirem a qualquer momento.

“Elas geralmente não sabem quando será o vôo e o traficante chega de uma hora para outra, em qualquer dia da semana, com a passagem e a droga”, conta D’Arcke.

No próprio hotel a moça, então, é preparada para a viagem. Geralmente, a “mula” é obrigada a introduzir pacotes da droga na vagina e no ânus, ou veste calções, fraldas e caneleiras contendo o entorpecente. Outro método bastante utilizado é levar o pó armazenado em fundos falsos de malas ou dentro dos mais inusitados objetos. Neste ano, a PF chegou a apreender cocaína dentro de uma raquete de pingue-pongue.

Hoje, é difícil uma “mula” ser obrigada a ingerir a cocaína embalada para carregá-la no estômago. “O risco de morte é grande e os traficantes perceberam que este método acarreta grandes perdas”, diz o porta-voz da PF. Na quarta-feira, a vendedora Vilma Félix, de 42 anos, comprovou a tese: obrigada a ingerir 80 cápsulas de cocaína – equivalente a 1,3 quilo –, acabou presa após expelir a droga ainda no banheiro de Cumbica.

Do hotel, a mula parte de táxi para o aeroporto já com hotel reservado na cidade onde desembarcará. Se passar livre pelos cães farejadores da PF, a menina tem uma curta passagem em terra estrangeira. Geralmente, não passa de dez dias.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 27

 

Infraero retira equipamentos de segurança de aeroporto.

 

 

São Paulo - O Aeroporto de São José dos Campos, a 100 quilômetros de São Paulo, está funcionando sem raio X nem detector de metais. Os equipamentos foram retirados nesta semana pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), sob a alegação de que, apesar de internacionalizado, "trata-se de um aeroporto doméstico". A explicação consta de nota emitida pelo diretor de Operações do aeroporto, Adélcio Enéas Peres.

A empresa ainda argumenta que a legislação atual não obriga à utilização dos equipamentos e afirma que a decisão não é provisória. Segundo a Infraero, os aparelhos foram remanejados para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, por onde circulam mais de mil passageiros por dia. "Por aqui passam 85 passageiros", justificou Peres.

Questionado sobre que tipo de segurança será oferecida a partir de agora, o diretor informou que a Polícia Federal e a Polícia Civil serão acionadas sempre que for necessário.

O delegado da PF Reinaldo Boarim, porém, acredita que a retirada dos equipamentos pode facilitar o tráfico de drogas e armas. "O marginal pode sair daqui com quilos de cocaína e descer em São Paulo em 20 minutos."

Para Boarim, a medida é preocupante. "Não se podem descartar assaltos em aviões. Esses equipamentos representam prevenção de crimes." Segundo ele, na próxima semana a PF deve ter reunião com a direção da Infraero para instalar uma base da PF no aeroporto.

Entre os funcionários, a reação também foi negativa. "A segurança é primordial", afirmou a representante da Rio-Sul no Vale do Paraíba, Nazira de Souza Madureira.

Os equipamentos haviam sido instalados em São José dos Campos em 1997, quando uma bomba matou o empresário Fernando Caldeira de Moura em um Fokker 100 da TAM.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 27

 

Embraer capta US$ 100 milhões em banco japonês.

O Unibanco divulgou ontem que a Embraer concluiu uma captação de US$ 100 milhões no mercado japonês com um prazo total de sete anos. Segundo comunicado do banco, o financiamento contou com garantias do Unibanco e do Nexi (Nippon Export and Investment Insurance), agência de crédito à exportação do governo japonês.

A operação teve um custo total inferior a 8% ao ano, incluindo as comissões de estruturação, garantia e prêmios de seguro. O Unibanco recebeu o mandato da operação em maio último, quando a estrutura final foi desenhada e submetida à aprovação da seguradora japonesa.

Segundo comunicado do Unibanco, essa operação, cujos recursos ingressaram no caixa da empresa na última sexta-feira, surgiu há cerca de um ano, quando a companhia começou a negociar com a Mitsui, trading japonesa que estrutura projetos e recursos financeiros.

Para viabilizar o financiamento, o Unibanco assumiu a responsabilidade de co-pagador, dando cobertura integral à operação. Por sua vez, o Nexi vai assegurar para os investidores cerca de 97,5% do risco político e 90% do risco comercial.

 

 

 

O Povo - Ceará

 

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Sexta, 27

 

Sivam já ajudou a achar pistas clandestinas.

Parte do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) já está funcionando na Região Norte. A informação foi divulgada  pelo brigadeiro-do-ar Teomar Fonseca Quírico — presidente da comissão do projeto Sivam — durante o encontro mensal dos militares da Aeronáutica no Instituto Histórico Cultural da força, no Rio. Segundo ele, o Centro Regional de Vigilância de Manaus, que vem operando com 17 radares e três aviões, já ajudou a monitorar incêndios e a descobrir pistas clandestinas de aviões que seriam usadas por traficantes de drogas.

— O Sivam não será só para fiscalizar atos ilícitos, mas também para ajudar no desenvolvimento sustentável da região — disse, acrescentando que até o fim do ano estarão funcionando os centros de Belém e de Porto Velho.

O projeto de implantação do Sivam foi avaliado em US$ 1,395 bilhão. Cerca de 80% dos recursos foram gastos. Quírico contou que já foram adquiridos 300 equipamentos de rádio, incluindo lap tops , 940 computadores e 14 detectores de raios. Estão sendo instalados 60 estações de meteorologia, 200 plataformas para coletas de dados da chuva e da qualidade da água e três sensores para monitorar rádios.

O tenente-brigadeiro-do-ar Octávio Júlio Moreira Lima, diretor do Instituto Cultural, elogiou o Sivam, dizendo que todos os brasileiros deveriam conhecer o projeto. O encontro mensal teve ainda a participação do coronel aviador Celso Paulino Silva, que falou sobre o quarto volume da “História da Aeronáutica”. O livro conta a história da criação do ministério.

 

 

 

O GLOBO

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Quinta, 26

 

Estímulo a regime aduaneiro especial.

 

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, e o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, abriram ontem uma ofensiva para estimular as empresas a aderirem a um regime aduaneiro especial. A idéia é fazer reuniões com vários segmentos para que se interessem pelo regime aduaneiro que visa incentivar as exportações brasileiras.

O primeiro passo foi dado ontem quando Amaral e Maciel almoçaram com presidente da Infraero, Orlando Boni; com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, João Barbará; com o presidente do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, Hecliton Santini Henriques; e com o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Robson Braga de Andrade.

Há alguns meses, o governo abriu a possibilidade de que empresas exportadoras fiquem isentas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, Imposto sobre Produto Industrializado e Imposto sobre Importação. Em troca disso, elas teriam que se instalar em aeroportos ou portos secos. O problema é que as empresas acabaram não aderindo. Segundo Amaral, o obstáculo vem sendo a falta de informação dos empresários quanto ao regime.

- Estamos fazendo uma discussão para estimular a utilização desse sistema - afirmou Amaral.

O ministro disse que deverá verificar se os custos desse regime estão adequados.

- O objetivo é simplificar todos os procedimentos e atingir o exportador. Será admitida uma comercialização interna de 20% - afirmou.

Os aeroportos que investiram e já estão preparados para começar a receber as empresas interessadas são os de Petrolina (PE), Galeão (RJ) e Confins (MG). O setor de gemas e metais preciosos, por exemplo, demonstrou bastante interesse em se instalar no aeroporto da capital mineira.

Jornal do Brasil

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Quinta, 26

 

Embraer importa e exporta menos entre janeiro e agosto deste ano.


A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) registrou queda de 42,17% nas importações nos oito primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Até agosto de 2002, a fabricante brasileira de aviões importou US$ 790,6 milhões, contra US$ 1,367 bilhão no mesmo período do ano passado.
Os dados foram divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Somente em agosto deste ano a companhia registrou retração de 57,27% nas importações em relação ao mesmo mês de 2001 -US$ 82,5 milhões e US$ 193,1 milhões, respectivamente.
Entre janeiro e agosto deste ano, a Embraer registrou queda de 25,9% nas exportações em relação ao mesmo período de 2001 -US$ 1,47 bilhão, contra US$ 1,99 bilhão até agosto de 2001.
Com o resultado, a companhia ainda não conseguiu recuperar a liderança no ranking das maiores exportadoras do país. A primeira posição é ocupada pela Petrobras, que exportou US$ 2,10 bilhões entre janeiro e agosto deste ano.

Folha de S. Paulo

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Quinta, 26

Funcionários de aeroportos querem transferência de vôos da Pampulha para Confins.

 

A chuva que caiu durante a manhã desta quarta-feira atrapalhou o protesto de motoristas de táxi e funcionários dos aeroportos da Pampulha e de Confins (Aeroporto Internacional Presidente Tancredo Neves) que querem a decolagem e pouso de aviões de grande porte concentrados no aeroporto de Confins, em Lagoa Santa, na Região Metropolitna de Belo Horizonte (RMBH).

 O diretor de imprensa e divulgação do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Leandro Castro Pinheiro, diz que o aeroporto da Pampulha foi construído para receber aeronaves de pequeno porte, "o que não acontece atualmente" . "Vamos entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral de República na próxima semana mostrando que o aeroporto apresenta algumas irregularidades que poderíam ser evitadas caso alguns vôos fossem para Confins", diz.

 Ele argumenta que o ruído provocado pelas aeronaves 737-200 (de grande porte) estão acima do permitido e que o gás provocado pela queima do combustível dos aviões pode causar uma doença chamada leucopemia (diminuição dos glóbulos brancos no organismo). Pinheiro também questiona a falta de tratamento do lixo vindo das aeronaves.

 Saída

 A ida dos vôos de grande porte para Confins é vista como uma possível saída para a crise vivida pelo aeroporto, que no ano passado recebeu apenas 670 mil passageiros, metade do verificado em 1989. O aeroporto da Pampulha teve dois milhões e 700 mil passageiros em 2001.

 De acordo com o superintendente dos aeroportos de Confins e da Pampulha, Ricardo José da Rosa Rodrigues, as companhias aéreas alegam que são os próprios passageiros que pressionam a concentração de pouso e decolagem na Pampulha, por ser uma região de acesso mais fácil. Ele explica que há hoje uma comissão formada por técnicos do Departamento de Aviação Civil (DAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Infraero que está estudando o equilibrio de atividades entre os dois aeroportos.

 Outra saída finaceira para Confins é a implantação do aeroporto industrial, já prevista pela instrução normativa da Receita Federal. As indústrias que se instalassem na área patrimonial do aeroporto teriam isenção de impostos relativos à importação de componentes. Rodrigues afirma que "num primeiro momento a instalação do parque industrial não aumentaria o número de passageiros, mas que a longo prazo isso poderia significar uma revitalização das atividades". "Já há empresários interessados mas que estão esperando o resultado das eleições e uma definição do cenário econômico para poder investir", afirma.

 

 

O ESTADO DE MINAS

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Quinta, 26

 

Avião com traficantes faz pouso forçado perto de Piracicaba.

 

Depois de descer num canavial com 400 kg de maconha, bandidos obrigaram agricultores a descarregar a droga

 

Dois agricultores de uma fazenda de cana-de-açúcar de Rio das Pedras, na região de Piracicaba, no interior, foram surpreendidos por um avião monomotor que fez um pouso forçado no meio do canavial, ontem à tarde. Assim que se aproximaram para oferecer ajuda aos dois ocupantes do aparelho, os trabalhadores rurais foram feitos reféns e obrigados a descarregar 400 quilos de maconha que estavam no interior da aeronave.

O pouso forçado aconteceu às 14h. Os agricultores foram obrigados a colocar a droga dentro do carro de um dos trabalhadores, um veículo Gol. Depois de retirado todo o entorpecente, os bandidos atearam fogo à aeronave.

De acordo com o delegado responsável pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Piracicaba, Olavo Luiz de Oliveira, o dono do carro e um dos bandidos seguiram com o automóvel até outro canavial, numa fazenda perto de Piracicaba, onde a droga foi escondida. Enquanto isso, o segundo ocupante do avião e o outro agricultor permaneciam em Rio das Pedras, próximos à aeronave em chamas.

O agricultor que seguiu até o outro canavial conseguiu fugir com o carro e avisar a polícia sobre a localização da maconha. Policiais da Dise foram até o local, encontraram a droga, mas não conseguiram localizar o bandido. Na fazenda onde o avião pousou, o segundo ocupante do aparelho também havia fugido, depois de ter sido ameaçado pelo trabalhador rural com um facão, comentou o delegado.

Até o fim da tarde de ontem, nenhum dos dois fugitivos havia sido identificado e localizado. O nome dos produtores rurais não foi divulgado pela polícia. O delegado comentou que a aeronave ficou completamente destruída no incêndio e não será possível identificar a quem pertencia. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas não pôde evitar a destruição.

“Eles colocaram fogo para não deixar pistas”, disse Oliveira. O delegado não acredita que o avião tivesse Piracicaba como destino final. Até a tarde de ontem, a polícia ainda não havia descoberto de onde tinha partido e nem para onde ia a aeronave.

De acordo com o delegado, a última grande apreensão de drogas em Piracicaba ocorreu no ano passado, quando foram descobertos 300 quilos de maconha. Apesar disso, ele descarta que cidade possa integrar alguma rota do entorpecente. “No caso de hoje (ontem), foi um acidente, a droga não vinha para Piracicaba”, alegou.

Oliveira comentou que a polícia continuará investigando o caso, para tentar localizar o dono do avião e os ocupantes, e enviará a maconha para perícia, antes de incinerá-la.

O Departamento de Aviação do Estado de São Paulo (Daesp) de Piracicaba informou que não havia sido avisado sobre o plano de vôo do monomotor sobre a cidade. Mas apontou que a torre mais próxima é a do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, que deveria ter sido informada.

A assessoria de imprensa de Viracopos também não soube informar se o vôo do monomotor era regular e se o plano de vôo havia sido notificado, indicando que o dado poderia ser obtido no Serviço Regional de Proteção ao Vôo (SRPV). O SRPV alegou não ter informações a respeito.

Em um ano, quatro acidentes aéreos ocorreram em Piracicaba. Em julho deste ano, duas pessoas morreram na queda de um bimotor no bairro Santa Rosa. Em outubro do ano passado, um monomotor caiu sobre um depósito de leite na Vila Monteiro, causando a morte dos dois ocupantes. Em dezembro, mais duas pessoas morreram na queda de um monomotor no Jardim Oriente.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quinta, 26

Simulação de acidente no aeroporto internacional de São Paulo.

 

Um pouso de emergência, seguido pelo incêndio do avião que transportava 130 pessoas, deixa 33 mortos e 22 feridos em estado grave, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. Felizmente, tudo não passou de uma simulação promovida ontem pela Infraero, com o objetivo de testar a eficácia do Plano de Emergência para o caso de acidentes, atentados e outras situações que envolvam risco. O exercício, realizado numa das duas pistas de pouso e decolagem, mobilizou 250 pessoas, entre militares, médicos, enfermeiros e voluntários. Também foram usados três helicópteros, dez ambulâncias, dois aviões e três caminhões contra incêndio. Para facilitar o acesso dos veículos envolvidos na operação, uma das faixas da Via Dutra foi interditada, provocando um congestionamento de 2,5 quilômetros.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quinta, 26

 

Transbrasil tenta ficar no mercado aéreo.

 

Sem operar há quase um ano, empresa convoca assembléia

 

BRASÍLIA - Dez meses depois de paralisar as atividades, a Transbrasil ainda tenta voltar ao mercado. Pressionada pelo Departamento de Aviação Civil, a Fundação Transbrasil, que representa os funcionários e detém 17% das ações, convocou para o próximo dia 9 de outubro uma assembléia geral de acionistas. Na pauta, a eleição do Conselho Diretor da empresa. A Transbrasil não tem presidente desde fevereiro deste ano, quando Michel Tuma Ness renunciou ao cargo dois dias depois de assumir. Outros três diretores também deixaram a empresa.

Com a assembléia, o presidente da Fundação, comandante Sérgio Costa, tenta se livrar do cancelamento do contrato de concessão com o DAC. O prazo dado pelo brigadeiro Venâncio Grossi, diretor do DAC, expira em 16 de outubro.

Em reunião com Costa, na última semana, Grossi endureceu o discurso e cobrou uma solução imediata para a companhia. O brigadeiro está sendo pressionado pela Infraero. A Transbrasil tem um débito de R$ 130 milhões com a estatal. Por decisão judicial, a Infraero está impedida de resgatar as áreas ocupadas pela companhia nos aeroportos. A medida causa um prejuízo mensal de R$ 241 mil à administradora dos aeroportos. O cancelamento do contrato poderia agilizar uma decisão judicial favorável à Infraero. A diretoria da Fundação questiona a pressa do DAC, já que outras empresas aéreas não operantes foram poupadas do cancelamento dos contratos.

Na assembléia, devem ser eleitos quatro diretores. Dois serão indicados pela Fundação Transbrasil e dois pela família Fontana, que detém 54,78% das ações. Devem ser mantidos os demais cinco diretores, eleitos na última assembléia e que não pediram demissão. A assembléia, no entanto, promete ser polêmica.

O empresário goiano Dilson Prado da Fonseca, que em 21 de janeiro deste ano comprou 78% da companhia por R$ 1, pretende participar da convocação e garante que assumirá a presidência.

- Vou assumir com todas as armas jurídicas que tenho, já que o meu contrato é legítimo - justifica o empresário.

Ele garante que já tem um plano de recuperação da companhia e informa que está fechando as negociações com uma empresa estrangeira para recuperar a Transbrasil. As especulações são de que a General Eletric seria a responsável pelo aporte de capital para salvar a companhia da falência. Seria uma forma de a GE recuperar o dinheiro que a própria Transbrasil lhe deve, o que originou uma ação com pedido de falência.

Correndo por fora, o comandante Costa também estaria fechando um aporte de capital com um grupo nacional. A reorganização da diretoria da empresa seria mais um passo para levar o negócio adiante.

A Fundação esbarra em um entrave jurídico. O Ministério Público barrou a doação de 54,78% de ações da família Fontana para a Fundação. Mas a entidade ainda pode recorrer à Justiça para deter o controle acionário da companhia.

 

Jornal do Brasil

 

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Quinta, 26

 

Na delegacia com Monique Evans.

 

A apresentadora pediu um atestado à funcionária da Vasp para confirmar que o vôo havia chegado atrasado, impedindo que Monique gravasse seu programa. A funcionária negou. A discussão levou as duas para a Delegacia da Polícia Federal de Cumbica 

Após discutir com uma funcionária da Vasp, a apresentadora da Rede TV! Monique Evans passou anteontem a "noite afora" na delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de Guarulhos. O bate-boca teria sido provocado por um atraso de uma hora no vôo 4356 da companhia aérea, que acabou prejudicando a gravação do programa da ex-modelo. O avião teria decolado atrasado - às 23h05 - do Aeroporto do Galeão em razão de condições meteorológicas desfavoráveis, chegando em São Paulo às 23h40.

A apresentadora deixou o aeroporto mais de duas horas depois, às 2h de ontem, e não conseguiu gravar seu programa Noite Afora. Ela e a supervisora de vôo da Vasp, identificada apenas como Alessandra, chegaram a um entendimento e nenhum boletim de ocorrência foi registrado na delegacia.

Preocupada com uma punição por parte da emissora, a ex-modelo pediu um atestado para justificar sua falta. Alessandra não quis falar com a imprensa mas, segundo funcionários da Infraero, ela teria explicado que não poderia fornecer o documento no momento. Ela teria dito ainda que Monique deveria procurar o Departamento de Aviação Comercial (DAC) no dia seguinte (ontem).

Diante da recusa, a apresentadora perdeu o controle. "Você sabe como mulher agride mulher? É só falar o que ela não quer ouvir", disse. Monique então começou a dizer que estava acostumada a lidar com aeromoças "certinhas" "bonitinhas" e de "cabelinho preso". "Quando vi aquela mulher com cabelo despenteado, aquela roupa e a cara fechada para mim, perdi o controle", disse Monique.

Monique arrancou o crachá da funcionária

Ainda segundo funcionários da Infraero - que pediram para não serem identificados - a ex-modelo teria chamado Alessandra de "elefanta de cabelo vermelho". A apresentadora da RedeTV! arrancou seu crachá e ainda teria dado um tapa na cara da funcionária. "Ela pegou o crachá e disse que levaria para o Canhedo (Wagner Canhedo, presidente da Vasp), de quem era amiga", disse o funcionário da Infraero.

A apresentadora, porém, negou as agressões e ofensas. "Não bati, nem ofendi.

Só disse que a saia devia ser da época em que ela era magra", afirmou.

A briga foi parar na Polícia Federal. Lá a ex-modelo devolveu o crachá da funcionária e tudo acabou aparentemente bem. "Aconselhei as duas que isso não levaria a nada. Não pegaria bem para a imagem da apresentadora e nem para a Vasp", disse o delegado Antônio Wagner Gonçalves Castilho.

A apresentadora, que é evangélica, ficou tranqüila quando soube que o delegado da PF era da mesma religião. "Foi Deus que pôs esse delegado no meu caminho", disse ela. "Ficamos lá dentro mais conversando sobre a Bíblia do que propriamente sobre a minha briga."

A apresentadora disse que vai orar pela funcionária da Vasp. Ela ainda contou que deixou de tomar antidepressivos há uma semana. "Isso pode ter ajudado um pouco", confessou a ex-modelo.

Segundo a Vasp, o atraso foi provocado pelas condições meteorológicas desfavoráveis no Rio de Janeiro no momento da decolagem. A empresa informou ainda que não é obrigada a fornecer atestado justificando eventuais atrasos.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quinta, 26

 

Boeing: falha pode causar explosão.

 

 A Boeing informou que 3.280 de seus jatos de passageiros 747, 757 e 737 podem ter sido montados com bombas de combustível defeituosas, que precisarão ser inspecionadas e possivelmente trocadas.

A maior fabricante de jatos enviou uma nota a todos os clientes e operadores de aeronaves informando-os da falha, que em certas circunstâncias poderá gerar uma faísca, incendiar vapores de combustível e causar uma explosão.

- Há perigo de causar curto-circuito em fios devido ao aquecimento dos condutores da bomba de combustível - comentou o porta-voz da Boeing, Charlie Miller, em entrevista.

As inspeções e a troca poderão levar três anos. Nenhum avião precisará parar de voar, informou ele.

Três tanques de combustível explodiram em aeronaves Boeing desde 1990, inclusive um jato da Trans World Airlines 747, que caiu na costa de Long Island, Nova York, matando 230 pessoas em 1996.

 

Da Bloomberg News

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Quarta, 25

 

TAM espera ainda transportar 'milhões' no F-100.

Presidente da companhia diz que rejeição ao avião não é tão grande e nega troca total da frota 

A TAM vai manter os aviões Fokker 100 na sua frota ainda por muito tempo. A afirmação é do presidente da empresa, Daniel Mandelli Martin.

"Vamos transportar milhões de passageiros nesses aviões ainda, eles não têm a rejeição que se apregoa", disse ele ontem. Essa decisão afasta rumores de que a empresa poderia todos os seus aparelhos Fokker para enfrentar a queda na ocupação dos seus vôos. Na semana passada, a empresa anunciou medidas como o corte de 500 funcionários e a retirada de 21 dos 50 Fokker 100 de sua frota. "Não estamos cortando nada além do que imaginávamos crescer. O ajuste nos custos foi de 12%, justamente o que não crescemos em razão da conjuntura mundial e doméstica e do mercado aeroviário internacional", explicou o presidente da TAM.

Martin admitiu a possibilidade de a empresa associar-se a algum outro grupo, se houver proposta nesse sentido: "Estamos dispostos a conversar se formos procurados, mas até agora não apareceu ninguém". Ele lembrou, entretanto, que por ser do setor de prestação de serviços, a presença de estrangeiros na empresa está limitada a 20%.

Antes dos ajustes anunciados na semana passada, a TAM era líder no transporte doméstico de passageiros, disse Martin, com 38% a 39% do mercado.

Os cortes de 12% representarão uma queda entre 3% e 4% na participação no setor que a empresa detinha antes. Ele disse que a aquisição, por leasing, de aparelhos Airbus (A-318, derivado do 319) e a substituição dos Fokker 100 por 20 novos Airbus já estava prevista. "Sempre que se substitui aeronaves faz-se isso pelos aparelhos mais antigos, e os Fokker eram os mais antigos da frota", explicou. Os estudos de renovação da frota incluem aviões da Embraer, do 170 ao 195. Os investimentos em peças, manutenção e treinamento deverão chegar a até 12% do valor total.

Essa renovação, argumentou, era parte dos planos de expansão da empresa, que trabalhava com cenário interno de crescimento de 12% - abortado a partir dos atentados terroristas nos EUA de 11 de setembro do ano passado, que prejudicaram enormemente o setor aeroviário. Para se ter uma idéia, explicou Martin, o seguro anti-terror (anti-guerra) que praticamente nem compunha os custos das empresas, subiu mais de 1.000% e hoje representa um gasto de cerca de R$ 23 milhões da TAM.

Pacote - As dificuldades da empresa com o mercado não foram atenuadas com o pacote de medidas anunciadas pelo governo para o setor. Segundo Martin, a maior parte do apoio à TAM se resume a isenções de impostos que se resumem a cerca de R$ 25 milhões por ano. "É uma boa ajuda, mas está aquém do que a empresa precisa", disse.

A maior dificuldade da empresa está mesmo relacionada à economia doméstica.

Cada ponto porcentual de crescimento da economia, diz o presidente da TAM, significa um crescimento de 2,5% no mercado do setor. Quando o crescimento não ocorre na proporção estimada, há uma perda na mesma proporção. Numa comparação, ele cita que em 2001 o mercado brasileiro foi de 32 milhões de passageiros, para uma população de 170 milhões. Nos EUA, são cerca de 660 milhões de passageiros para uma população avaliada em 240 milhões de pessoas.

Ainda que tenha traçado até um cenário que considera "maluco" no final do ano passado, pois estimava então um dólar a R$ 3,00 no final deste ano, a empresa foi surpreendida pela arrancada da moeda americana e da conjuntura negativa em praticamente todo o ano, abortando os planos de investimentos que seriam iniciados em abril.

Além desses dados, Martin informa que o preço do querosene, que acompanha a variação do dólar e do preço internacional de combustíveis, aumentou 60% desde o início do ano. "E há expectativa que a Petrobras reajuste em mais 12% o preço a partir de 1º de outubro", disse.

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Quarta, 25

 

 

DPDC multa Gol por uso de 0300.

Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor multa companhia aérea Gol em R$ 97,626 mil pela cobrança do serviço 0300 sem comunicar ao cliente.

Brasília - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, determinou a empresa aérea Gol o pagamento de multa no valor de R$ 97,626 mil pela cobrança do serviço 0300 sem comunicar ao cliente. Segundo a decisão, publicada hoje no Diário Oficial da União, a Gol cobrava R$ 0,27 por minuto pelo serviço de venda e reserva de passagens aéreas por meio do serviço telefônico 0300.

A empresa alegou que utiliza o serviço apenas para reserva e venda de bilhetes aéreos e que oferece um serviço de atendimento gratuito ao consumidor por meio do prefixo 0800 para receber reclamações e sugestões. A Gol também afirmou que todo o material de propaganda contém expressamente o valor por minuto do serviço e passou a fornecer a informação pelo telefone ao usuário que fizesse ligação para o 0300 a partir de 11 de setembro de 2001.

De acordo com os dados fornecidos pela Gol ao DPDC foram vendidos pelo telefone 411.085 bilhetes até o final do mês de setembro do ano passado. O Ministério da Justiça concluiu que a empresa omitiu um dado importante do serviço. "Tal informação é essencial e relevante por ter o condão de influenciar decisivamente no juízo de escolha do consumidor", afirma a Diretora do DPDC, Amanda Flávio de Oliveira, em seu despacho.

"A falta de informação adequada implica clara lesão ao direito fundamental do consumidor", sustenta. O DPDC considerou que houve lesão a milhares de consumidores em todo País e que a companhia obteve vantagens. Por isso, determinou a aplicação da multa e o encaminhamento da decisão aos Ministérios Públicos e Procons nos Estados e capitais.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Quarta, 25

 

Plano da Varig sairá em até oito semanas.

 

Previsão é de fusão e venda de ativos

 

Um amplo diagnóstico financeiro da Varig será apresentado em um prazo de seis a oito semanas pela KPMG, consultoria contratada pela Fundação Rubem Berta para elaborar um plano de negócios para a companhia aérea. Terminado o prazo, a Fundação e os credores da companhia, liderados pelo Unibanco, analisarão o trabalho, que poderá conter propostas de fusão e venda de algumas das 11 empresas do grupo, além de mais demissões e alienação de ativos.

Sócio da KPMG, André Castello Branco revelou que o trabalho será iniciado hoje, mas que não chegou a ser comunicado da alternativa de capitalização divulgada pelo ex-secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior Roberto Giannetti da Fonseca. Pela proposta, a Varig criaria uma Sociedade de Propósito Específico (SPE, empresa fundada para um determinado objetivo), juntamente com sócios e o BNDES, que receberia US$ 300 milhões a partir de uma captação de bônus do banco no exterior.

Com a divulgação da proposta, as ações preferenciais da Varig tiveram alta de 11,11% na Bovespa. Ao fim do dia, no entanto, os papéis encerraram em queda de 5,18%.

Castello Branco afirma, porém, que a proposta de Giannetti não faz parte do trabalho contratado. Além da KPMG, a consultoria americana Bain & Company também deve participar da reestruturação. Fontes do mercado avaliam, no entanto, que a proposta de Gianneti apresenta pelo menos uma impropriedade. Como garantia ao financiamento do BNDES, a Varig daria R$ 2,5 bilhões, valor referente à indenização do governo pelo Plano Collor. O problema é que, como o governo vai recorrer à Justiça para não pagar o montante, o BNDES não poderia aceitar o crédito como garantia. Desta forma, o banco estaria antecipando a derrota judicial do governo.

 

Jornal do Brasil

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Terça, 24

 

TAM recebe dois novos aviões e aposenta Fokkers.

SÃO PAULO. Enquanto recolhia a seus hangares 19 aparelhos Fokker-100, a TAM recebia ontem dois novos aviões da fabricante européia Airbus. As duas aeronaves, um modelo A-319 (de 132 lugares) e outro A-320 (com 150 assentos), que juntas custam US$ 71 milhões, devem começar a voar até quinta-feira, integrando a nova malha de rotas domésticas da companhia. Essa malha está desde ontem também menor — com a redução de 12% do número de assentos oferecidos e a suspensão de vôos regulares para nove cidades em cinco estados.
Depois de registrar um prejuízo de R$ 223 milhões no primeiro semestre deste ano, o maior de sua história, a TAM anunciou na semana passada um rigoroso programa de redução de custos. Além da retirada imediata de operação dos 21 Fokker-100 (duas dessas aeronaves tiveram que fazer pousos forçados recentemente) e de enxugar a malha de vôos, com a extinção de rotas consideradas deficitárias devido à baixa ocupação, a companhia demitiu 524 funcionários, o equivalente a 7% de seu quadro.

 

O GLOBO

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Terça, 24

 

Aeroporto de Viracopos ganha banda larga via rádio.

Mercado potencial são as 200 companhias que atuam dentro do aeroporto, entre empresas aéreas, agências de carga e despachantes aduaneiros

São Paulo - O aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (interior paulista), ganha a partir de outubro uma rede para acesso à internet via rádio, implantada pela NipNet, provedor que atua unicamente por sistema sem fio (wireless) nas regiões de Campinas e Vale do Paraíba. A gerente comercial da NipNet, Flávia Azevedo, afirma que o mercado potencial são as 200 companhias que atuam dentro do aeroporto, entre empresas aéreas, agências de carga e despachantes aduaneiros. "São empresas que dispõem hoje de acesso discado ou precário em termos de velocidade", diz Flávia.

A NipNet oferecerá acesso de 64 Kbps (kilobits por segundo) até 34 megabits, em pacotes a partir de R$ 119. A rede, segundo a gerente, já está pronta, faltando apenas a configuração das antenas. "Os serviços estarão disponíveis na primeira quinzena de outubro", diz Flávia, que não revela o investimento feito para instalação do conjunto de equipamentos no aeroporto.

Criado em abril de 2001, a partir da união da Nip Cable com a Net Comercial, duas fornecedoras de serviços de telecomunicações do Vale do Paraíba, a NipNet tem hoje mil usuários residenciais, moradores de condomínios horizontais e verticais, além de outros 40 corporativos. Entre os clientes, estão empresas como Unimed, de São José dos Campos e Jundiaí, Ynova Turismo, Master Company e CooperSteel. O faturamento previsto para este ano é de R$ 1 milhão.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Terça, 24

 

Herbert Vianna fala sobre acidente.

 

O 'Fantástico' exibiu domingo a primeira parte de uma série de reportagens especiais sobre o Paralamas do Sucesso. Foi ao ar uma entrevista com Herbert Vianna concedida a Pedro Bial, apresentador do programa.

Demonstrando emoção, o líder do Paralamas falou da memória e da mulher, Lucy, morta no acidente que os envolveu há um ano e sete meses, quando o ultraleve que o músico pilotava caiu no litoral do Rio de Janeiro.

"Tenho uma memória de ter uma obsessão por isso, mas não lembro nada e não quero relembrar. A Lucy foi para o além e eu sou a pedra no futuro, na criação das crianças. Isso é uma prioridade muito maior do que qualquer curiosidade aeronáutica que eu possa ter", disse Vianna.

Lucy foi tema de várias respostas do compositor: "Sinto que a presença da Lucy é muito forte, que o espírito da Lucy está muito próximo delas (as crianças), é uma coisa sobrenatural mesmo. Eu converso com a Lucy, embora ainda não esteja em um plano mediúnico de ouvir respostas, mas várias vezes sinto as opiniões dela, o que ela diria ou faria." O Paralamas está lançando 'Um Longo Caminho', novo CD, e devem começar uma turnê em breve, com início em João Pessoa, terra natal de Herbert Vianna.

O 'Fantástico' mostrou também cenas do DVD dirigido por Andrucha Waddington no qual Herbert fala sobre o acidente.

A matéria mostrou também as opiniões sobre as lesões sofridas pelo músico da neuropsicóloga Lúcia Willadino Braga, do hospital Sarah Kubstischek, de Brasília, que explicou que Herbert ainda tem dificuldades de se recordar de fatos recentes e de pouca importância.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Segunda, 23

 

Prevenção diminui contratempos em vôos.

Relacionar bens da bagagem, guardar recibos e preencher formulários são alguns cuidados para o passageiro evitar os problemas mais comuns em viagens aéreas. Veja as dicas de especialistas

São Paulo - Especialistas orientam o consumidor sobre os principais problemas enfrentados por passageiros de empresas aéreas. Overbooking, atrasos, extravio de objetos, danos à bagagem e acidentes. Veja como prevenir contratempos e como reclamar seus direitos.

Os problemas mais comuns enfrentados nos aeroportos costumam ser atrasos e cancelamentos de vôo, extravio e danificação de bagagens e overbooking (impedimento de embarcar pelo excesso de passagens vendidas para um mesmo vôo), segundo o Departamento de Aviação Civil (DAC). O DAC recebe dezenas de reclamações por mês e tem poder de aplicar multas às companhias.

O advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Marcos Diegues diz que, quando compra o bilhete, o passageiro está adquirindo um serviço da companhia aérea. "Por ser um contrato de serviço, caso algumas regras não sejam cumpridas, o consumidor poderá exigir indenização por perdas causadas pela má prestação do serviço."

A técnica da área de Serviços do Procon-SP, Maria Cecília Rodrigues, comenta que o consumidor deve provar, no entanto, que essas perdas ou danos estão ligados ao serviço da companhia aérea. Para isso são úteis comprovantes, como um recibo com horário de um evento ao qual o passageiro não pôde comparecer por causa do atraso ou a declaração de posse de determinado bem que estava sendo transportado na bagagem e extraviou.

Outro cuidado que deve ser tomado, segundo Maria Cecília, é levar na bagagem de mão objetos de maior valor. Idêntica opinião tem o DAC, que afirma que as empresas estão isentas de responsabilidade sobre a perda ou o dano desses bens. Diegues ressalta, porém, que o contrato envolve o compromisso de transporte geral, ou seja, de pessoa e objetos, sem exclusões. "Portanto, o passageiro pode pedir reembolso em problemas com a bagagem de mão e a despachada."

Caso ocorra extravio, os especialistas recomendam que, ao entrar em contato com a companhia, o cliente guarde sempre um comprovante - um protocolo ou um número, por exemplo - para que se saiba o prazo entre a reclamação e o atendimento e para justificar uma possível ação judicial.

Entretanto, vale lembrar que há situações em que a companhia aérea não pode ser responsabilizada por imprevistos. Isso vale, por exemplo, em caso de atraso de vôos por motivos meteorológicos.

Acidentes

Em caso de acidentes, o DAC exige que as companhias aéreas ofereçam assistência aos familiares dos passageiros e providenciem até um serviço 0800 exclusivo para oferecer informações sobre o caso. Preencher o formulário de identificação pessoal que acompanha o cartão de embarque nem sempre é exigido, mas, numa situação dessas, pode acelerar o processo.

No site do DAC (veja link abaixo), há um quadro comparativo entre a regularidade, a pontualidade e a eficiência operacional de cada companhia aérea. Além disso, é possível verificar na página o número de reclamações de passageiros contra as empresas.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Segunda, 23

 

Monomotor cai e mata dois em MS.

 

 Duas pessoas morreram na queda de um avião monomotor na tarde de domingo, em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá). Não havia outras pessoas a bordo. As causas do acidentes serão investigadas pelo DAC (Departamento de Aviação Civil).

 Estavam no avião o instrutor de vôo Edson Dautrey, 21, e Antônio Carlos Ravanelo,17.

O acidente aconteceu no pasto de uma fazenda, localizada a aproximadamente dois quilômetros do aeroporto de Primavera do Leste, de onde a aeronave havia acabado de decolar.

 Na hora do acidente, o tempo estava bom e não havia ventos fortes. Até esta segunda-feira, os destroços do avião continuavam no local à espera da perícia.

 O corpo do instrutor foi levado para Jaciguara, onde trabalhava no aeroclube da cidade. O corpo de Ravanelo foi velado dentro da Câmara Municipal de Primavera do Leste. Ainda não existe previsão de quando o laudo pericial do DAC será concluído.

 

ESTADO DE MINAS

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Segunda, 23

 

Aeroporto de Boston escaneará passaportes.

 

SÃO PAULO - O Aeroporto Internacional de Logan, que fica em Boston (EUA), será equipado com scanners capazes de checar a autenticidade de passaportes e carteiras de habilitação - os principais documentos naquele país.

De acordo com o The New York Times, o sistema ainda será capaz de comparar o nome do portador do documento com as listas do governo americano que contém os nomes e fotos de pessoas que estão "sob observação" no país - e depois, vai gerar um relatório dizendo quais documentos foram checados e quando.

Inicialmente, diz a matéria, o sistema será utilizado apenas com os próprios funcionários do aeroporto - são 10 mil pessoas aproximadamente, que devem receber novas identificações de segurança em breve. As autoridades portuárias ainda querem se assegurar de que as carteiras de motorista e outros documentos de identificação dos mesmos sejam válidas.

Parece que um uso mais amplo do sistema ainda está em estudo - apesar de ser o desejo das autoridades portuárias que todos os freqüentadores do aeroporto sejam checados, por questões de segurança, o governo ainda não quer levantar questões por parte das associações de defesa dos direitos civis. "Mas seria uma escolha lógica (ampliar para os demais freqüentadores), porque é só uma questão de verificar rapidamente se a pessoa é quem realmente diz quem é ou se ela comprou um documento falsificado", defende Thomas J. Kinton Jr., diretor do departamento de aviação portuária.

Kinton diz que vários documentos falsificados foram encontrados entre os 225 mil documentos examinados no período de teste do sistema, que aconteceu nos últimos três meses. Mas não informou quantos foram.

O mesmo sistema de identificação usado no aeroporto de Boston já é utilizado hoje, segundo a matéria do NYT, em aeroportos na Hungria, Finlândia e Suécia. A tecnologia já foi também encomendada pelas autoridades britânicas, para ser usada nos consulados com a mesma finalidade.

 

Info Online

 

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Segunda, 23

 

Fusca Voador volta para Santo Ângelo.

Aeronave estava desde 1992 no Rio, de onde chegou desmontado

            O avião com motor de automóvel que despertou a curiosidade do Brasil na década de 70 voltou a sua terra de origem, Santo Ângelo, no noroeste do Estado.

            Sexta-feira, o Fusca Voador desfilou por ruas da cidade em um caminhão que carregava uma faixa com a inscrição “Aeronave Michel 1 retorna a Santo Ângelo. O aeroclube agradece à comunidade”.

            O retorno da relíquia foi possível graças a uma campanha encabeçada pelo aeroclube local, que incentivou doações em dinheiro para a compra do aparelho. A aeronave, confeccionada com motor de Fusca pelo alemão radicado na cidade Ludwig Michel, repousava no Rio desde a década de 90, quando foi adquirida por um médico fluminense.

            – Vamos recuperar o avião. Queremos que ele voe novamente – diz, estusiasmado, o diretor de segurança de vôo do aeroclube, Moacyr Monteiro Madrid, que conviveu com o inventor.

            A Michel 1, como foi batizada, voou até a década de 80, movida por um motor de um Volkswagen de 1.200 cilindradas e 36 HP de potência. Ludwig Michel, piloto, mecânico e marceneiro, projetou a aeronave na oficina de sua casa, na década de 70. Com um sonho de ter o próprio avião, o Santos Dumont gaúcho começou a montá-lo artesanalmente. Soldou um velho motor de Fusca com rachaduras e fez adaptações até concluir a aeronave.

            Para recuperar o Fusca Voador, o aeroclube continuará contando com a contribuição da comunidade. Na sexta-feira, depois de percorrer ruas da cidade, a aeronave começou a ser montada por Madrid. A prefeitura, que pretende montar um Museu da Aviação e transformar o avião em um atrativo turístico, também vai colaborar com a campanha.

            Michel, sem poder mais pilotar, teve de vender o avião. O primeiro comprador, de Palmeira das Missões, se acidentou em um vôo e acabou morrendo. Destruída, a aeronave foi adquirida por um mecânico de Carazinho, que desejava restaurá-la. Em 1992, ciente da trajetória da Michel 1, o médico e piloto fluminense Sérgio Ciancio comprou o aparelho.

            – Eu mesmo recuperei as asas. Iria fazer ela voar, com o mesmo motor de Fusca – conta Ciancio, que diz que sentirá saudade da aeronave, mas irá se desfazer dela por uma boa causa:

            – Estou vendendo pela importância histórica que o avião tem para a cidade.

Zero Hora

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Domingo, 22

 

Problemas com radar atrasa vôos no Aeroporto Internacional do Rio.

 

RIO - Alguns vôos programados para decolar esta manhã, do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, com destino principalmente à região Nordeste do país, estão atrasados devido a problemas no radar em Brasília. Segundo um funcionário da empresa aérea Vasp, o radar está inoperante. Na última quinta-feira, ocorreu o mesmo problema, atrasando vários vôos para as regiões Norte e Nordeste do país. Apesar do problema, de acordo com informações da torre de controle da Infraero, o aeroporto está operando normalmente para pousos e decolagens.

 

 

Jornal do Brasil

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Domingo, 22

 

Brasileiro é preso em aeroporto da Costa Rica com 4,5 kg de cocaína.

 

 

 Um brasileiro de 22 anos, identificado como Claudemir Rodrigues Ribeiro, foi preso este sábado no aeroporto internacional Juan Santamaría, 15 km ao noroeste da capital da Costa Rica, quando entrava no país com 4,5 quilos de cocaína, informaram as autoridades.

 Ribeiro chegou a Costa Rica procedente de Medellin, Colômbia, para onde pretendia voltar no domingo, informou o Ministério da Segurança Pública. Ribeiro será acusado de tráfico internacional de drogas.

 

ESTADO DE MINAS

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Sábado, 21

 

Prefeitura pede que Infraero apresente plantas de Congonhas.

Material encaminhado, considerado ‘genérico’, não inclui as construções do aeroporto

Fiscais da Prefeitura entregaram ontem uma notificação para que a Infraero apresente as plantas do Aeroporto de Congonhas. A empresa garantiu ter passado o material no início do ano, mas o assessor para Assuntos Metropolitanos da Prefeitura, Luiz Alexandre Lara, afirma que apenas um material genérico foi encaminhado. “Eles apresentaram uma planta sem as edificações.”

A Prefeitura quer que a Infraero siga os trâmites normais e registre as construções do aeroporto. Mas, de acordo com o diretor comercial da Infraero, João Forni, a empresa não tem obrigação de apresentar plantas. “A área do aeroporto é da União. A administração e a fiscalização são de responsabilidade da autoridade aeronáutica.”

No centro da discussão entre o Executivo e a administradora do aeroporto está a intenção da Infraero de iniciar a reforma de Congonhas com ou sem acordo com a Prefeitura. Dos dois lados há um cuidado grande em dizer que o que se busca é um convívio harmonioso. Mas o que se desenha é uma queda-de-braço. A Prefeitura quer interferir nos projetos e a Infraero não agüenta mais esperar para dar nova face ao aeroporto.

“A intenção é ter o melhor relacionamento possível com a Prefeitura”, disse Forni. “Foi muito tranqüilo”, afirmou Lara, em referência ao ponto em que concordam: as lojas de Congonhas têm de respeitar a legislação municipal e ter registro. Ontem, os fiscais entregaram um convite para que os lojistas regularizem a situação na Subprefeitura de Santo Amaro.

Foi entregue ainda uma cartilha, explicando como os comerciantes deveriam proceder. Só que aí quem ficou sem entender nada foi o coordenador da Livraria Laselva Evandro Vespasiano. Segundo ele, todas as vezes em que a empresa tentou obter alvará ou licença, os pedidos foram indeferidos – em 1999, 2000 e 2001. “Disseram que o aeroporto é área da União.”

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sábado, 21

 

EUA detêm piloto por suposto plano suicida.


O governo dos EUA anunciou ontem a prisão de um piloto sudanês e de outros cidadãos sudaneses suspeitos de planejar um ataque suicida com um avião sequestrado contra a Casa Branca. Funcionários do governo disseram que o piloto está sob custódia do serviço de imigração. Ele negou as acusações.
Uma reportagem publicada ontem pelo jornal "The Washington Times" relatava o suposto plano e citava o piloto, que teria recebido treinamento no Afeganistão da rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden. Bin Laden reconheceu em vídeo participação nos atentados de 11 de setembro do ano passado nos EUA, que deixaram cerca de 3.000 mortos.
Um alto funcionário do governo disse que os EUA mantêm "alguns" sudaneses sob custódia há alguns dias, mas disse não saber por quanto tempo ou quantos são exatamente. Segundo ele, os sudaneses presos não foram acusados formalmente por nenhum crime. O governo ainda estaria investigando a veracidade do suposto plano e se algum deles estaria realmente ligado à Al Qaeda.

Investigações
A CIA (agência de inteligência dos EUA) tinha informações sobre três dos 19 sequestradores dos aviões usados nos ataques de 11 de setembro pelo menos 20 meses antes dos atentados, mas falhou em passar a informação para outras agências após eles entrarem nos EUA, segundo uma investigação dos serviços de inteligência em curso no Congresso.
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse ontem em carta ao Congresso que agora apóia o estabelecimento de uma comissão independente para investigar os ataques de 11 de setembro.
A Casa Branca se opôs inicialmente à comissão independente, alegando temor de possíveis vazamentos e de revelar os funcionários de inteligência envolvidos na luta antiterror.

Folha de S. Paulo

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Sábado, 21

 

Varig pode ser indenizada em R$ 2 bi pelo governo.

Medida refere-se a perdas da empresa causadas pelos planos econômicos entre 86 e 92

GUSTAVO PAUL, MARIÂNGELA GALLUCCI e ANDRÉ SIQUEIRA

BRASÍLIA – O governo pode ter de pagar uma indenização de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para a Varig, por perdas provocadas por planos econômicos entre 1986 e 1992. A União perdeu ontem o recurso contra a ação da empresa aérea na 3.ª Seção do Tribunal Regional Federal (TRF), da 1.ª Região, por quatro votos a dois. No início da noite, a Advocacia-Geral da União (AGU), por meio de sua assessoria, informou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A Varig, por sua vez, já está analisando a possibilidade de contabilizar o montante no balanço financeiro da empresa, o que poderia até mesmo reverter a situação atual, em que o patrimônio líquido atinge R$ 1,6 bilhão negativos. “De qualquer forma, a decisão abre espaço para um acordo com o governo, na forma de um encontro de contas”, comemora o presidente da Varig, Arnim Lore. Somente junto ao INSS, a companhia mantém uma dívida ativa de R$ 589 milhões, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O débito impede que a empresa retire a Certidão Negativa de Débito (CND), documento necessário para realizar operações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A falta da CND ameaçava a operação de recapitalização da empresa, cujo plano deverá incluir a venda de debêntures ao banco público.

A decisão não é considerada novidade. Em março de 1999, a Transbrasil já havia vencido em todas as instâncias judiciais uma ação semelhante, que rendeu R$ 725 milhões aos cofres da empresa. Com as seguidas vitórias da concorrente, além da Varig, a Vasp, a TAM, a Brasil Central e a Nordeste também entraram na Justiça contra a União.

Segundo uma fonte ligada ao setor, é possível que a vitória da Varig sirva de jurisprudência, ainda que informal, para as ações das demais companhias aéreas. O pagamento dessas indenizações poderia ser um importante instrumento para dar fôlego às empresas de aviação, que estão convivendo com uma grave crise financeira. Espera-se que parta do próprio governo a proposta de fazer encontros de contas entre as dívidas e os créditos das aéreas, como foi feito com a Transbrasil. O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, anunciou recentemente o perdão de dívidas referentes ao recolhimento do PIS/Cofins, que também estavam sendo questionadas judicialmente, com vitória para as aéreas, nas primeiras instâncias.

Derrota – Apesar de já ter sido derrotada em várias instâncias no caso da Transbrasil, a União vai procurar questionar aspectos processuais da ação da Varig no STJ. No STF, que também deu ganho de causa à Transbrasil, a estratégia será questionar pontos constitucionais da ação judicial.

Nos casos anteriores, os juízes entenderam que houve realmente defasagem tarifária entre 1986 e janeiro de 1992. A Vasp, na ação que impetrou, alegou que as tarifas aéreas fixadas nesse período pelo Departamento de Aviação Civil (DAC) do Ministério da Aeronáutica estavam muito abaixo do necessário para manter o equilíbrio econômico-financeiro da empresa. Sobre o prejuízo, as empresas reivindicavam o ressarcimento dos juros pagos em decorrência dos prejuízos da empresa ao longo deste tempo.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sábado, 21

 

Aerus propõe redução de benefício para manter a Varig.

 

A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) está analisando proposta do Aerus, fundo de pensão do setor aéreo, que visa garantir a permanência de sua principal patrocinadora, a Varig.

Em abril, a companhia aérea solicitou sua saída do Aerus porque não conseguia mais arcar com seus compromissos financeiros com o fundo. Por mês, a Varig tem de pagar R$ 5 milhões de contribuições mais uma parcela de R$ 6 milhões de uma dívida total de cerca de R$ 600 milhões que tem com o Aerus. Por ano, os gastos somam cerca de R$ 130 milhões.

A isso soma-se o fato de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está elaborando um plano de capitalização da Varig, que tem dívidas totais da ordem de US$ 900 milhões. No primeiro semestre deste ano, seu prejuízo somou R$ 1 bilhão.

O presidente do Aerus, Odilon Junqueira, explica que a solução encontrada foi diminuir a contribuição da Varig de R$ 5 milhões por mês para cerca de R$ 500 mil. A modificação foi aprovada em reunião do Conselho Deliberativo do Aerus no último dia 5. Segundo Junqueira, ela também é respaldada pela Lei Complementar 109, que dispõe sobre a previdência complementar.

A mudança proposta pelo Aerus vai reduzir o benefício de seus associados, que foram comunicados do fato. O presidente do fundo não estima uma média de redução. Como exemplo, cita que no seu caso o recuo será de 20%.

- É melhor uma contribuição menor do que nenhuma - diz Junqueira.

Para os já aposentados, não haverá qualquer alteração.

Além de ser presidente do Aerus, Odilon Junqueira é diretor de Administração e de Recursos Humanos da Varig. É funcionário de carreira da empresa. Iniciou sua trajetória na Rio Sul, empresa do Grupo Varig. E o que poderia causar certo constrangimento, já que cobra uma dívida da empresa em que dá expediente, não tira o sono do executivo, que não se incomoda em ''usar os dois bonés''.

- Se a Varig equacionar os seus problemas financeiros, o Aerus também será equacionado. Estou certo que isso acontecerá. Não consigo imaginar o Brasil sem a Varig.

Jornal do Brasil

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Sexta, 20

 

Varig Travel entra no mercado de cruzeiros.

São Paulo - Vêm aí mais opções de cruzeiros. A Varig Travel entrou no mercado e, na próxima temporada brasileira, irá vender pacotes para dois navios. No Island Scape (que estréia nas águas do País), três noites saem a partir de R$ 465 por pessoa em cabine dupla. O roteiro de três noites no Funchal (viagens pelo Nordeste) custa a partir de R$ 690 - aéreo pago à parte. E-mail cruzeiros@varigtravel.com.br ou tel. 3154-0200. A operadora inaugura hoje outra loja na capital paulista. O novo ponto fica no Shopping Center Plaza Sul, tel. 5073-8444.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 20

 

 

Réplica do 14-Bis fica no sábado, 21.

 

Mas, em vez de festejar, artista responsável pelo trabalho está preocupado com vandalismo

MARCOS DE MOURA E SOUZA

Depois de meses de trabalho, a equipe chefiada pelo artista plástico espanhol Pablo Timón termina amanhã a montagem da réplica, em tamanho original, do avião 14-Bis, na Praça Campo de Bagatelle, em Santana, zona norte da capital. Mas em vez de festejar o fim da empreitada, Timón, de 59 anos, está angustiado. "A perspectiva de vandalismo é terrível. Você trabalha e sabe que daqui a seis meses isso pode estar destruído se não colocarem uma guarita aqui", diz ele. "O avião pode durar 70 anos, mas isso se não quebrarem ou roubarem suas peças."

O monumento é cercado por grades. Em 2000, ao ser retirada da praça para restauração, a peça estava pichada e deteriorado. As pichações ainda estão presentes no pedestal que sustenta a réplica. "Fiz uma placa para colocar aqui, mas isto (o pesdestal) está tão feio que acho que não vou nem instalá-la. Acho que vou dá-la ao meu neto", desabafa Timón.

A restauração foi patrocinada pela Varig - que fechou um termo de cooperação com o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), órgão da prefeitura. O programa de parceria é denominado Adote uma Obra Artística. Segundo a chefe do laboratório de restauro do DPH, Rafaela Bernardes, a empresa é a responsável pela limpeza do pedestal. A segurança cabe à Guarda Civil, diz ela. "Tudo deverá estar pronto na semana que vem", prevê Rafaela. Ainda não há, porém, data prevista para a entrega oficial da obra.

Timón foi contratado pela Varig em fevereiro. Levou dois meses para reconstruir o avião. A instalação só foi feita agora por causa de uma série de desencontros entre a empresa e a Subprefeitura de Santana. Da peça original, Timón só aproveitou a estrutura. O novo modelo, feito em latão, tem 3,5 toneladas, três vezes mais pesado que o anterior.

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 20

 

Passageira agride tripulantes em vôo da Varig.

SÃO PAULO. Um tumulto a bordo de um avião da Varig provocou um desvio de rota do vôo 8741, que saiu de Frankfurt, na Alemanha, às 19h30m de quarta-feira, com destino a São Paulo. Uma passageira agrediu parte da tripulação e alguns passageiros, provocando um pouso de emergência na Ilha de Tenerife, no Arquipélago das Canárias. O avião chegou ao Brasil com duas horas de atraso.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Varig, a passageira Maria Bernadette dos Santos fez agressões verbais e físicas. O comandante Prates, que pilotava a aeronave, desviou a rota e optou pelo pouso em Tenerife, por volta das 22h30m. A empresa não soube dizer qual o motivo do descontrole da passageira. Bernadette afirmou ao comandante que tinha um passaporte belga. Ela foi detida por autoridades policiais de Tenerife e ainda não voltou ao Brasil.

 

 

O GLOBO

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Sexta, 20

 

Gol consulta DAC sobre venda de 20%.

 

RIO - Apesar de o Departamento de Aviação Civil (DAC) negar o recebimento para análise de documento oficial sobre possível venda de parte do capital acionário da Gol Linhas Aéreas, fontes ligadas ao órgão público informam que o assunto já foi informalmente comunicado ao departamento pela própria diretoria da empresa aérea.

O DAC informou ontem que não rececebeu nenhum documento oficial da empresa aérea sobre a possível operação. Uma fonte confirmou, entretanto, que executivos da Gol teriam dado conhecimento ao órgão sobre o projeto de venda de 20% do capital a um novo parceiro. Este é o limite previsto para a participação estrangeira no capital de empresa aérea nacional.

Um consultor do setor analisou que, assim como as demais empresas aéreas, a Gol precisa se capitalizar. A empresa, que começou a operar em 15 de janeiro de 2001, voa com 13 jatos e receberá, até o fim deste ano, novas aeronaves para a frota.

A empresa chegou ao mercado prometendo atuar no nicho de "baixo custo e baixa tarifa". Mais recentemente, começou a operar na ligação entre Rio e São Paulo, tipicamente voltada ao tráfego de executivos entre as duas capitais.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 20

 

OceanAir quer rotas deixadas pela TAM.

Empresa de táxi aéreo aguarda licença do DAC para se tornar uma companhia regular

A decisão da TAM de deixar a operação de algumas rotas abre uma oportunidade de mercado para empresas aéreas regionais. A OceanAir, empresa de táxi aéreo, prestes a se tornar uma companhia aérea regular, se prepara para assumir alguns dos serviços abandonados pela TAM.

"Abre-se uma brecha razoável para as empresas regionais, que operam aeronaves menores", diz o vice-presidente da OceanAir, Jorge Vianna. A empresa de táxi aéreo do Grupo Marítima tem em seu projeto de expansão rotas para algumas das cidades deixadas pela TAM. Sorocaba (SP), Presidente Prudente (SP), Araçatuba (SP) e Criciúma (SC) são as principais cidades de interesse. "Presidente Prudente já fazia parte do nosso projeto de expansão e só não foi implantado por causa da presença da TAM", diz Vianna. Ele explica que já tem um estudo mercadológico para essas cidades. "A localização do novo centro de manutenção em Sorocaba facilita a estratégia."

A empresa atende rotas no Sudeste e Sul abandonadas pela Rio Sul, do Grupo Varig, como Cascavel, Chapecó, Lages, Videira, Ponta Grossa e Maringá. Em outubro, a OceanAir pretende lançar uma rota ligando Maringá a São Paulo ou Curitiba. "Nossa primeira opção é São Paulo, mas vamos estudar o impacto da entrada da Gol nesse mercado", diz. Na primeira semana de outubro, também será lançada uma rota ligando Vitória a Governador Valadares, com escala em Ipatinga.

As últimas vistorias para a licença de operação como empresa aérea regular terminam esta semana. Vianna espera que nos próximos 15 dias a OceanAir consiga a licença junto ao Departamento de Aviação Civil (DAC). A empresa entrou em maio com o pedido. Por enquanto, ela permanece como empresa de táxi aéreo, com autorização para operar rotas menos concorridas.

A OceanAir trabalha com uma frota de cinco aeronaves, sendo quatro turboélices Brasília, um LearJet e um King Air. Ainda este ano, Vianna espera receber quatro aeronaves de 50 assentos.

O fim das operações em Caxias do Sul (RS), Criciúma (SC), Navegantes (SC), Presidente Prudente (SP), Araçatuba (SP), Sorocaba (SP), São José dos Campos (SP), Ji-Paraná (RO) e Corumbá (MS), foi anunciada pela TAM na segunda-feira, quando divulgou seu balanço e um prejuízo de R$ 233 milhões no primeiro semestre. Dessas rotas, a Gol atua desde junho em Navegantes.

Desde que entrou no mercado, em janeiro de 2001, a Gol vem provocando uma redução na oferta de assentos entre as companhias aéreas concorrentes.

Segundo o DAC, de janeiro de 2001 até agosto, as concorrentes reduziram em 12,5 % a oferta de assentos, contando com a queda de 12% anunciada pela TAM.

A mais nova rota da Gol foi inaugurada ontem e liga Maringá (PR) a São Paulo. "Esse serviço atende não só a cidade, mas toda a Região Norte do Paraná", diz o vice-presidente de Marketing, Tarcísio Gargioni. A empresa já operava um vôo vindo de Curitiba com escalas em Maringá, Campinas e São Paulo.

Em relação à entrada da Gol nas rotas deixadas pela TAM, Gargioni diz que é muito cedo para decidir sobre isso. "É preciso planejamento para entrar em uma nova rota e, como a decisão da TAM é muito recente, não é possível fazer essa avaliação." (AE)

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 20

 

PF admite: testes sobre resíduo de drogas em aviões estavam errados.

 

MANAUS - A Superintendência de Polícia Federal do Amazonas reconheceu hoje que os testes realizados em dez dos 39 aviões retidos no Aeródromo de Manaus estavam comprometidos pela hipersensibilidade do equipamento utilizado pertencente à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, em Manaus. Os testes indicaram resíduos de cocaína no assoalho de dez aeronaves.

Num segundo teste com o aparelho regulado adequadamente, segundo a PF do Amazonas, houve a identificação de resíduos da droga em apenas uma aeronave. A Polícia Federal não revela o prefixo da aeronave nem o nome de seu proprietário, porque o laudo ainda não foi concluído.

Os aviões foram retidos no Aeródromo de Manaus numa ação da Operação Cobra, de combate ao narcotráfico na Amazônia, coordenada pelo delegado federal Mauro Spósito.

 

JB ONLINE

 

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Quinta, 19

 

Cortes na TAM podem atingir 2 mil empregados.

 

As demissões da TAM podem chegar a duas mil pessoas, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Uébio José da Silva. Neste cálculo, estão incluídos, além dos 459 funcionários que começaram a ser dispensados na segunda-feira, o pessoal que trabalha em terra, nas localidades para onde a TAM deixará de voar.

"Nós fizemos um acordo com a empresa para não demitir até o fim do ano, mas se o quadro não se reverter o número de demitidos pode chegar a dois mil", afirmou Uébio.

No início da semana, a TAM havia anunciado a demissão de 524 empregados.

Os cortes fazem parte do plano da empresa para reverter os resultados negativos deste ano, que no primeiro semestre representaram um prejuízo de acumulado de R$ 223 milhões, 13,2% mais do que a perda em igual período de 2001.

A partir de segunda-feira, TAM não vai mais voar para nove cidades:

Presidente Prudente, São José dos Campos, Araçatuba, Sorocaba (SP), Criciúma e Navegantes (SC), Caxias do Sul (RS), Corumbá (MT) e Ji-Paraná (RR).

O objetivo é desativar rotas menos produtivas e aumentar a capacidade das mais rentáveis, reduzindo assim os gastos.

Além do cancelamento das rotas, o ajuste da companhia inclui a retirada de operação de 21 dos 50 jatos Fokker-100 de sua frota e redução de 12% no número de lugares disponíveis nos vôos.

De acordo com a companhia, as alterações foram provocadas pela conjuntura internacional, que se reflete em um "baixo nível da atividade da economia brasileira, crescimento do movimento aéreo inferior ao esperado, aumento constante do preço do combustível e desvalorização da moeda".

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quarta, 18

 

EUA sabiam de plano para lançar aviões contra WTC.

 

WASHINGTON (CNN) -- Uma investigação conjunta das comissões de inteligência da Câmara e do Senado dos Estados Unidos concluiu que, em agosto de 1998, o FBI e a Administração Federal de Aviação (FAA) estavam informados de que um grupo de árabes pretendia decolar de um país estrangeiro com um avião carregado de explosivos e lançá-lo contra o World Trade Center, em Nova York.

No entanto, a FAA considerou o plano "muito improvável devido às condições da aviação desse país estrangeiro", disse a comissão, sem identificar a nação citada em seu relatório.

A CNN obteve uma cópia do documento antes de sua divulgação na audiência desta quarta-feira, no Congresso.

O documento também revela que os serviços de informação norte-americanos souberam em 1998 que a rede Al Qaeda, de Osama bin Laden, planejava cometer ataques nos Estados Unidos e tentava estabelecer uma célula terrorista no país.

Os responsáveis pelos serviços de informação também estavam cientes de que bin Laden tentava recrutar um grupo de cinco a sete jovens norte-americanos para treiná-los no Oriente Médio como parte de seus planos de executar ataques nos Estados Unidos, ainda segundo o relatório.

Apesar de "a inteligência receber cada vez mais dados sobre iminentes ataques de Al Qaeda contra alvos norte-americanos", o informe afirma que, entre julho e agosto de 2001, o fluxo destas informações "começou a diminuir".

 

 

CNN

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Quarta, 18

 

Operações no aeroporto da Pampulha podem ter redução de 10 a 20% até novembro.

 

 Em função da sobrecarga, o Aeroporto da Pampulha pode ter, antes do mês de novembro, uma diminuição de 10% a 20% na sua movimentação. Um estudo nesse sentido está sendo conduzido por um grupo composto por integrantes do Departamento de Aviação Civil (DAC), Infraero e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), podendo ser aplicada a medida também nos aeroportos centrais de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de Congonhas, em São Paulo, para tentar evitar problemas com a movimentação excessiva verificada hoje também nesses locais.

 O estudo tem como finalidade não apenas a redistribuição de linhas dos três aeroportos centrais, desafogando-os, como incrementar a utilização dos aeroportos que apresentam ociosidade. No caso mineiro, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, mais conhecido como Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 Caos diário

 Além das avaliações em andamento em Brasília, a preocupação com o visível disparate entre os aeroportos da Pampulha e de Confins tem sido alvo de reuniões da Associação Comercial de Minas com vários segmentos da comunidade belohorizontina. O Aeroporto da Pampulha deveria operar com 1,5 milhão de passageiros ao ano, mas a previsão para este ano é que esse número fique acima de 3 milhões , aponta o vice-presidente da ACMinas, Roberto Fagundes, também presidente do Conselho Empresarial de Turismo da entidade.

 A conseqüência do Aeroporto da Pampulha operar com mais que o dobro de sua capacidade, continua Roberto Fagundes, é o caos diário . Sobretudo no início da manhã e no final da tarde, quando há mais vôos, é visível o prejuízo à comodidade e no atendimento em geral aos usuários para embarque e desembarque.

 Ele atenta ainda para o pequeno espaço de parqueamento das aeronaves, o que vem causando congestionamentos e muitas vezes transtornos aos passageiros, principalmente em dias chuvosos, por serem obrigados a desclocamentos maiores em função dos aviões estacionarem longe do prédio do aeroporto. Com os aviões mais modernos e maiores de hoje, a situação tende a se complicar mais , alerta.

 Roberto Fagundes diz que não há soluções acertadas a curto prazo para se resolver os problemas. As obras anunciadas pela Infraero estão relacionadas mais à parte comercial, com melhorias de infra-estrutura que não atendem a essa comodidade dos usuários por ele realçada.

 Andares

 Por isso, a ACMinas e os demais integrantes do grupo de discussões sugerem que o prédio do aeroporto seja dividido em dois andares, ficando o primeiro exclusivo para o desembarque e o segundo, para o embarque de passageiros. Com isso, poderiam ser construídas duas rampas nas extremidades para a movimentação dos passageiros e colocadas as passarelas ligando a sala de embarque aos aviões. Isso acabaria com o desconforto, não deixando os passageiros sujeitos às intempéries .

 Roberto Fagundes lembra que o Aeroporto da Pampulha é praticamente o mesmo de 30, 40 anos atrás. E há 20 anos, a sociedade pleiteou a construção do de Confins, porque já àquela época se percebia o estrangulamento da Pampulha.

 Ponte aérea

 A ACMinas sugere também que o Aeroporto da Pampulha fique restrito a atendimentos de vôos para o Santos Dumont (RJ) e para Congonhas (SP). Propomos que ele funcione de 7 às 21 horas, se criando a ponte aérea de meia em meia hora com destino a Congonhas e de uma em uma hora para o Santos Dumont, com preços superiores às tarifas normais . Os demais vôos deveriam ser transferidos para Confins, com tarifas menores . Quem tiver mais pressa e quiser pagar pelo conforto, usa o Pampulha e os demais optam por Confins , explica Fagundes. A proposta é de tarifa diferenciada entre 20 e 30%.

 O custo de operação das companhias aéreas seria acrescido em 10% para o Pampulha, e inversamente cairia 10% para Confins. Além da ponte aérea, o Pampulha continuaria com os vôos regionais (dentro de Minas Gerais) e os executivos (fretamentos) e oficiais. Estamos discutindo as medidas com as autoridades e de concreto já conseguimos reverter a possibilidade aventada de Confins perder vôos e até vir a ser transformado em um grande shopping , explica o vice-presidente da ACMinas.

 O DAC e o Ministério da Aeronáutica já teriam se comprometido à diminuição da ordem de 20% nos vôos de longa distância da Pampulha, privilegiando Confins, segundo Roberto Fagundes, até novembro. É importante ressaltar que tanto Pampulha quanto Santos Dumont e Congonhas não foram projetados para servir como centro de malha viária, mas sim para ligações entre as três capitais . Para que Confins finalmente decole, Fagundes frisa ser necessária uma grande mobilização, que inclui atuação política na questão.

 

ESTADO DE MINAS

 

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Quarta, 18

 

Soluções para Congonhas.

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, com 11 milhões de passageiros anuais e uma média de 20,4 mil vôos por mês nos últimos dois anos, começa a passar por obras importantes de adaptação e ampliação. Até 2005, o terminal de passageiros será acrescido de um mezanino com sete corredores suspensos, para embarque e desembarque direto, e um edifício-garagem será construído na Praça Comandante Lineu Gomes, ao lado do estacionamento atual, aumentando de 1.200 para 3.400 o número de vagas para veículos. Além dessas obras, orçadas em R$ 88 milhões, e investimentos na recuperação de pistas e hangares, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) estuda com o governo estadual a construção de uma linha do metrô que sirva ao aeroporto, partindo da Estação São Judas.

O aeroporto, que começou a funcionar em 1936 - quando à sua volta havia um calmo descampado -, é hoje o mais movimentado do Brasil. Opera com o dobro de sua capacidade de passageiros, de 5 milhões por ano, e está cercado por construções e intenso tráfego urbano. De janeiro a julho deste ano já passaram por Congonhas mais de 6,1 milhões de passageiros em 132,8 mil vôos, evidenciando sua saturação. A falta de conforto já seria justificativa suficiente para a realização das obras, sem falar nos riscos que a saturação acarreta para os seus usuários.

Na quinta-feira da semana passada, um trágico alerta: um ônibus de traslado atropelou um funcionário e dois passageiros que caminhavam do avião para a sala de desembarque, matando um dos passageiros. O projeto de adequação e ampliação foi apresentado em meados dos anos 90, mas desde 1997 a Infraero vem enfrentando obstáculos. O maior deles foi uma ação movida pelo Movimento Defenda São Paulo, que apontou várias restrições às obras projetadas, principalmente ao edifício-garagem, de quatro andares.

Depois de quatro anos de negociação, a Infraero aceitou a principal crítica da entidade e decidiu construir a garagem com dois dos andares abaixo do nível do solo. Em fevereiro último, um acordo foi formalizado entre as partes e abriu-se caminho para as obras. O governo estadual e a Prefeitura também apresentaram barreiras, questionando a posse do terreno da garagem. O Estado desistiu, mas a Prefeitura insiste na discussão, agregando a ela questões como supostas irregularidades no registro de lojas instaladas no aeroporto e no pagamento de Imposto Sobre Serviços (ISS). Invocando a Constituição, que dá à União autonomia total sobre as áreas e instalações dos aeroportos, a Infraero está dando início às obras.

As medidas para melhoria da segurança em Congonhas completam-se com a determinação do Departamento de Aviação Civil (DAC) em reduzir o número de vôos de conexão, fretados e particulares. Trata-se de uma política adequada para os chamados aeroportos centrais, que devem ser predominantemente origem e destino de vôos simples e pontes aéreas. O DAC quer que as companhias utilizem o Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, como centro de suas malhas de vôos, porque ali há melhor estrutura para tais serviços.

Congonhas já reduziu de 54 para 48 o número máximo de operações de embarque/desembarque por hora. Além disso, a Infraero estuda o aumento de tarifas cobradas às empresas aéreas, que têm sido atraídas por custos operacionais menores em Congonhas. É provável que no ano que vem o usuário já possa ser atendido com um pouco mais de conforto e segurança.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quarta, 18

 

Suíço é detido com drogas em aeroporto.

RIO – A Polícia Federal prendeu, ontem, o suíço Marino Kunz, quando desembarcava no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, com haxixe, skank e comprimidos de LSD. As drogas estavam escondidas na calça do suíço, que levava R$ 5.743, U$ 233, 250 e 1.280 francos. Ele foi autuado por tráfico internacional e pode pegar de 3 a 15 anos de prisão. Kunz, que disse na delegacia ser DJ, chegou às 7h15 em vôo de Zurique. Ele estava sozinho. Ia ficar na cidade dois dias, depois seguiria para São Paulo e Porto Seguro (Bahia).

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quarta, 18

 

Turistas terão de pagar por serviços não-comissionados.


As agências de viagens querem cobrar de seus clientes por serviços como reserva e emissão de bilhetes que usam pontos de programas de milhagem e pela elaboração de roteiros personalizados. Esses serviços não estão cobertos pelo comissionamento que recebem de operadoras, empresas aéreas, hotéis e outros fornecedores. A medida, que deverá ser adotada até o fim do ano, prevê o uso de uma tabela com sugestão de valores para determinados serviços.

A Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) já tem até uma estudo que sugere taxas de R$ 4 a R$ 6 para remarcação e entrega de bilhetes; de R$ 1,50 a R$ 2,50 para emissão de passagens rodoviárias; e de R$ 24 a R$ 36 para a elaboração de roteiro personalizados. As agências poderão usar ou não essa tabela.

A idéia, segundo a Abav, ganhou força após várias perdas das agências em disputas com as empresas aéreas. Recentemente, por exemplo, a American Airlines conseguiu reduzir as comissões sobre emissão de passagens. Com a decisão, outras companhias, como Varig e United, já anunciaram que também irão reduzir a remuneração dos agentes para 6% e 7%, gerando perdas de 30% para as agências, segundo a Abav.

 

 

O GLOBO ON LINE

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Quarta, 18

 

Ajuda à Varig não sai antes de dois meses.

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Eleazar de Carvalho Filho, anunciou ontem que o apoio do banco oficial para a capitalização da Varig não ocorrerá antes de dois meses, no mínimo. Nesse prazo, justificou Carvalho, está prevista a apresentação de um plano de negócios detalhado pelo conselho curador da Fundação Rubem Berta, controladora da companhia aérea, para o comitê de credores coordenado pelo Unibanco.

Contratado de uma consultoria privada, cujo nome o executivo preferiu não revelar, o plano de negócios é uma exigência do BNDES para liberação do empréstimo solicitado pela Varig - cujo valor não está detalhado. No plano, estará previsto não só a nova estratégia de longo prazo como o novo desenho corporativo da Varig.

Só após análise do plano, segundo Carvalho, é que será decidido se o BNDES vai participar da capitalização e a forma como o fará. Outra decisão que será tomada após avaliação do plano é se a ajuda será estendida para outras companhias do setor. O presidente do BNDES, que defende tratamento isonômico para as aéreas, confirmou ontem que a TAM está na fila.

A empresa procurou o banco para uma operação que incluiria abertura de capital. Carvalho admite que, em caso de sucesso com a Varig, o modelo da operação poderá ser adotado para a TAM e outras.

 

JB Online

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Terça, 17

 

Rotas abandonadas pela TAM devem passar para a OceanAir.


A companhia aérea OceanAir revelou nesta terça-feira o interesse de atender às cidades de Araçatuba, Sorocaba, Presidente Prudente, interior de São Paulo, e Criciúma (Santa Catarina).

A empresa disse que já estava interessada nestas rotas, mas depois que a TAM anunciou o abandono destas praças, o processo para atender estas regiões deve ser acelerado.

Apesar do interesse, a OceaAir disse que tudo está em fase de estudo e que ainda não há uma data estipulada para o início dos trabalhos nestes municípios.

 

Diário Online

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Terça, 17

 

 

TAM suspende alguns vôos em Santa Catarina.


A TAM começa com o projeto anunciado nesta semana de reduzir em 12% a oferta de vôos no país, suspendendo a partir da próxima segunda-feira os três vôos diários que oferece de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para São Paulo e os 12 procedimentos diários que faz no aeroporto de Navegantes, no Litoral Centro-Norte do Estado, para Guarulhos (SP) e Caxias do Sul.

A medida preocupa os empresários do Sul, Norte e Vale do Itajaí, que em algumas situações serão obrigados a se deslocar até Florianópolis para viajar.

Nesta terça, depois do anúncio da reformulação, a Associação dos Tripulantes da TAM divulgou uma nota oficial na qual afirma que está acompanhando de perto todo o processo de reestruturação da companhia aérea.

"Dentro de suas atribuições, como entidade representativa de mais de dois mil pilotos e comissários da TAM, cabe à ATT buscar soluções e alternativas para que o impacto da reestruturação seja o menor possível, tanto para a vida dos tripulantes que agora são afastados, quanto para as condições de trabalho dos que permanecem na empresa", afirma a nota.

A associação informou que se reuniu com a presidência e as diretorias da TAM para discutir o assunto. Na reunião, a TAM teria comunicado a intenção de priorizar a contratação dos pilotos e comissários que agora estão sendo afastados quando novas vagas forem abertas, além de manter aos tripulantes desligados benefícios, como plano de saúde, até o fim deste ano.

No documento, a associação afirma que está apoiando os tripulantes afastados no que for necessário, inclusive dando suporte à recolocação desses profissionais, por meio, principalmente, de contatos com empresas internacionais.

 

Diário Online

 

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Terça, 17

 

Falsa bomba no Aeroporto de Cumbica.

 

 

Um funcionário da segurança do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, encontrou na manhã de ontem duas caixas que pareciam ser uma bomba. O material estava perto de um elevador no piso de embarque, na asa D do terminal 2.

Às 11h30 a Polícia Federal foi acionada e o local foi isolado num raio de 10 metros. As caixas suspeitas passaram pelo aparelho de raio X do aeroporto e o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi chamado. "Na imagem do raio X, parecia uma bomba", disse o tenente Ricardo Folkis do GATE.

No entanto, o conteúdo das caixas foi identificado como sendo um "simulacro de artefato explosivo", ou seja, uma falsa bomba. O material foi levado para uma área isolada das instalações do aeroporto, conhecida como "ponto neutro", para que fosse detonado. "Só encontramos plástico, papelão e duas pilhas", afirmou o tenente.

Para o delegado Wagner Castilho, da Polícia Federal do aeroporto, a intenção era causar pânico. "Foi uma brincadeira de mau gosto", disse. Ele afirmou que será instaurado um inquérito para apurar responsabilidade. A Infraero informou que não houve problemas nas operações e na circulação de pessoas pelo local. O aeroporto tem movimentação média de 35 mil passageiros por dia.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Terça, 17

 

 

Boeing convoca recall.

 

 

Defeito em peça de 737-800 não foi detectado no Brasil

 

RIO E CHICAGO (EUA) - A fabricante americana de aviões Boeing está convocando um recall de 50 modelos 737-800, pertencentes a 35 empresas. Existem no mundo 1.300 aeronaves desse tipo, mas não foi detectado nenhum problema no Brasil, onde as companhias aéreas Gol e Varig utilizam o modelo.

A empresa tomou essa iniciativa porque constatou um defeito na peça que distribui o fluido hidráulico do Boeing 737-800, também chamado de nova geração (do inglês new generation).

O defeito pode fazer com que o avião, no momento em que é ligado, apresente queda de força e pressão, segundo a empresa. Entretanto, não há nenhum risco para a aeronave em vôo. De acordo com a Boeing, a troca da peça é feita em cerca de dez minutos.

A Boeing poderá reduzir novamente a produção de aviões, após diminuí-la pela metade no ano passado, devido aos prejuízos registrados entre as companhias aéreas americanas, informou um executivo de alto escalão da empresa. A previsão de entregas de aviões para o 2003 também poderá diminuir, a menos que a empresa consiga algumas encomendas importantes nos próximos meses, segundo Alan Mulally, um dos principais executivos da companhia.

A empresa, que evitou uma greve de 25 mil mecânicos na semana passada, informou que as entregas só devem aumentar em 2004. O tráfego aéreo nos Estados Unidos caiu 8,6% em agosto, frente ao mesmo período de 2001. Até companhias aéreas como a United Airlines correm o risco de pedir concordata. - Possivelmente 2003, 2004 e mesmo 2005 serão horríveis - diz Richard Aboulafia, consultor do Teal Group.

 

Jornal do Brasil

 

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Segunda, 16

 

Especialista quer gadgets banidos de aviões.

 

SÃO PAULO - Nestes tempos onde o terrorismo não é apenas um fantasma, não só os telefones celulares como todas as espécies de dispositivos eletrônicos deveriam ser banidos dos vôos, na opinião de um dos especialistas da Security Posture. Para Chet Uber, qualquer gadget pode ser usado como uma "arma eletromagnética em potencial".

Em entrevista à revista New Scientist, Uber alertou que rádios, gravadores, CD playes e laptops podem ser modificados para interferir nos sitemas de controle aéreo e causar sérios desastres.

O especialista está pedindo ao governo americano que todos estes equipamentos sejam banidos dos vôos a partir de agora - pelo menos até que os aviões sejam equipados com aparelhos capazes de monitorar estas tecnologias. Uber acredita que não adianta nada a equipe da aeronave pedir aos passageiros que desliguem seus aparelhos apenas durante o pouso ou decolagem.

Chet Uber disse também à New Scientist que esta tecnologia - a capaz de distinguir se um equipamento interferirá no controle de vôo ou não - já existe, mas que as companhias aéreas a rejeitaram por causa dos custos envolvidos.

 

Info Online

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Domingo, 15

 

Socorro do governo para aviação é insuficiente, afirma dono da Vasp.


O empresário Wagner Canhedo, 66, dono da Vasp, afirma que, a exemplo do que ocorreu em 2001, a empresa irá, neste ano, apresentar lucro no balanço, apesar de toda a crise que atravessa o setor. No ano passado, a Vasp foi a única das grandes empresas aéreas a fechar o balanço no azul, com um lucro de R$ 36 milhões.
"A Vasp é a que está menos ruim nesse mercado", diz. Sobre a fusão entre as três maiores companhias aéreas (Varig, Vasp e TAM), Canhedo diz que essa é a melhor solução para o setor. Para ele, a fusão não aconteceu ainda porque falta uma decisão das outras companhias.
Canhedo considera também o pacote aéreo do governo insuficiente para resolver os problemas do setor. Ele espera medidas adicionais, como o fim da cobrança do ICMS sobre os combustíveis, "Seria um alívio". A seguir, os principais trechos da entrevista:

Folha - O que o sr. achou do pacote aéreo do governo?
Wagner Canhedo - Foi pelo menos o primeiro passo, mas o setor necessita de muito mais. O pacote não atende as necessidades das empresas aéreas e o governo tem consciência disso, tanto que está estudando outras medidas para melhorar as condições do setor.

Folha - Que medidas seriam essas?
Canhedo - Não sabemos o que o governo vai decidir. Há uma série de medidas que o governo pode tomar para ajudar o setor. A eliminação do ICMS sobre o combustível, por exemplo, é uma reivindicação do setor e, se fosse adotada, iria dar uma grande ajuda às companhias, já que teria um efeito imediato sobre o caixa das empresas. Nós estamos precisando de medidas que possam melhorar o nosso caixa.

Folha - A Vasp também irá recorrer ao BNDES?
Canhedo - A Vasp está aguardando a decisão do BNDES em relação ao pedido da Varig para também seguir o mesmo caminho. Nós vamos solicitar ao BNDES o que for possível.

Folha - Como estão as finanças da Vasp?
Canhedo - A Vasp é a que está menos ruim nesse mercado. A situação da Vasp não é ótima, mas ninguém está numa situação ótima. Afinal, nós vendemos em real e compramos em dólar.

Folha - A que o sr. atribui o fato de a "Vasp ser a menos ruim do mercado'?
Canhedo - Eu acho que fizemos o dever de casa antecipadamente. Foi isso que nos ajudou a termos a posição confortável de agora. Nós cortamos custos, paramos de fazer viagens internacionais, adaptamos a empresa à realidade. A Vasp promoveu duas grandes reestruturações desde quando compramos a empresa (em 1990). Hoje, temos quatro mil funcionários para 32 aeronaves. Ou seja, pouco mais de 100 funcionários por aeronave, praticamente sem terceirização. Nós já tivemos mais de o dobro de pessoal por aeronave.

Folha - As empresas de aviação estão operando no vermelho. Quais são as perspectivas da Vasp para este ano?
Canhedo - Nós não estamos no vermelho. Nós fecharemos o ano no azul.

Folha - E a dívida?
Canhedo - A dívida da Vasp é pequena (só ao INSS, a Vasp deve R$ 600 milhões), mas, além disso, temos créditos a receber do governo federal. Esses créditos são suficientes para quitarmos a dívida. Só estamos aguardando a decisão final da Justiça. Quando isso acontecer, vamos fazer uma limpeza no nosso balanço. Na verdade, vamos até ter créditos a receber.

Folha - O que o sr. acha da fusão entre as empresas aéreas?
Canhedo - Sou totalmente favorável à fusão das três grandes empresas (Varig, Vasp e TAM). Essa será a solução do futuro e, se pudermos antecipá-la, vamos ganhar tempo e dar mais conforto aos passageiros.

Folha - O que falta para a fusão?
Canhedo - Acho que está faltando uma decisão comercial das outras companhias.

Folha - Como se daria a fusão?
Canhedo - Não vejo muitas dificuldades. Se partirmos para uma fusão, acho que o que precisa ser considerado é o ativo real e não o valor intangível das empresas.

Folha - Quais os planos da Vasp para o futuro?
Canhedo - A Vasp está pronta para crescer. Nós devemos dobrar o número de aeronaves dentro de um a dois anos. Para isso, estamos conversando com a Embraer, a Airbus e a Boeing. A Vasp irá dar seu grande salto.

Folha de S. Paulo

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Domingo, 15

 

Infraero ignora Prefeitura e vai mudar Congonhas.

Marta exigiu redução de pousos e pagamento de ISS como condição para autorizar reforma

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e a Prefeitura estão em pé de guerra por causa da ampliação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul - o mais movimentado do País, com 261.800 vôos em 2002. Em reuniões recentes, a prefeita Marta Suplicy (PT) exigiu que a empresa pagasse mais de R$ 1 milhão de Imposto Sobre Serviços (ISS) e reduzisse o número de pousos e decolagens para autorizar a reforma. Sem acordo, a Infraero, que administra o aeroporto, vai tocar o projeto assim mesmo.

A ordem de serviço para o início da obra já foi dada. Até o fim do ano os operários começam a trabalhar na ampliação do terminal de passageiros, que acabará com o fluxo de pessoas obrigadas a circularem a pé na pista. Na quinta-feira, um ônibus atropelou três pessoas no trajeto entre o avião e a sala de desembarque. O funcionário do Banco Itaú Augusto Veiga, de 52 anos, morreu.

Com a ampliação, a Infraero pretende aumentar o conforto de quem passa pelo aeroporto. No ano passado, foram mais de 11,7 milhões de passageiros. Até junho deste ano, o número superou 6,1 milhões. A obra pretende atender a uma demanda de 12 milhões de passageiros por ano. E esse número é o que assusta os vizinhos de Congonhas, que têm de conviver com o barulho de aviões, a grande quantidade de veículos atraídos pelo aeroporto e todas as mudanças que isso acarreta para bairros próximos.

Depois de discutir com Infraero e Departamento de Aviação Civil (DAC), os moradores conseguiram reduzir o período de funcionamento do aeroporto.

Agora, depois de entrar com ação na Justiça por meio do Movimento Defenda São Paulo, esperavam que União, Estado e Município sentassem para discutir a melhor forma de ampliar o aeroporto, reduzindo impactos. A Prefeitura, no entanto, frustrou essa expectativa.

Mesmo sem ter perdido na Justiça, a Infraero aceitou firmar um termo de compromisso para que a ação do Defenda São Paulo fosse retirada. "Achei bárbaro, porque não ganhamos nenhuma ação, não temos liminar e, ainda assim, eles se propuseram a sentar e a discutir", diz a presidente da entidade, Regina Monteiro.

A Prefeitura, por seu lado, incluiu no Plano Diretor sancionado na sexta-feira por Marta artigos com o objetivo de disciplinar a ampliação, a reforma e a operação dos aeroportos e formou um grupo para estudar propostas para eles. Mas o impasse se manteve.

Área - A polêmica sobre o pagamento do ISS está na Justiça. O argumento da Infraero contra a cobrança se baseia na Constituição: pelo artigo 150, Estados, Municípios e a União não podem cobrar o tributo uns dos outros. De acordo com o superintendente da Regional do Sudeste, Itamar de Toledo Colaço, como a questão está sub judice, a Infraero não poderia ceder à exigência de Marta. "Mas a briga começou quando foi feito o projeto do edifício-garagem e o Estado e a Prefeitura acharam que a área era pública", diz Colaço. "O Estado se retirou e a Prefeitura disse que haveria impacto para o trânsito."

O projeto manteve a previsão de construção da garagem na Praça Comandante Lineu Gomes, ao lado do estacionamento atual. Mas a disputa vai além.

Segundo Regina, o termo de compromisso determinava que o projeto de ampliação fosse apresentado à Prefeitura. Mas, sem acordo, a Infraero se valeu de novo da Constituição para tocar a obra. Pela lei, é atribuição privativa da União a decisão de ampliar aeroportos.

Isso significa que, 32 meses após o início da obra, Congonhas terá mais 10.775 metros quadrados e parte do embarque e desembarque será feito por corredores ligados às portas do avião. Em 2001, a Infraero já começou a recuperação do pátio de estacionamento de aviões e da pista de pouso. Para 2003 estão previstas outras melhorias nas pistas.

Quanto ao pedido de redução do número de pousos e decolagens, Colaço diz que há estudos do Ministério da Aeronáutica para transferir vôos de Congonhas.

No caso do Campo de Marte, por exemplo, haveria um problema em relação à pista e aos procedimentos de segurança para aproximação e decolagem. Só quando a terceira pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, estiver pronta, em 2005, é que haverá uma solução definitiva. "A tendência é Congonhas ficar só com a ponte aérea com o Rio e com Belo Horizonte."

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Domingo, 15

 

 

Congonhas - Passageiros devem ter acesso por meio de linha do metrô.

Infraero e Estado podem decidir por uma ligação sobre trilhos, em vez do metrô tradicional

A Infraero e o Estado avaliam a possibilidade de fazer uma ligação sobre trilhos entre a Estação São Judas do Metrô e o Aeroporto de Congonhas, na zona sul. De acordo com o superintendente da Regional do Sudeste da Infraero, Itamar de Toledo Colaço, a base pode ser uma experiência que está sendo realizada em Porto Alegre.

Na capital gaúcha, por um custo menor que o do metrô tradicional, está sendo construída uma ligação entre uma estação e o aeroporto com trens movidos a ar comprimido. "Quem vai construir é a iniciativa privada e a Infraero se compromete a subsidiar a operação", diz Colaço. A empresa se responsabilizaria a comprar a diferença entre as passagens adquirdas pelos passageiros e o custo do ramal.

A notícia é comemorada pela presidente do Movimento Defenda São Paulo, Regina Monteiro. A ligação entre o metrô e Congonhas serviria, segundo ela, para aliviar o fluxo de veículos que chegam e saem do aeroporto. Além disso, ela acha boa a idéia do projeto de aproveitar as áreas das linhas de transmissão de energia para realizar a obra. "Isso tiraria muitos carros dali e não causaria tanto tráfego."

A idéia de Porto Alegre também pode ser usada no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, mas não para a ligação com a malha do metrô. Ali, a Infraero estuda colocar uma pequena linha que interligaria todos os terminais e o estacionamento, já considerando a ampliação quando estiver pronta a terceira pista para pouso e decolagem.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Domingo, 15

 

Aeroporto pode levar Plano Diretor à Justiça.

O texto permite à Prefeitura legislar sobre matéria privativa da União

O Aeroporto de Congonhas pode levar o Plano Diretor a ser questionado na Justiça. Ao sancionar o artigo 119, a prefeita Marta Suplicy (PT) pôs em vigor uma lei inconstitucional, segundo juristas. O texto do plano diz que o Executivo encaminhará uma lei no prazo de um ano disciplinando, entre outras coisas, a operação dos aeródromos na cidade. De acordo com a Constituição, essa matéria é de responsabilidade privativa da União.

Nesse artigo, o Plano Diretor volta a entrar na competência da União. O texto justifica que para garantir "condições aceitáveis de bem-estar da população" a Prefeitura determinará os horários de funcionamento dos aeroportos. Mas a Administração não pode estabelecer esses horários.

Para o jurista Carlos Ari Sundfeld, trata-se de um problema grave. "Aí tem uma interferência frontal ao tráfego aéreo." Ao determinar o horário em que são fechados ou abertos os aeroportos, a Prefeitura estaria legislando sobre o tráfego aéreo. Para Sundfeld, da forma como está, todos os quatro incisos desse artigo são inconstitucionais.

No terceiro deles, o Plano Diretor estabelece que a Prefeitura poderá determinar os limites de "intensidade, duração e freqüência de ocorrência de geração de ruídos". Como, na prática, os ruídos freqüentes em um aeroporto são os de pouso e decolagem, a Prefeitura estaria de novo legislando sobre o tráfego aéreo. "Nada disso pode ser disciplinado pelo Município."

De acordo com o jurista Ives Gandra Martins, o que tem ocorrido na maioria dos países é a busca de bom senso entre a existência do aeroporto e as exigências da população. No caso de Congonhas, se chegou a esse acordo. O Departamento de Aviação Civil (DAC) reduziu o horário de funcionamento e limitou testes e pousos de aviões menores.

Mas Martins adverte que a Prefeitura, nesse caso, pode sugerir e não impor.

"Ela pode definir formas externas que não afetem aquilo que diz respeito às atribuições privativas da União." A Infraero já havia informado a Prefeitura sobre esse problema jurídico.

O presidente da Câmara, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), acredita que não há ilegalidade no texto aprovado. Mas admite que é preciso ter cuidado com a regulamentação que será feita. "Não se trata de inconstitucionalidade do Plano Diretor, mas em sua execução pode haver controvérsia."

O chefe de gabinete da Secretaria do Governo, Ubiratan de Paula Santos, afirma, no entanto, que a intenção da Prefeitura é deixar no Plano Diretor uma porta aberta para que haja discussão sobre a questão. "Queremos que eles nos apresentem o que querem fazer para podermos discutir com eles", diz em relação à ampliação de Congonhas pretendida pela Infraero.

Comissão - A Prefeitura formou um grupo para estudar a questão. Para o assessor para Assuntos Metropolitanos, Luiz Alexandre Lara, a idéia é compatibilizá-los com a cidade e fazer um cruzamento entre o Código Brasileiro de Aeronáutica e o Plano Diretor.

"Queremos saber qual é a forma mais harmônica de os aeroportos se relacionarem com a cidade."

Há outra polêmica. O plano estabelece que a Prefeitura vai disciplinar a instalação, reforma e ampliação dos aeroportos, mas para Sundfeld é preciso ter cautela. Há jurisprudência para que o município interfira, mas há limites. "Há uma discussão sobre até onde vai o direito de cada um." A lei pode abrir uma guerra judicial sobre a ampliação e também a construção de um edifício-garagem em Congonhas. (Jobson Lemos)

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Domingo, 15

 

EUA ordenam inspeção de Boeing 737.

Da AFP

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos ordenou neste sábado que as empresas aéreas inspecionem os módulos de controle dos aviões de passageiros Boeing 737, e advertiu que um equipamento defeituoso poderia causar a perda do controle da aeronave.

A ordem inclui todos os 737 recém-fabricados, da série 600 à 900, segundo o comunicado da FAA.

O departamento advertiu que a falha de um módulo levaria a "um controle reduzido do avião", e a falha em dois módulos, "à perda total do controle do avião".

Desde sua criação, em 1965, o Boeing 737 se tornou o avião de passageiros mais usado pelas linhas aéreas americanas. Os aviões desse modelo já transportaram 6,1 bilhões de passageiros, o equivalente a toda a população mundial, segundo a fabricante.

 

Diário Online

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Domingo, 15

 

TAM luta contra onda de 'Fokkerfobia'.

Para companhia, problemas em vôos são 'maximizados' pela mídia

A TAM luta hoje contra uma reação dos passageiros que ameaça virar um novo jargão do setor aéreo: a "Fokkerfobia", ou o medo de viajar no Fokker 100. Em defesa do avião, a companhia argumenta que o maior problema do modelo, hoje, não é a exposição aos riscos, mas à mídia. Peça fundamental para o crescimento da empresa, o Fokker 100 enfrenta a pior crise de imagem desde a queda do vôo 402 em São Paulo, responsável pela morte de 99 pessoas em 1996.

O fato é que o "mal" se propaga rapidamente entre os clientes da companhia - incluindo aí passageiros, empresas e operadoras de turismo. Os temores pareciam ainda maiores na última sexta-feira, dia 13. "Se o problema do avião for azar, o risco hoje é maior ainda", dizia a médica Mônica Santana, que aguardava, tensa, seu vôo para Goiânia, de Fokker 100. "Se pudesse escolher, iria em outro vôo, mas ganhei a passagem."

Jean Vechi, também médico, apenas acompanhava a namorada, Mônica, no aeroporto, mas garantia que, se estivesse no lugar dela, não embarcaria.

"Nunca mais voei de Fokker 100, desde o acidente de 96."

O analista de sistemas Eudócio Marinho se dizia "aliviado" depois que o departamento de segurança de sua empresa, a fabricante de papel e celulose Suzano Bahia Sul, decidiu não colocar mais seus funcionários a bordo dos Fokkers 100.

"Continuamos voando com a TAM, mas a agência de viagens que nos atende está proibida de adquirir passagens para aquele avião", contou Marinho, que viaja semanalmente a trabalho.

No meio de tanta preocupação, a aposentada Carmem Karan Gerwy, de Porto Alegre contrariava a regra. "Não tenho o menor preocupação em viajar no Fokker 100. Acredito que problemas podem acontecer em qualquer companhia aérea", garantia. "Continuo confiando na TAM."

Segurança - A resposta da TAM à situação tem sido categórica: "Não há nenhum problema com a manutenção dos aviões da TAM", garante o chefe de Segurança de Vôo da empresa, Marco Aurélio Rocha. O comandante, que ocupa uma cadeira no Comitê de Consultores de Segurança da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), explica que um avião do porte do Fokker 100 percorre mais trechos do que os usados em rotas mais longas, o que aumenta sensivelmente a freqüência de acidentes ao longo da vida útil do avião. "Temos 47 Fokkers fazendo de 10 a 12 pousos por dia cada um", conta.

Rocha acredita que a percepção dos problemas nos vôos do modelo está sendo "maximizada" pelos veículos de imprensa. "O público ficaria espantado se soubesse a quantidade de acidentes aéreos que ocorre em dois meses, mas, como a maioria deles não chega a colocar em risco os passageiros, passa despercebida. Não é isso o que acontece em relação ao Fokker 100", diz.

Para o professor de Ética Jornalística Carlos Alberto Di Franco, a imprensa deve adotar uma posição prudente ao tratar da imagem da empresa, mas não há dúvida de que os acidentes são notícias de interesse público. "Cabe à companhia um comportamento de grande transparência, aproveitando o espaço na mídia para explicar à população se há de fato algum problema", afirma Di Franco. "Fatos que têm sido divulgados, como o de que a fabricante do avião faliu, acabam despertando preocupação nos passageiros."

A empresa informa que, após o fechamento da Fokker, o governo do país onde o avião era montado, a Holanda, e o grupo industrial Stork mantiveram a fabricação das peças dos aviões. Neste ano, segundo a empresa, estão destinados US$ 210 milhões para a manutenção de sua frota, ante os US$ 150 milhões gastos no ano passado.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Sábado, 14

 

Transbrasil: Infraero pede cassação.


BRASÍLIA. O presidente da Infraero, Orlando Boni, afirmou que está aguardando que o Departamento de Aviação Civil (DAC) casse a concessão da Transbrasil, para que a estatal possa derrubar, na Justiça, a liminar que impede a retomada das áreas cedidas à companhia em terminais e hangares. Segundo Boni, a Infraero tem um prejuízo de R$ 241 mil por mês, porque a Transbrasil não paga o aluguel das áreas desde outubro de 2001.

O assunto foi discutido ontem, durante um almoço entre representantes da Infraero e das companhias de aviação. Orlando Boni argumentou que as áreas ocupadas em aeroportos e hangares pela Transbrasil poderiam ser repassadas a outras empresas, o que permitiria a recuperação dos recursos na forma de aluguéis.

— É revoltante. Trata-se de um bem público que não está tendo a destinação correta, por força de uma decisão da Justiça — afirmou o diretor de Operações da Infraero, João Santos da Silva.

DAC: cassação está nas mãos do Ministério da Defesa

De acordo com as normas do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), a empresa que ficar sem operar por seis meses perde a concessão para prestar o serviço. É com base na legislação em vigor que a Infraero aposta numa solução a curto prazo. Com a retirada da concessão, a empresa considera que ficará mais fácil derrubar a liminar. Até o momento, a Infraero já recuperou algumas áreas que estavam em poder da Transbrasil nos aeroportos de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e Guarulhos (SP).
O DAC esclareceu que a decisão de cassar ou não a concessão da Transbrasil é do Ministério da Defesa, órgão ao qual é submetido o Departamento. O DAC lembrou que quando a suspensão dos vôos da companhia completou seis meses, o ministério decidiu prorrogar o prazo por igual período.
Paralelamente ao impasse envolvendo a Transbrasil, a Infraero está reduzindo o número de vôos nos aeroportos centrais — Congonhas, Pampulha (BH) e Santos Dumont. Segundo o presidente da estatal, esses terminais estão operando além de sua capacidade, com o dobro de passageiros do que seria tido como satisfatório.
Boni ressaltou que o número de vôos em Congonhas caiu de 54 por hora, nos horários de pico, para 48. Ele informou que o Comando da Aeronáutica concluirá um estudo, dentro de um mês, sobre a possibilidade de uma maior redistribuição de vôos nos aeroportos centrais. A Infraero também quer reajustar as tarifas de pouso e permanência cobradas das empresas aéreas nesses aeroportos, que são mais baixas do que as praticadas em outros terminais. Para contornar o problema do tráfego, a estatal está planejando uma série de reformas. Boni disse que as obras já começaram em Congonhas e que, nos próximos 30 dias, o projeto de ampliação do terminal de Santos Dumont será apresentado à prefeitura do Rio. A intenção da Infraero é iniciar as obras no aeroporto ainda este ano.

 

 

O GLOBO

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Sábado, 14

 

 

Infraero manda reduzir vôos em SP, Rio e BH.

Congonhas, S. Dumont e Pampulha recebem de 2 a 3 vezes mais passageiros do que comportam

BRASÍLIA - A diretoria da Infraero, responsável pela administração dos aeroportos, anunciou ontem que as empresas aéreas terão de reduzir em pelo menos 10% os vôos em Congonhas (São Paulo), Santos Dumont (Rio) e Pampulha (Belo Horizonte). Congestionados, os aeroportos estão recebendo de duas a três vezes mais passageiros do que comportam seus terminais.

As companhias já começaram a cortar vôos desde que a Infraero sinalizou sua intenção há duas semanas. O número de slots - pousos e decolagens - de Congonhas, onde um passageiro morreu atropelado na pista por um ônibus na quinta-feira, foi reduzido de 54 para 48 por hora nos horários de pico, incluindo vôos fretados. Em Santos Dumont e Pampulha, o objetivo é reduzir, respectivamente, para 37 e 34 slots por hora.

O Departamento de Aviação Civil (DAC) também prepara um plano mais global que obrigará as empresas a redirecionarem seus vôos nacionais para os aeroportos internacionais das três cidades - Cumbica (SP), Galeão (RJ) e Confins (BH) -, que hoje operam abaixo da capacidade. A meta é reduzir de 10% a 15% o movimento atual.

"No futuro, as empresas não poderão projetar seu crescimento em cima desses aeroportos menores", afirmou o presidente da Infraero, Orlando Boni, após reunião com os presidentes das principais companhias. A redução de vôos será feita de forma negociada.

A Infraero planeja ainda ampliar a capacidade dos terminais dos três aeroportos que sofrem com congestionamento. Em Congonhas, que recebe 12 milhões de pessoas por ano e tem capacidade para 7 milhões, as obras estão começando, após cinco anos de polêmica entre a prefeitura e os moradores das proximidades. "Queremos melhorar o conforto dos passageiros, mas não ampliaremos a capacidade", diz Boni.

Obras - No Rio, um projeto para construir um segundo terminal no Santos Dumont deve ser apresentado à prefeitura em 30 dias. Se a obra for aprovada, deverá elevar a capacidade do aeroporto de 3 milhões de pessoas para 10 milhões por ano. Hoje, ele recebe 5,5 milhões de passageiros.

Em Belo Horizonte, a situação é ainda mais grave. Com capacidade para 1 milhão de passageiros, Pampulha tem recebido até 3,3 milhões de pessoas por ano, enquanto o Aeroporto Internacional de Confins foi construído para receber 5 milhões de pessoas e hoje opera com apenas 500 mil por ano.

Para mudar esse quadro, a Infraero defende a revisão das atuais taxas de embarque, que são mais baixas nos aeroportos com menos infraestrutura e, dessa maneira, afastam as companhias dos mais modernos.

Apesar da atual ociosidade dos aeroportos internacionais, eles também receberão investimentos nos próximos anos, de acordo com o diretor de Operações da Infraero, João Santos da Silva. Isso porque, com o atual ritmo de crescimento do movimento (8,7% em 2001 e 6,1% no primeiro semestre deste ano), prevê-se que em 10 anos teremos duas vezes mais passageiros do que hoje - 74 milhões em todo o País.

No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, por exemplo, que recebe 14 milhões de passageiros por ano tendo capacidade para 17 milhões, a Infraero quer ampliar os terminais para atender mais 12 milhões de pessoas nos próximos cinco anos.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sábado, 14

 

Aeroporto de Congonhas terá pontes de embarque.

SÃO PAULO. A Infraero anunciou ontem que vai construir oito pontes de embarque (fingers) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Com o equipamento, os passageiros não precisarão mais caminhar no pátio de estacionamento de aviões. Anteontem, Augusto Veiga, superintendente do Banco Itaú, morreu e duas outras pessoas ficaram feridas ao serem atropeladas por um ônibus que levava passageiros dos aviões ao terminal de desembarque. Segundo a Infraero, as obras custarão R$ 32 milhões e estarão concluídas em 18 meses.
Veiga, de 52 anos, foi enterrado ontem no Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. A Infraero informou que está prestando assistência à família do executivo.
O delegado Ruy Bastos, da delegacia do aeroporto, apurou que o motorista Isaías Godoi Coutinho, que dirigia o ônibus, tem carteira de habilitação categoria “D” há 15 anos. O policial disse que aguarda os laudos do Instituto de Criminalística sobre o veículo e também o laudo do Instituto Médico-Legal.

 

O GLOBO

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Sábado, 14

 

Avião da TAM bate em urubu.

 

BELÉM - Um avião Fokker-100 da TAM colidiu com um urubu na tarde desta quinta-feira, logo depois de decolar com destino a Santarém (PA), e teve de retornar ao aeroporto internacional de Belém. Ninguém ficou ferido. A ave colidiu com a cabine de comando do avião. Os 31 passageiros seguiram viagem na quinta à noite, por volta das 19h.

 Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), o avião não sofreu nenhum dano que pudesse causar uma eventual queda. Por medida de precaução, a TAM decidiu que o aparelho deveria retornar ao aeroporto, onde ficou retida para manutenção. O incidente aconteceu cinco minutos depois da decolagem, às 15h. A aeronave fazia a rota Belém-Santarém-Manaus. (AF) 

 

 

O ESTADO DE MINAS

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Sábado, 14

 

Prejuízo da Varig ultrapassou R$ 1 bi no primeiro semestre.

Patrimônio líquido é negativo em R$ 1,5 bi, prejudicado por perdas cambiais e provisões

RIO - A Varig encerrou o primeiro semestre do ano com prejuízo de R$ 1,041 bilhão e o patrimônio líquido negativo em R$ 1,564 bilhão. Segundo a empresa, o resultado foi afetado por perdas cambiais e provisões, que somaram R$ 815 milhões, além de R$ 169 milhões de custos financeiros relativos às dívidas da empresa. Foi o sétimo maior prejuízo de primeiro semestre das empresas abertas brasileiras desde 1994, conforme levantamento da Economática.

A Varig informa que o impacto do câmbio foi bastante forte nos empréstimos em dólar. No semestre, as perdas cambiais chegaram a R$ 330 milhões. O provisionamento de contingências alcançou R$ 490 milhões, sendo R$ 420 milhões para contingências tributárias ligadas ao Finsocial e Cofins e R$ 60 milhões para dívidas atuariais. "São aspectos contábeis que não geram desembolso de caixa", ponderou o diretor de Controladoria e Relação com os Investidores da Varig, Manuel Guedes.

Apesar do prejuízo líquido bilionário, a Varig informa que conseguiu reverter o "resultado da atividade" (receitas menos despesas de vôos), que equivale, na prática, ao resultado operacional. Saiu de um prejuízo de R$ 75 milhões no ano passado para um lucro na atividade de R$ 1,5 milhão este ano.

Segundo a empresa, a reversão foi gerada pelo programa de reestruturação de custos, principalmente nos aluguéis de avião e de pessoal, iniciado no fim de 2001.

"Isto já mostra o caminho que a empresa vem percorrendo. O número é pequeno, mas o que importa é o processo", afirmou o diretor. O relatório da administração destaca que o prejuízo "não teria chegado aos valores aqui registrados se o negócio do transporte aéreo não fosse, pela sua natureza, tão atrelado ao valor do dólar cuja apreciação, nos últimos meses, afetou profundamente a aviação comercial brasileira".

O levantamento da Economática com os prejuízos de primeiro semestre (atualizados pela inflação) mostrou que o maior este ano foi o da Cesp, de R$ 1,512 bilhão.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Sexta, 13

 

Cessna faz pouso forçado em Porto Alegre.

 

PORTO ALEGRE - Uma avião, modelo Cessna 402, da empresa de Táxi Aéreo Tasul, fez há pouco um pouso forçado no Aeroporto Internacional Salgado Filho, na capital gaúcha. O avião, com quatro passageiros e dois tripulantes, vinha de Pelotas com destino a Porto Alegre. De acordo com a Infraero, houve problemas no trem de pouso e a aeronave derrapou na pista. Ninguém ficou ferido.

O aparelho foi rebocado para inspeção e a pista fechada. Ainda segundo a assessoria de comunicação da Infraero, a pista foi fechada das 17h01 até as 18h. Quatro aeronaves que decolariam neste período esperaram no chão. Outras quatro que estavam chegando no aeroporto ficaram rodando no espaço aéreo.

Após às 18h, a pista foi liberada para pousos e decolagens.

Jornal do Brasil

 

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Sexta, 13

 

 

Comando da Aeronáutica recebe maior parte da verba liberada.

 

 BRASÍLIA - A Aeronáutica será o comando das Forças Armadas que vai receber a maior parte da verba liberada nesta quinta-feira pelo governo federal para o Ministério da Defesa. Dos R$ 310 milhões destinados à Defesa, R$ 101,8 milhões ficarão com a Aeronáutica. Desse total, R$ 60 milhões serão empregados no sistema de proteção da aviação civil -radares, controladores de vôo e equipamentos de solo adquiridos nos anos 70 e que estão sendo substituídos gradativamente.

 O corte de R$ 3 bilhões no Orçamento das Forças Armadas neste ano prejudicou a mudança no sistema, o que causou, em algumas ocasiões, atrasos em vôos. Em julho, por exemplo, uma pane no radar localizado no Espírito Santo atrasou os vôos que saíram do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e da capital capixaba em direção a Brasília. O equipamento passava por manutenção para a colocação de proteção contra chuva e raios.

 O restante da verba da Aeronáutica -R$ 41,8 milhões- será para alimentação, transporte, combustível e despesas com água, luz e telefone. Os comandos da Marinha e do Exército receberão R$ 59,8 milhões e R$ 42 milhões, respectivamente. A manutenção de tropas no Timor Leste ficará com R$ 6,4 milhões e o Sivam, com R$ 100 milhões.

 A liberação da verba agradou aos militares. Os comandos ainda consideram, contudo, que o corte no Orçamento das Forças Armadas foi exagerado e vão trabalhar por mais recursos. Depois do corte no Orçamento, as Forças Armadas já tinham recebido outros R$ 302 milhões em julho. À época, a maior parte -R$ 152,7 milhões- foi destinada ao Exército, que dispensou recrutas antes do prazo previsto por falta de recurso. A Marinha recebeu R$ 41 milhões e administração central R$ 10 milhões.

 A verba foi liberada em um momento de insatisfação e em que oficiais, como o comandante do Exército, general Gleuber Vieira, expressam publicamente contrariedade aos cortes e criticam o governo, como ocorreu na comemoração do Dia do Soldado. O governo, segundo a reportagem apurou, fez um esforço para incluir um montante razoável de recursos para a Defesa na liberação desta quinta, que totalizou R$ 1,535 bilhão.

 A operação para desfazer o mal-estar com as Forças Armadas começou nas comemorações do Sete de Setembro, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso ofereceu um coquetel aos oficiais militares. Durante o coquetel, em que FHC agradeceu a compreensão dos militares com os cortes, alguns oficiais já comemoravam a liberação dos recursos adicionais. (AF) 

 

O ESTADO DE MINAS

 

 

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Quinta, 12

 

 

Embraer - pane em trem de pouso do Emb 170.


Uma pane provocou um pouso forçado do Embraer 170 número três, que ainda está em teste, na pista da unidade da fabricante de aviões, no município de Gavião Peixoto (SP).
O problema ocorreu há cerca de dez dias, quando dois trens de pouso do jato quebraram no momento da aterrissagem e a parte inferior da aeronave, que se arrastou pela pista, foi danificada.
O Embraer 170 continua em manutenção, que está sendo feita por engenheiros de São José dos Campos, em Gavião Peixoto.
Essa é a segunda vez que o Embraer 170, que deve começar a operar em março de 2003, apresenta problemas.
A assessoria da Embraer informou ontem que a diretoria da empresa iria se posicionar sobre o assunto somente hoje.

 

Folha de S. Paulo

 

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Quinta, 12

 

 

Vibração em turbina força pouso de Fokker-100 da TAM em Pelotas.


O vôo 8006 da TAM, um Fokker-100, teve de pousar em Pelotas (253 km de Porto Alegre) após o piloto perceber problemas na aeronave, que se deslocava de Buenos Aires para São Paulo. A empresa, porém, nega que tenha sido um pouso de emergência.
A vibração na turbina esquerda e a turbulência levaram o piloto a voar baixo e a realizar o pouso, como precaução. Havia 58 passageiros e cinco tripulantes no vôo -não há registro de feridos.
A causa da vibração na turbina foi a formação de gelo, que poderia ter afetado também o motor. Segundo a TAM, o pouso foi uma opção de segurança.
Às 12h25, a TAM enviou o vôo 9946, que estava em Porto Alegre (também um Fokker-100), para levar os passageiros até São Paulo.
Os passageiros ficaram três horas e meia em Pelotas, isolados. Passaram pela vistoria da Polícia Federal, por ser vôo internacional, e foram para São Paulo.
No Aeroporto Internacional de Guarulhos (Grande SP), alguns passageiros disseram só ter sido informados do problema após o pouso em Pelotas.
Para o engenheiro argentino Jorge Ramirez, 31, foi um incidente normal que poderia acontecer com qualquer empresa.
"Se já aconteceu três vezes, deixa de ser coincidência", disse o empresário argentino Oscar Mainini, 52, lembrando os dois pousos forçados de aviões da TAM em 30 de agosto.
Naquele dia, um avião com destino a Campo Grande (MS) teve de realizar um pouso de emergência em uma fazenda em Birigui (SP). Em outro incidente, um avião com problemas no trem de pouso aterrissou de barriga no aeroporto de Campinas (SP).
Na segunda, a porta de um avião apresentou defeito após pouso em Corumbá (MS) e a escada que liga a saída até o solo foi danificada. Em outubro de 96, um Fokker-100 da TAM que ia de São Paulo para o Rio de Janeiro caiu sobre casas no bairro do Jabaquara após decolar. Morreram as 96 pessoas a bordo e três em terra.
Os 50 aviões Fokker-100 da TAM foram adquiridos da fábrica holandesa Fokker -já falida- nos anos 90. Há um projeto da empresa para, em oito anos, substituir todos esses modelos de sua frota de 94 aviões.

Procedimento padrão
O DAC (Departamento de Aviação Civil) informou que a decisão do piloto de aterrissar em Pelotas é considerada um procedimento padrão de pilotagem e que o caso não foi catalogado como incidente aéreo.
O DAC informou também que toda a frota da TAM foi vistoriada após os dois acidentes de 30 de agosto. Não foram detectados problemas no sistema de manutenção das aeronaves, que estavam com os certificados válidos e as inspeções em dia.
A TAM informou que são realizadas inspeções nos pousos e decolagens, quando há pernoite e a cada 500 horas de vôo. A empresa afirma ainda que irá gastar 40% a mais com manutenção neste ano do que em 2001.

Folha de S. Paulo

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Quarta, 11

 

 

Air Minas quer conectar interior do Sudeste.


As grandes companhias aéreas vivem hoje uma de suas piores crises, mas o mesmo não se pode dizer das empresas regionais. Há uma procura por vôos que liguem pequenas e médias cidades a capitais. Foi de olho nesse mercado que o empresário Clésio Soares de Andrade, 49, presidente licenciado da CNT (Confederação Nacional do Transporte) e dono de empresas de ônibus, inaugura no dia 15 de outubro a nova aviação Air Minas.
Além de ligar cidades como Belo Horizonte a São Paulo, a companhia deve ter um papel importante para empresas como a Gol e a TAM. A Air Minas pretende ser a ponte dos passageiros que moram em pequenos municípios e querem viajar de uma capital a outra do país.
"Estamos em negociação com a TAM e a Gol para fechar essas parcerias", afirmou ontem à Folha João César Barbosa, sócio de Andrade e presidente da Air Minas. "Facilitaremos a vida de gente de cidades que hoje não são atendidas por nenhuma linha aérea, como Juiz de Fora e Poços de Caldas."
A empresa já alugou dois aviões ATR 42-300, fabricados pela ATR, subsidiária da européia Airbus. Outras quatro aeronaves chegarão em Belo Horizonte, sede da Air Minas, até 2004. "Nosso negócio é aviação regional. Não pretendemos ter aviões de grande porte, como um Airbus ou um Boeing. Esse é o nosso plano."

Esquema Gol
A Air Minas vai adotar, no entanto, exatamente o mesmo esquema de aviação da Gol. Cada uma de suas aeronaves, com capacidade para 46 passageiros, terá apenas dois comissários de bordos. Eles não servirão refeições, refrigerantes ou bebidas alcóolicas. "Os comissários vão estar lá apenas para exercer as atividades que garantam a segurança das pessoas." Os usuários da nova Air Minas terão apenas água e café a bordo.
A venda das passagens aéreas também imitará o esquema da Gol. Não haverá lojas da Air Minas. Os bilhetes poderão ser adquiridos via internet, agências de turismo e quiosques localizados em locais estratégicos de cidades do interior, como hotéis.
A nova companhia irá operar no início com quatro rotas, e seu principal aeroporto será Pampulha, próximo à região central de Belo Horizonte. A rota mais importante será a que ligará Belo Horizonte-Varginha-Poços de Caldas-São Paulo (Congonhas). Serão duas vôos diários de ida e volta, de segunda a sábado.
"Vamos trabalhar com preços competitivos. Um vôo entre Poços de Caldas e Belo Horizonte custará cerca de 20% a mais que os R$ 89 cobrados hoje por uma viagem de ônibus leito." A vantagem para o passageiro é que o tempo de viagem cairá de oito horas para uma hora.
As outras três rotas ligarão Belo Horizonte-Juiz de Fora-Cabo Frio, Belo Horizonte-Ipatinga e Belo Horizonte-Araxá-Uberaba. A meta da empresa é faturar R$ 1,8 milhão por mês. O investimento para montar a nova companhia foi de R$ 6 milhões.
O empresário Clésio Soares de Andrade é presidente do PFL em Minas Gerais e atualmente concorre ao cargo de vice-governador na candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao governo de Minas. Possui participações em cerca de 40 empresas de ônibus, além de fazendas e indústrias. Segundo sua assessoria, sua holding Brasil faturou R$ 100 milhões em 2001.

 

 

Folha de S. Paulo

 

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Quarta, 11

 

 

O declínio da aviação gaúcha.

Dos 11 aeroportos do Interior com condições de abrigar linhas aéreas comerciais, apenas três mantêm vôos regulares 

Há 75 anos, os gaúchos desbravavam os céus ao abrigar o primeiro vôo comercial da história da aviação brasileira.

        No mês passado, o pioneirismo cedeu espaço ao ocaso, com a suspensão de todas as linhas aéreas específicas ligando o interior do Estado à Capital.

        Dos 11 aeroportos do Interior com condições de abrigar linhas aéreas comerciais, apenas em Caxias do Sul, Passo Fundo e Santo Ângelo é possível embarcar em um avião de carreira. Em 1951, há mais de meio século, a Varig servia a 14 municípios no Rio Grande do Sul.

        Cidades pólo como Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Uruguaiana perderam seus vôos regulares à Capital. Por mês, ali embarcavam em média 1.180 passageiros nos vôos da Rio Sul – um volume alcançado em apenas quatro dias em Caxias do Sul. Nos três aeroportos internacionais do Interior, em Pelotas, Bagé e Uruguaiana, só decolam ou aterrissam vôos particulares.

        – Caxias tem uma excelente demanda para vôos domésticos. Mas quando fomos criar linhas internacionais, o baixo potencial de ocupação dos vôos fez as empresas desistirem – afirma o diretor do Departamento Aeroportuário do Estado, Marco Aurélio Franceschi.

        Na Serra, a única linha é nacional, com destino a São Paulo. Da mesma forma ocorre na outra linha comercial que ainda contempla o Interior. Um Jet Class da Rio Sul, com 50 lugares, decola de Porto Alegre e passa por Passo Fundo e Santo Ângelo antes de voar rumo à capital paulista.

        Nestas duas cidades, somente a média de 1,8 mil passageiros mensais garantiu a permanência da rota. Em Rio Grande, onde opera o segundo maior porto do país, o aeroporto está desativado desde fevereiro, quando começaram as obras de ampliação da pista, dos 900 metros atuais para 1,5 mil metros. A pedido da própria Rio Sul, R$ 2,5 milhões estão sendo investidos nas melhorias.

        Em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, nem o maior porto seco alfandegado da América Latina, com mais de 200 empresas de transporte internacional, foi suficiente para garantir a manutenção da linha. Os oito funcionários da Rio Sul deverão ser demitidos em 45 dias.

        Foi a baixa ocupação e o elevado custo operacional que levaram a Rio Sul a suspender as linhas. Além disso, a desativação das aeronaves Brasília, repassadas a outras empresas aéreas, sepultou de vez as pretensões da Rio Sul de retomar as rotas no Interior. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a utilização da aeronave substituta do Brasília, o Jet Class – capacidade para 50 passageiros –, seria antieconômica diante da demanda reduzida dos vôos.

        A unificação das operações da Varig, Rio Sul e Noroeste, anunciada há cerca de 15 dias pela holding que controla as três empresas e que resultou na ampliação do número de vôos em rotas de todo o país, não deve representar o retorno das linhas suspensas no interior do Estado.

        Uma dívida de aproximadamente R$ 2,73 bilhões e um prejuízo no ano passado de R$ 481 milhões forçaram a Varig a uma profunda readequação empresarial nos últimos anos, com demissões e sucessivas suspensões de linhas aéreas. Em fevereiro, 35 pilotos que discordavam dos rumos da empresa foram demitidos, entre eles toda a diretoria da Associação dos Pilotos da Varig (Apvar).

        – Nós tentamos mostrar que o encolhimento da empresa era resultado de má gestão. Acabaram demitindo pilotos com 35 anos de casa – conta Pedro Canabarro, demitido depois de 12 anos.

        A assessoria de imprensa da Varig no Rio de Janeiro informou que empresa não irá se manifestar sobre o assunto.

Empresas podem assumir vôos no Interior

        Duas empresas podem adotar as linhas aéreas que a Rio Sul deixou órfãs no Interior.

        A carioca Ocean Air e a mineira Total Linhas Aéreas estudam a viabilidade econômica de vôos para Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Uruguaiana.

        Até o final do mês, a Ocean Air encerra um estudo sobre os custos de operação dos vôos e a taxa de ocupação das aeronaves. A Ocean Air já assumiu linhas da Rio Sul e adquiriu o financiamento de quatro turboélices Brasília da empresa, comprados em sistema de leasing. Com capacidade para 30 passageiros, os aviões eram os mesmos que faziam as rotas gaúchas.

        – O projeto de expansão da Ocean Air prevê novas linhas, mas vamos aguardar o resultado do estudo para definir algo no Rio Grande do Sul – afirma o vice-presidente, Jorge Vianna.

        Na Total, o gerente comercial Rodrigo Mendicino confirma o interesse da empresa, mas também faz mistério. Segundo Mendicino, há mais de 30 dias a empresa analisa a possibilidade de operar no Estado. Se isso acontecer, a Total irá voar com turboélices ATR-42300, com capacidade para 45 passageiros.

Do Guaíba à Lagoa dos Patos

        Duas horas de vôo entre Porto Alegre e Rio Grande fizeram das mais famosas concentrações de água doce do Estado o nascedouro da aviação comercial brasileira.

        Eram 11h de 3 de fevereiro de 1927 e o comandante Rudolf Cramer von Clausbruch aterrissava o hidroavião Dornier Wal Atlântico P-BAAA sobre a Lagoa. A poucos metros dali, no cais do porto de Rio Grande, uma multidão aguardava ansiosa a chegada dos intrépidos aviadores.

        Os tripulantes da aeronave, além do comandante Von Clausbruch, eram o engenheiro e piloto Max Sauer e o mecânico de bordo Franz Nuelle. Das poltronas do Atlântico levantaram-se os três corajosos passageiros, os comerciantes Guilherme Gastal, João Silveira Goulart e Maria Echenique Leite.

        À frente deles vinha o idealizador da iniciativa, o alemão Otto Ernst Meyer – que três meses depois fundaria a Varig. Ex-oficial da Luftwaffe, força aérea da Alemanha, Meyer estava havia seis anos no país e era um entusiasta da aviação. À época, captava sócios para criar sua própria empresa aérea.

        O Atlântico, um gigante turbinado por dois motores Rolls-Royce de 360 cavalos, trazia ainda 10 malas de correio – cinco delas deveriam ter sido jogadas sobre Pelotas, mas o forte vento impediu a descarga. A aeronave pertencia à Condor Syndikat, empresa alemã e até então a única autorizada a voar no Brasil. Quando Meyer fundou a Varig, em maio, o avião foi entregue a ele em troca de 21% das ações. A Condor cederia ainda a tripulação e suporte a Varig.

        Em junho do mesmo ano, já havia vôos para Santa Vitória do Palmar, Pelotas, Porto Alegre e Florianópolis. No dia 5, o São José, de Porto Alegre, se tornaria o primeiro time de futebol de que se tem notícia no mundo a viajar de avião. Como no Atlântico só cabiam nove passageiros, dois jogadores tiveram de viajar no bagageiro para o time não chegar desfalcado ao jogo contra o Pelotas.

        Só no primeiro ano, a Varig transportou 652 passageiros. Os gaúchos encurtavam distâncias voando a 180 quilômetros horários e sentados em poltronas de vime.

        Em 1930, a empresa já atingia quase todo o território gaúcho, com linhas para Bagé, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Torres, Cruz Alta, Santa Maria, Santo Ângelo e outras cidades.

“Passageiro com mais de 75 quilos pagava extra”
Entrevista: Oswaldo Muller, aeroviário

        Quando o tempo não ajudava, Oswaldo Muller dava uma mãozinha à aviação brasileira. No vigor dos 21 anos, Muller era o encarregado de provocar as ondas indispensáveis à decolagem da “baleia” – tradução do alemão Dornier Wal, nome da primeira aeronave da Varig. Aposentado há quase 30 anos e recluso ao apartamento no Leblon, no Rio, Muller, hoje com 96 anos, relembra momentos da época em que os gaúchos engatinhavam pelos céus do Brasil.

        Zero Hora – O senhor é um dos primeiros aeroviários do país?

        Oswaldo Muller – O segundo. O primeiro foi Rubem Berta. Ele foi meu colega de colégio. Fui reencontrá-lo quando comecei a trabalhar na Condor Syndikat, empresa alemã associada à Varig.

        ZH – O que o Sr. fazia?

        Muller – Eu recebia todos os passageiros no cais de Porto Alegre. Eles eram pesados numa balança e aqueles que ultrapassavam o limite de 75 quilos pagavam extra, 1% do valor a passagem por cada quilo a mais. Depois de tirar os bilhetes de excesso de peso, eu levava o grupo de lancha até a Ilha Grande dos Marinheiros, onde eles embarcavam no avião.

        ZH – E como o Sr. criava as ondas?

        Muller – Isso acontecia quando não havia vento e o Guaíba espelhava. O avião não conseguia decolar. Então eu pegava a lancha e fazia marola, criava os degraus para o avião embalar e levantar vôo. O avião pegava no tranco.

        ZH – Como eram os vôos na época?

        Muller – Para os passageiros, era uma maravilha. Uma vista linda e uma vasta área para o pouso, na Lagoa dos Patos. A linha era muito segura, não se voava com nevoeiro ou chuva. Era ruim para os pilotos, que ficavam embaixo dos motores, expostos ao tempo. Ali não devia ser nada bom.

        ZH – Até quando o Sr. acompanhou a evolução da aviação brasileira?

        Muller – Em 1930 fui transferido pela Condor para o Rio de Janeiro. Continuei quando a empresa se transformou na Cruzeiro e me aposentei em 1975, quando a companhia foi incorporada pela Varig.

 

Pista vira potreiro para gado

        Na década de 40, a pista de 600 metros do aeroporto de Santana do Livramento era um desafio à coragem de pilotos e passageiros. Em curva e em desnível, começava embaixo e terminava em cima de uma coxilha, onde ficava a casinha dos passageiros. Pousava-se lomba acima e se decolava lomba abaixo.

        Mais tarde, o aeroporto foi ampliado e a pista ganhou mais mil metros. Desativado há mais de 20 anos em função de um incêndio, tornou-se um grande potreiro para o gado. A sede, tomada por mato, virou ruína. Desde então, moradores da região utilizam o aeroporto da cidade uruguaia de Rivera.

 

 

Zero Hora

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Quarta, 11

 

Novo avião da Embraer é homologado nos EUA.

 

São Paulo - A Embraer informou que o Legacy, jato executivo da categoria super mid-size, recebeu o Certificado de Homologação de Tipo (CHT) por parte da Federal Aviation Administration (FAA), a autoridade aeronáutica dos Estados Unidos. O avião já havia sido certificado pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em dezembro de 2001, e pela European Joint Aviation Authorities (JAA), a autoridade européia de aeronáutica, em julho deste ano. Segundo a Embraer, a aeronave está disponível em duas versões, com grande variedade de opções de configuração de interior.

A versão "Executive" pode transportar até 18 passageiros e vem equipada com poltronas revestidas em couro, mesas individuais e para reunião, lavatório, cozinha, um guarda-roupas e armários. Há também facilidades para comunicação e transmissão de dados em alta velocidade. O Legacy foi construído sobre a plataforma do jato regional ERJ 135 e, segundo a Embraer, apresenta a maior cabine de sua classe, com capacidade para 39,3 metros cúbicos (1.410 pés cúbicos), e um alcance de 5.741 km (3.100 milhas náuticas) com dez passageiros a bordo.

Entregas para os EUA ainda este ano

A Embraer disse que, com a certificação por parte da FAA, "o Legacy está pronto para iniciar entregas aos clientes do mercado norte-americano, o que deverá ocorrer a partir do último trimestre deste ano". Segundo a companhia, a carteira de pedidos para o Legacy totaliza 164 aeronaves, sendo 71 encomendas firmes e 93 opções de compra, de clientes de diversos países dos cinco continentes. "Algumas aeronaves já foram entregues a clientes na Europa e na América Latina e, em breve, serão entregues ao cliente lançador dos Estados Unidos."

Para atender aos futuros operadores do Legacy, a Embraer disse ter montado uma extensa rede de serviços, tendo como base sua cadeia de representantes e de assistência técnica, ampliada pelas parcerias formadas com os principais centros de prestação de serviço à aviação executiva no mundo.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Quarta, 11

 

Passageiros começam a rejeitar Fokker.

Os recentes acidentes envolvendo Fokkers 100 deixaram os passageiros preocupados e alguns já se recusam a voar nesses aviões.

No dia 30, o mesmo em que dois Fokkers da TAM apresentaram problemas nos vôos, a operadora de viagens GG Turismo, de Volta Redonda, no Rio, anunciava que um Fokker fora fretado para levar uma comitiva de 79 empresários do Clube de Diretores Lojistas local a um congresso em Fortaleza. Resultado: tiveram 24 horas para providenciar a troca do avião.

Os passageiros concordaram em pegar um vôo de linha da Varig, num MD 11, com escala em Natal, apesar de a viagem ser uma hora mais longa. "Tivemos de nos empenhar muito para alocar tanta gente em um mesmo vôo, mas eles disseram que não iriam no Fokker 100", conta a diretora da agência, Patrícia Leal.

Outro problema recente, de acordo com ela, foi a recusa de um passageiro a entrar em um Fokker, no momento do embarque. "Foi preciso todo o grupo conversar com ele para convencê-lo."

O fato é que muitos já temiam o modelo desde a tragédia de 1996, quando 99 pessoas morreram na queda do vôo 402 da TAM. As estatísticas do site especializado em segurança aeronáutica AirSafe.com mostram, porém, que o avião não é particularmente perigoso. O Fokker 100 registra 0,33 acidentes fatais por milhão de decolagens, ante 0,84 de um MD 11, por exemplo.

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Terça, 10

 

Vôos de companhias brasileiras serão mantidos em 11/9.

Da AFP

A maioria dos vôos regulares das companhias brasileiras para os Estados Unidos será mantida no próximo dia 11 de setembro.

Apenas a TAM cancelou um de seus dois vôos programados pra o dia 11. A companhia tem dois vôos diários para Miami, um à noite e outro de dia, e este último foi cancelado. A companhia informou que o vôo que sairia às 10h30 do Brasil foi cancelado devido à pequena demanda.

Por sua parte, a Varig manteve os três vôos diários para os Estados Unidos, com destino a Nova York, Miami e Los Angeles, respectivamente. Estes são noturnos e chegam no dia seguinte, pela manhã, nos Estados Unidos. Os vôos do dia anterior, que chegam em 11 de setembro, também foram mantidos.

"Temos inclusive uma demanda boa, que supera os 80%", afirmou a assessoria de imprensa.

 

Diário Online

 

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Terça, 10

 

Em Corumbá, o terceiro incidente envolvendo um Fokker da TAM.

CAMPO GRANDE – O vôo 3751 da TAM atrasou duas horas ontem no Aeroporto Internacional de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Após a aterrissagem, um calço de madeira que estava sob uma roda teria escapado, fazendo o avião se deslocar e bater numa escada móvel, amassando a porta traseira. Os passageiros já haviam desembarcado.

A pedido do comandante, o avião, um Fokker 100, que ainda transportaria 16 passageiros para São Paulo, foi substituído por um Airbus 320. O novo avião decolou às 12h05. O Fokker 100 ficou no pátio do aeroporto para reparos, e voltará vazio para São Paulo.

Este é o terceiro incidente envolvendo aviões da companhia em menos de duas semanas. No dia 30 de agosto, dois Fokker 100 fizeram pouso forçado no interior de São Paulo. O primeiro desceu em Birigüi por falta de combustível. O segundo desceu no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com problemas no trem de pouso.

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Terça, 10

 

Três pessoas morrem em queda de monomotor.

SÃO PAULO. Três pessoas morreram e outra ficou ferida na queda de um avião monomotor ocorrida por volta das 17h30m de ontem na região do Parque de Taipas, Zona Norte de São Paulo. A aeronave caiu num matagal e a causa do acidente ainda é desconhecida. Três vítimas, o empresário Felício Buttara, 75 anos, e seus dois filhos, Fuad, 24, e Felício, 18, morreram. Fuad Buttara chegou a ser encaminhado ao Pronto-Socorro de Taipas, mas não resistiu aos ferimentos. O pai e o outro filho morreram na hora. Outra vítima, o piloto do avião, João Roberto Inglês Silva, 28, permanece internado. Segundo o hospital, o estado do piloto é grave, mas ele estava consciente quando começou a ser atendido.
Passageiros eram esperados para reunião de negócios
O monomotor, de prefixo PT-DTN, saiu do Campo de Marte, na Zona Norte, às 17h, com destino a Marília, Noroeste do estado, de onde eram os passageiros. De acordo com o comerciante Nemer Abdul Masseh, sobrinho do empresário, os três saíram de Marília de manhã e participariam de uma reunião de negócios:
— Como não chegaram no horário previsto e soubemos da queda do avião, ficamos preocupados.
O trabalho de resgate dos bombeiros no local, de difícil acesso, levou mais de duas horas. Segundo o major João dos Santos de Souza, comandante do 2º Grupamento de Bombeiros, foram deslocados para o local 40 soldados e 20 policiais militares:
— É um local de difícil acesso, com muito mato, ruas de terra estreitas, que estavam molhadas por causa da chuva. Os carros ficaram derrapando o tempo inteiro.
Ainda de acordo com o major, durante a queda a aeronave destruiu a vegetação local num raio de mil metros quadrados. As duas vítimas resgatadas estavam presas entre os escombros da aeronave.
— Os bombeiros tiveram muita dificuldade em retirar as vítimas das ferragens do avião. O impacto da queda foi tão grande que o corpo de uma das vítimas foi arremessado para fora da aeronave durante a queda e ficou preso numa das árvores da área — disse o major Souza.
Moradores da Favela do Parque de Taipas presenciaram o acidente. O estudante Anderson Souza Silva, de 16 anos, disse que ouviu um barulho estranho na aeronave.
— Poderia ter sido no motor ou na turbina, pouco antes do acidente. Tinha muita neblina e o avião começou a baixar a altitude e cair de bico.
Quatro acidentes ocorreram nas últimas duas semanas
Este é o quarto acidente aéreo em menos de duas semanas. Os dois primeiros casos aconteceram no último dia 30, quando dois Fokker 100 da empresa aérea TAM fizeram pousos forçados em Araçatuba e em Campinas, no interior. No primeiro caso, o avião pousou numa fazenda. Quatro pessoas sofreram ferimentos leves. Em Campinas, a aeronave pousou no aeroporto de Viracopos devido a problema hidráulico. Não houve feridos.
O terceiro caso aconteceu no final da tarde do mesmo dia, quando um avião Brasília da Rico Transportes Aéreos caiu em Rio Branco, no Acre, causando a morte de 23 pessoas. Oito ficaram feridos.

 

O GLOBO

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Segunda, 9

 

American Airlines explica porque utiliza detector de mentiras.


A American Airlines informa que passou a utilizar o detector de mentiras na seleção dos funcionários da área de segurança no Brasil a partir da metade dos anos 90 porque aumentou o perigo do terrorismo no mundo.
"Nossa intenção é aumentar a segurança dos passageiros, dos tripulantes, dos aviões e de outras pessoas que possam vir a ser prejudicadas com atos terroristas", afirma Erli Rodrigues, diretor-geral da empresa American Airlines no país.
Segundo Rodrigues, o detector de mentiras só é utilizado na admissão do funcionário e também só para quem vai trabalhar no departamento responsável pela segurança dos passageiros e das aeronaves.
"Até dois anos atrás, nós aplicávamos o teste também numa amostra de cerca de 15% dos funcionários do departamento, mas isso não acontece mais." Afirma ainda que a American Airlines só aplica o detector de mentiras com o consentimento do funcionário.
Rodrigues diz que, "se ficar mesmo comprovado que o uso de polígrafo fere a lei do país, não vamos mais realizar os testes". Ele não soube informar se a American Airlines utiliza detector de mentiras em funcionários de outros países.

 

Folha de S. Paulo

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Segunda, 9

 

Detector de mentira seleciona trabalhador


A "lista negra" não é o único tipo de discriminação sofrido pelo trabalhador brasileiro. A Folha levantou casos de empregados que tiveram até de passar por detector de mentiras para conseguir uma vaga e ou permanecer nela.
Em junho, Benedito Valentini, juiz da 36ª Vara Trabalhista de São Paulo, condenou a American Airlines a pagar uma indenização de cerca de R$ 190 mil para Rita de Cássia Martinhão Irigoyen, 36, por entender que ela sofreu danos morais a ser submetida a detector de mentiras (polígrafo). A empresa recorreu da decisão por considerar que Rita de Cássia saiu da empresa por outros motivos.
Rita de Cássia trabalhou seis anos -até 2000- no setor de inspeção de segurança da aeronave e de passageiros da American Airlines. Durante esse período teve de passar várias vezes pelo polígrafo -o aparelho que realiza o teste é parecido com o que executa o eletrocardiograma.
"Todo funcionário que trabalhava na área de segurança era obrigado a passar pelo detector de mentiras na hora da admissão e depois uma vez por ano para reavaliação. E quem se recusava a fazer o teste era demitido."
Ela admite que saiu da companhia por causa de desentendimentos com sua chefia, mas que sempre contestou o fato de ser obrigada a passar pelo polígrafo. Ela diz que a American informa que faz teste por motivos de segurança das aeronaves e dos passageiros, mas as perguntas feitas, segundo ela, não tratam disso -são exclusivamente pessoais.
Algumas das perguntas, diz, que foram feitas a ela: se reside em casa própria, se esteve hospitalizada nos últimos dez anos, se usa bebidas alcoólicas, se tem antecedentes de desonestidade, se cometeu violações de trânsito, se teve sua habilitação suspensa, se deve para alguém e, ainda, se em emprego anterior roubou algo de valor maior de R$ 70.
A American Airlines admite que usa o detector de mentiras por considerar necessário para manter a segurança dos passageiros (leia texto ao lado).

Escândalo
"Isso é um escândalo. Utilizar polígrafo no país é proibido por lei. Fere a Constituição Federal -artigo 5º inciso 10º- e outros, que tratam da proteção da honra da vida privada. Nem a autoridade policial pode colocar bandido no polígrafo", diz Luís Carlos Moro, advogado que cuida da ação movida por Rita de Cássia.
Cristiane Saldanha, 33, ex-supervisora de segurança da American, também busca indenização na Justiça por ter sido submetida ao detector de mentiras. "Passar por essa situação foi humilhante, eu me senti mais do que insultada, mais do que estuprada."
Ela conta que trabalhou na companhia por cinco anos, e passou pelo teste do polígrafo em 97.
"No ano anterior, estava grávida e não me interrogaram porque a pressão era muito grande. Presenciei até um funcionário desmaiando quando soube que teria de passar pelo detector de mentiras. É um trauma. Você fica de costas para a parede com um funcionário que vem dos Estados Unidos para aplicar o teste."
Cristiane, que hoje trabalha como autônoma na promoção de eventos, diz ter sido demitida por problemas com sua chefia. "Perguntei qual foi meu erro ao meu chefe até porque não queria falhar no próximo emprego, mas não deram explicações. Fui mandada para o departamento pessoal para acertar minhas contas. Essa é a forma que o trabalhador é tratado no país."

Folha de S. Paulo

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Domingo, 8

Aeroporto-indústria avança.

Projeto de aproveitamento de áreas ociosas para atrair empresas se estende a quatro estados

 

BRASÍLIA - Pelo menos quatro aeroportos brasileiros vão se transformar em pátios industriais a partir do próximo ano. Além das aeronaves, abrigarão multinacionais que produzem tecnologia de ponta. As primeiras licitações de áreas serão feitas em dezembro deste ano. A justificativa para o projeto é a baixa ocupação de vôos. Os aeroportos de Confins (Belo Horizonte), do Galeão (Rio) e de Petrolina estão trabalhando abaixo da capacidade, o que tem gerado menos receita.

Guarulhos integrará a lista, pela grande área disponível. O governo oferecerá isenções fiscais na compra e exportações de produtos. As empresas funcionarão quase como free-shops, já que serão construídas em área aeroportuária, e terão tratamento diferenciado do Fisco. ''Queremos atrair indústrias que estão fora do país por questões fiscais'', diz Gustavo Schild, superintendente de logística de carga da Infraero.

No caso de Confins, a situação é crítica. Apenas 500 mil passageiros circulam por ano na unidade, construída para atender até cinco milhões. Já o Galeão atende 1,1 milhão de passageiros a menos do que poderia suportar. A culpa da ociosidade é, quase sempre, a distância dos centros comerciais. Como os passageiros preferem os aeroportos mais antigos, as empresas mantêm a prioridade de vôos nestes lugares.

No Galeão - como antecipou o Jornal do Brasil, no mês passado -, serão licitados 45 mil metros quadrados para implantação de indústrias, contra 70 mil, em Confins. Serão vendidos lotes de 3 mil metros quadrados. O terceiro aeroporto é o de Petrolina. Construído no sertão de Pernambuco, foi preparado para escoar a produção de frutas para o exterior, mas atualmente é mais barato deslocar o produto para o porto de Santos (SP) ou até para Belo Horizonte (MG) do que embarcar diretamente do estado. Não é lucrativo para os exportadores pagar um avião para vir do exterior sem mercadoria e, apenas na volta, levar o produto.

A Infraero já construiu na área oito câmaras frigoríficas para estocar as frutas. Ainda não está definido qual a área que será licitada. A instalação de indústria atrairia novos vôos que trariam matéria-prima e suprimentos para as empresas instaladas no aeroporto. Na volta, levariam frutas. No caso de Guarulhos, o motivo para a implantação de indústria é a farta área disponível nos 14 quilômetros quadrados.

Para participar da concorrência, as indústrias precisarão ter, obrigatoriamente, perfil exportador e produzir tecnologia de ponta. Multinacionais de informática e telecomunicações já se interessaram pelo negócio. A área seria vendida pela Infraero e o pagamento da concessão feito a partir de participação nas vendas.

O projeto do Aeroporto Indústria é uma parceria da Infraero, Câmara do Comércio Exterior e Receita Federal. A Infraero ainda planeja instalar shoppings nos principais aeroportos brasileiros. Confins será um dos primeiros beneficiados pelo projeto..

 

Jornal do Brasil

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Domingo, 8

 

Quase metade da frota da FAB não pode voar.

Também são restritas as horas de vôo disponíveis por falta de dinheiro para comprar combustível

BRASÍLIA - O futuro presidente da República encontrará as Forças Armadas em situação de penúria, mas Aeronáutica parece ser, das três, a que enfrenta a situação mais delicada. Dos 750 aviões e helicópteros da Força Aéra Brasileira (FAB), cerca de 45% encontram-se sem condições de vôo. Além disso, estão restritas as horas de vôo disponíveis por falta de recursos para aquisição de combustíveis e lubrificantes, o que afeta a qualidade do treinamento dos aviadores.

Segundo o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, a Força Aérea precisa, urgentemente, de peças de reposição necessárias para que os aviões voltem a voar.

Grande parte do material aeronáutico militar sofre os efeitos da obsolescência. De moderno mesmo, só os aviões do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), produzidos pela Embraer, e aviões de treinamento e ataque ALX, também encomendados à empresa mas que ainda não entregues. Mesmo os três aviões de vigilância da Amazônia, já em operação na FAB, estão impossibilitados de cumprir a sua missão, pois faltam recursos para aquisição de combustível.

Antes de assumir o comando do País, o novo presidente terá outro nó para desatar: ajudar o atual presidente a decidir, juntamente com o Conselho de Defesa Nacional, a empresa que vencerá a licitação para a compra dos caças supersônicos que irão substituir os aviões Mirage que deixam de voar em 2005. O processo de escolha está momentaneamente paralisado.

Outros itens da FAB aguardam solução: a compra de 12 aviões de carga e para transporte de tropas que substituirão os Buffalo; a modernização dos aviões de patrulha P-3; a revitalização dos AM-X e dos caças F-5; além da compra de quatro helicópteros pesados.

A preocupação do brigadeiro Baptista é tão grande que, recentemente, ele previu um "apagão" na força se o governo não for rápido na liberação dos recursos e na conclusão da licitação dos novos caças.

O ESTADO DE S. PAULO

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Domingo, 8

 

Passageiros narram o milagre do vôo 3804 da TAM.


Depois de ouvir 12 vítimas e testemunhas de pouso forçado de Fokker 100 em fazenda paulista,ZH reconstitui os 57 minutos de uma viagem dramática que teve final feliz e entrou na história da aviação

HUMBERTO TREZZI
NILSON MARIANO

 Esta reportagem resgata uma façanha.

        Eram 9h48min do dia 30 quando o jato Fokker 100 que fazia o vôo 3804 da TAM decolou do Aeroporto de Guarulhos (SP) rumo a Campo Grande (MS). Às 10h45min, ele fez um pouso forçado em meio a um potreiro do Sítio Santa Ana, fazenda situada em Birigüi, próximo a Araçatuba (SP), 535 quilômetros a noroeste de São Paulo.

        Em se tratando de grandes jatos, o que aconteceu é comparável a milagre. Equivale ao pouso de um carro de corrida com o peso de uma carreta desgovernada, em meio a um pasto sem trilhas. Um Fokker 100 toca as rodas no solo a uma velocidade mínima de 220 km/h (menos do que isso, ele cai). É rapidez como a de um Fórmula-1, com a diferença de que o avião pesa 25 toneladas.

        Estavam na aeronave 24 passageiros e cinco tripulantes. Ninguém morreu e ninguém se feriu com gravidade, algo raro na aviação comercial. Fosse 500 metros à direita, o piloto teria se chocado contra fios de alta-tensão que margeiam a Rodovia Roberto Rollemberg (SP-461). À esquerda, bateria nos canos do gasoduto Brasil-Bolívia. O potreiro era a melhor escolha.

        O comandante não teve tempo de chegar a um aeroporto oficial. Os dois motores pararam antes de o avião pousar – o jato teve de planar sobre a fazenda. Na descida, o avião matou uma vaca e lavrou por 300 metros a plantação de capim braquiária, derrubando cercas no caminho. O impacto arrancou os três trens de pouso da aeronave, danificou as turbinas e revolveu o interior do Fokker. A TAM restou só aproveitar suas peças. Quatro pessoas sofreram escoriações. O susto foi tamanho que passageiros ouvidos por Zero Hora dizem que, se puderem, não voam mais.

        O relato de 12 vítimas e testemunhas do drama do vôo 3804 está nestas três páginas.

 

O HORÁRIO NO DOMINGO

“Ganhei a viagem por ter sido sorteada pelo Baú da Felicidade”
Ely Martins Leite, 67 anos,
de Porto Velho

 

“Só pensei que ia morrer esmagada entre ferragens e poltronas”
Maria Estela, 25 anos, de Campo Grande

 

“Pousar aqui, cercado de árvores, é coisa para um cara muito bom”
Marcos Antônio Rodrigues, de Birigüi

 

9h48min - Pressentimento depois de 48 vôos

        Era o primeiro vôo da sua vida, e a estudante secundarista Paula de Oliveira Freitas, 16 anos, de Uberlândia (MG), olhava inquieta pela janelinha do Fokker 100 da TAM durante a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Ela não escondia a excitação. Sequer conseguia ler, sentada no meio do avião, rumo a dias de descanso em Campo Grande (MS).

        Num banco próximo, viajava uma mulher que vivenciava situação oposta: com média de 48 vôos anuais, a executiva Oraida Maria Ferreira, 39 anos, ia de Brasília a Campo Grande para uma reunião de negócios. Teve um pressentimento e, pela primeira vez na vida, pensou em desistir do embarque.

        – Tive uma má impressão. Aí fiz orações e pedi a Deus que abençoasse aquele vôo. Pedi para voltar sã e salva.

        Inquieta também estava, mas por outro motivo, Nelma Barbosa da Cunha Marques, 40 anos, gerente de um laboratório em Goiânia, que ia a Campo Grande visitar uma filial. Ela tinha ficado mal do estômago ao ler uma revista no trajeto até São Paulo. Teve de tomar um Dramin e tentar dormir na poltrona situada no meio da aeronave.

        – Pensei em me distrair com uma conversa, mas nunca pego alguém ao meu lado. O pior é que não consigo dormir, fico sempre tensa quando vôo.

        Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, 42 anos, 13 deles como enfermeira da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, viajava em companhia de duas colegas e prenunciava um vôo tranqüilo. Ela até estava com preguiça de chegar a Campo Grande, pois o piloto anunciara uma temperatura de 17ºC, frio rigoroso para a capital sul-mato-grossense.

        Avó de oito netos, Ely Martins Leite, 67 anos, de Porto Velho (RO), saboreava a concretização de um sonho: voltava de São Paulo, onde participara do programa de seu ídolo, Sílvio Santos.

        – Ganhei a viagem por ter sido sorteada pelo Baú da Felicidade – exultou.

        Antes de receber a bandeja do lanche, o funcionário público Djanir Vieira de Morais, 56 anos, cumpriu o ritual de ajustar o cinto de segurança. Como mede 1m57cm de altura e pesa 51 quilos, o equipamento de segurança estava sobrando.

        – Quem se senta antes é sempre maior que eu.

        A cautela garantiu que Djanir desembarcasse intacto quando o Fokker se estatelou no potreiro da fazenda de Birigüi. Como há a tendência de o passageiro ser jogado para cima em caso de turbulência, o franzino Djanir manteve-se colado à poltrona.

        Logo que o avião decolou, as três comissárias de bordo começaram a servir o desjejum. Era sanduíche de pão integral com recheio natural (quente), bolachas salgadas com requeijão, torta de chocolate, sucos e café com leite. Debutante nos ares, a estudante Paula decidiu não comer, por medo de enjoar. Nauseada, Nelma também dispensou a bandeja. Oraida dormiu. Das quatro, Maria Aparecida foi a única a desfrutar o lanche.

10h45min - Desespero em meio aos ferros retorcidos

        O impacto do Fokker rasgando o solo do Sítio Santa Ana ainda provoca turbulências no sono da assistente social Gisela Azambuja de Oliveira, 40 anos, de Mato Grosso do Sul. Ela temeu que o avião fosse explodir quando as bagagens desabaram sobre sua cabeça e as poltronas se soltaram. Na alucinação da queda, arrebentou os óculos ao bater o rosto no encosto da frente.

        – A situação piorou porque as luzes internas se apagaram. Nem tive tempo de rezar. Só queria salvar a minha pele. Só gritava. Bati as pernas nas poltronas e fiquei com hematomas.

        A enfermeira sul-mato-grossense Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, que viajava junto a Gisela, oscilou da inquietação ao pavor quando uma aeromoça passou correndo e gritando: “É emergência, se abaixem”. Ao notar que não existia aeroporto e o avião se aproximava do pasto, imaginou-se perdida. Ela lembra que o Fokker balançava, equipamentos e malas voavam para todos os lados.

        A estudante mineira Paula Freitas também não vislumbrou nenhuma pista de aeroporto pela janelinha do avião. Pressentiu que o silêncio oprimia justamente por anunciar alguma tragédia. A falta de ruído ocorria porque as turbinas estavam apagadas, sem combustível.

        – Só tinha medo do fogo.

        Quando a traseira da aeronave colidiu no potreiro, espatifando o primeiro trem de pouso, foi aquele barulho de ferro retorcido. A goiana Nelma Marques iniciou uma Ave-Maria, mas não a concluiu.

        – Pensei no crucifixo que estava na bolsa. Tenho duas bolsas, em cada uma delas carrego um rosário, benzido em Trindade (GO), no santuário do Divino Pai Eterno. Tenho certeza de que a cruz me ajudou a sobreviver – observa.

        A executiva brasiliense Oraida Ferreira fechou os olhos e dobrou os joelhos. No momento em que pedia a intervenção de Deus, sentiu o baque da aterrissagem.

        – Sofri uma luxação no tornozelo direito ao bater na poltrona. Desci correndo, com medo de explosão. Só então percebi que era um pasto, cheio de vacas. Quando dei por conta, chorava sem parar. Uma senhora se aproximou e disse que estava tudo bem, que era um milagre o avião estar destruído e ninguém ferido. Só aí parei de chorar.

        A avó Ely Martins Leite, 67 anos, de Porto Velho, também se debulhou em choro convulsivo ao abandonar a fuselagem retorcida. Depois, constataria que a pressão arterial subira para 17 e um hematoma latejava na perna direita.

        – Houve um milagre de Deus, além da perícia do piloto – destaca.

        Sem nenhum arranhão, Djanir de Morais, 56 anos, tratou de confortar os nervosos e os feridos. Alguns gritavam, histéricos, outros vomitavam ao deparar com os cacos de metal espalhados pelo campo.

        – Pessoal, os arranhões que tivemos não foram nada. Não podem ser comparados nem aos ferimentos de um tombo de bicicleta.

        Márcio Basílio, caseiro do Sítio São Judas Tadeu, vizinho ao local do acidente e o primeiro a chamar os bombeiros, viu o avião baixo, a cerca de 20 metros de altura.

        – A gente não pensou que fosse cair. Quando vi, ele voltou, soltando fumaça. Baixou de uma vez, achei que muita gente ia morrer.

        Basílio foi a cavalo até o local. Encontrou uma aeromoça com hematoma sobre o olho. Uma mulher de meia-idade rezava. Outra, sentada, chorando, dizia não acreditar que estava viva.

        O bóia-fria Anderson Rodrigues da Silva também assistiu à cena, achou que o avião iria explodir.

        – A coisa foi feia. Saía fumaça lá de trás. O barulho foi muito alto.

        Marcos Antônio Rodrigues, piloto do Aeroclube de Birigüi, com 200 horas de vôo, admirou a habilidade do comandante do Fokker, a quem titula de ás.

        – Pousar aqui, cercado de árvores e com uma aeronave deste porte, é coisa para um cara muito bom. E sortudo.

        Dois médicos e um psicólogo foram contratados pela TAM para atender os passageiros com crise nervosa, ainda em Birigüi. Uma das primeiras pacientes foi Nelma, que desceu do avião “como se estivesse num sonho”. Ela diz que só despertou do transe durante a viagem de ônibus para o hotel. Então, começou a chorar e não conseguia se controlar.

        – Uma funcionária da TAM teve de dormir no mesmo quarto que eu. Nem elevador eu conseguia pegar, de medo de ficar trancada. Não quis voar para Goiânia na mesma noite. A empresa teve de mandar um colega para me acompanhar no vôo, no outro dia.

        A TAM confirmou o acidente pelo celular da passageira Gisela Oliveira. Como a dona de outro telefone gritava sem parar, ela resolveu avisar seu marido, Miguel Ângelo, sobre o milagre. Então, Miguel ligou para o balcão da TAM em Campo Grande, mas ouviu que não havia qualquer registro de acidente. No desespero, ele sugeriu que telefonassem para sua mulher. Apesar de incrédula, uma funcionária da empresa concordou.

        – Me ligaram da TAM e pediram que eu passasse o celular para o comandante. Só quando o piloto confirmou é que acreditaram no acidente. Só aí eu comecei a chorar – conclui Gisela.

A CAUSA DE ACIDENTE

 

Segundo avaliação preliminar do Departamento de Aviação Civil (DAC), o pouso forçado aconteceu devido a um vazamento localizado na tubulação de acesso à bomba de alta pressão de combustível do motor direito da aeronave.
O bocal de acoplamento da tubulação à bomba estava deslocado, o que levou à vazão muito rápida do querosene. O motor direito apagou por falta de combustível e, já próximo ao local do pouso, também o motor esquerdo.
Se a perícia do DAC e a Polícia Civil concluírem que houve imprudência, imperícia ou negligência no vôo ou na preparação dele, os responsáveis correm o risco de ser indiciados criminalmente por lesões corporais culposas (não-intencionais) nos passageiros.

 

ZERO HORA

 

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Domingo, 8

 

Ibama quer treinar falcões para ajudar na prevenção de acidentes com aviões.

 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis convidou especialistas em falcoaria - a arte milenar de treinar falcões - para criar um sistema de prevenção de acidentes aéreos nos aeroportos brasileiros.

Os falcões impediriam que urubus e outras aves que rondam os aeroportos, ameaçando pousos e decolagens, ficassem nas proximidades dos aviões.

Para regulamentar a atividade, o Ibama promoveu até um encontro, encerrado nesta quinta-feira, e chegou a uma proposta de Instrução Normativa que será analisada pela Procuradoria Jurídica do instituto.

"A legislação permite a falcoaria. O que nos interessa agora é que a atividade ocorra dentro dos critérios científicos, éticos e ambientais", explicou José de Anchieta dos Santos, diretor de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama.

De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos/Departamento de Aviação Civil/Aeronáutica, as colisões de aves com aeronaves próximo aos aeroportos aumenta anualmente.

De 250 casos registrados em 1999, o número de colisões saltou para 310 em 2000.

Uma ave de aproximadamente um quilo e meio contra uma aeronave a 600 quilômetros por hora gera um impacto de cerca de cinco toneladas. A colisão pode provocar até mesmo a queda da aeronave.

Nos Estados Unidos, durante um período de 10 anos, foram registradas 2.816 colisões que causaram a morte de nove pilotos, a destruição de 16 aviões e prejuízos de US$ 76 milhões.

Atualmente, a falcoaria faz parte das estratégias de segurança aérea no aeroporto JKF, em Nova York, e em outros aeroportos norte-americanos e também europeus.

A simples presença de falcões em uma região basta para afugentar as aves indesejadas, pois são predadores naturais e ameaçam as demais.

A prática da falcoaria pressupõe aves treinadas para as finalidades específicas e treinadores falcoeiros gabaritados, conforme determinará a legislação que regulamentará o assunto.

O treinamento do pessoal exigirá o estabelecimento de escolas de falcoaria. O adestramento das aves de rapina requer um longo trabalho feito por falcoeiros especializados.

No Brasil, alguns pesquisadores se dedicam à falcoaria e ao estudo das espécies mais propícias, conforme cada região do país.

"São 64 espécies no país e isso representa um grande potencial para a atividade", informou Leo Fukui, presidente da Associação de Falcoeiros e Preservação de Aves de Rapina.

Somente espécies brasileiras deverão ser usadas na falcoaria praticada em território nacional.

Os Falconiformes, como são chamadas as aves de rapina, são predadores naturais de aves e roedores, que podem representar perigos à saúde humana (ratos, pombos, etc) ou ameaças ao meio ambiente (espécies invasoras ou exóticas, a exemplo do que ocorre com os pardais no arquipélago de Fernando de Noronha, introduzidos indevidamente no local).

Falcões, portanto, também podem ser aliados no controle de pragas urbanas e rurais.

A regulamentação do uso de falconiformes para controle de fauna proposta pelo Ibama também deverá incluir o uso de Strigiformes (família das corujas) que têm papel importante no controle de morcegos-vampiros, que freqüentemente se tornam pragas em fazendas e transmitem a raiva animal.

Com o surgimento das armas de fogo, a falcoaria, antes usada para a caça, declinou até praticamente desaparecer entre os séculos 16 e 19.

Os falcões passaram a ser perseguidos, pois competiam com os caçadores pelas presas.

 

CNN

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Sábado, 7

 

O pacote para a aviação civil.

 

As medidas que o governo acaba de adotar para socorrer as empresas de transporte aéreo deveriam ter sido adotadas há cerca de um ano, logo que os atentados terroristas contra Nova York e Washington provocaram uma grande queda do movimento das viagens aéreas. Os governos de vários países aproveitaram a oportunidade para ajudar as transportadoras nacionais, que já não vinham bem das pernas. Onde isso não foi feito, a situação da indústria do transporte aéreo se agravou. A Swissair, por exemplo, uma das mais tradicionais empresas do mundo, faliu porque o governo suíço se recusou a capitalizá-la.

O socorro do governo não teria recuperado as empresas brasileiras, que têm problemas estruturais sérios, mas certamente evitaria o agravamento que ocorreu nos últimos 12 meses e que resultou no desemprego de milhares de pessoas. Além disso, se tivesse ajudado as empresas, o governo poderia - como agora está fazendo o ministro do Desenvolvimento - exigir que elas apresentassem a tempo planos de recuperação compatíveis com a nova realidade do mercado.

As sete medidas adotadas por medida provisória e por decreto na quarta-feira darão algum alento às empresas, mas não mais que isso. Algumas dessas medidas vinham sendo reivindicadas pelo setor há tempos. É o caso da simplificação dos procedimentos aduaneiros para a importação de componentes usados nos aviões e da eliminação do imposto de importação sobre as peças usadas em serviços de manutenção. A demora da liberação das importações obrigava as empresas a manter grandes estoques das peças e componentes mais utilizados, com a conseqüente imobilização de capital de giro.

As empresas também estranhavam que não incidisse PIS/Cofins sobre o combustível comprado pelas transportadoras estrangeiras no Brasil. Esse privilégio, que dava vantagens competitivas às empresas estrangeiras, em detrimento das nacionais, foi extinto. E o sistema de cobrança da contribuição foi mudado, tornando-se mais racional.

Mas as medidas que efetivamente possibilitarão grandes economias para as companhias de aviação civil são aquelas que transferem para o Tesouro Nacional a responsabilidade total pelas despesas com o chamado "seguro antiterror" e as anistias e isenções fiscais. Simplesmente por não terem de pagar o diferencial dos prêmios de seguros que foram majorados depois do 11 de setembro e o IOF sobre o seguro de responsabilidade civil, as empresas economizarão cerca de R$ 300 milhões anuais. Em vários países o governo já havia assumido esse encargo, aliviando as empresas nacionais.

O leasing de aviões, por sua vez, ficará isento do pagamento do Imposto de Renda, que hoje consome cerca de R$ 50 milhões anuais.

Mas o benefício mais vultoso foi o perdão, concedido pelo governo, de uma dívida de cerca de R$ 500 milhões, acumulada desde 1999, quando as empresas deixaram de recolher o PIS/Cofins sobre a contratação de transporte de carga e sobre a emissão de passagens aéreas. Esse é o único ponto realmente controvertido do pacote de ajuda, pois beneficiará as empresas que não pagaram o tributo, em detrimento das que o fizeram e, além disso, o dinheiro que foi cobrado dos usuários, a título de tributo, e não foi repassado para a União, ficará com as empresas de aviação civil.

Levantamentos sobre a situação das empresas de transporte aéreo mostraram que todas as grandes companhias estão em situação falimentar. A guerra de tarifas e a concorrência predatória, aliadas à redução da atividade econômica no País e a problemas internos de gestão, já levaram a Transbrasil ao fechamento e a Varig, a TAM e a Vasp a acumular prejuízos. A taxa de ocupação dessas empresas varia entre 56% e 59%, apesar da redução das frotas e da reestruturação das freqüências de vôos que todas fizeram. O governo, acertadamente, decidiu que não capitalizará o setor com recursos do BNDES. O caminho da sobrevivência do setor, como aliás apontou o ministro do Desenvolvimento, é a fusão das empresas de aviação civil.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sábado, 7

 

Novo radar aumenta segurança de tráfego no solo de Cumbica.

Investimento de US$ 3,6 milhões melhora condições de operação sob nevoeiro

Controlar o tráfego de aviões e veículos de serviço em 5,5 quilômetros quadrados, durante um nevoeiro, não é tarefa para qualquer pessoa. Nem qualquer aparelho. Até outubro, um novo radar de solo entrará em operação no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, o mais movimentado do País. Desde a semana passada, 30 técnicos instalam o equipamento de US$ 3,6 milhões na torre de controle, em substituição ao atual aparelho.

O investimento já contempla a futura construção do terceiro terminal e da terceira pista, quando a capacidade de pousos e decolagens passará de 54 operações por hora para 109. "Todo investimento em Guarulhos tem como horizonte a terceira pista e o terceiro terminal", disse o coronel José Maria Ribeiro Mendes, gerente-regional de Navegação Aérea da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Além de aumentar a segurança na circulação de aviões em solo e veículos, o radar aumenta de 60% para 80% as condições de o aeroporto operar quando há visibilidade reduzida por nevoeiro. "Isso significa mais tranqüilidade e conforto para o passageiro, que terá uma garantia maior de que seu horário será cumprido", salientou Ribeiro Mendes.

O equipamento comprado pela Infraero é utilizado em aeroportos de Paris, Londres, Sidney e Hong Kong, entre outras cidades que enfrentam problemas de visibilidade. Os nevoeiros se formam com clima frio e sem vento e só se dissipam quando a temperatura sobe. Em Guarulhos, já se registrou períodos de até 400 horas com visibilidade prejudicada.

O radar antigo, com tecnologia da década de 60, identifica objetos no solo por pontos. O novo cria etiquetas com informações sobre os veículos, explicou Ribeiro Mendes, e dispara avisos visuais e sonoros quando há risco de colisão. A precisão promete não dar sossego nem para os velhos conhecidos de aviadores e controladores que passam pelo aeroporto. "O radar consegue pegar até um urubu no asfalto."

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

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Sexta, 6

 

Senado dos EUA aprova pilotos armados.


O Senado dos EUA aprovou ontem uma medida que permite que os pilotos de aviões comerciais carreguem armas de fogo durante o vôo se desejarem.
A Câmara dos Deputados aprovou em julho uma lei semelhante. Mas a medida do Senado, aprovada como uma emenda a um projeto de lei que cria o Departamento de Segurança Doméstica, é ligeiramente diferente. Ela prevê, por exemplo, treinamento em técnicas de autodefesa a comissários de bordo.
As diferenças precisam ser resolvidas em negociações entre Senado e Câmara sobre o projeto do Departamento de Segurança Doméstica, que deve ter sua votação final daqui a várias semanas.
Anteontem, uma fonte no governo disse que o presidente George W. Bush estava considerando "um programa de teste" para armar um número limitado de pilotos comerciais.

Passageiros sentados
Passageiros de vôos em Nova York e Washington terão de permanecer sentados nos 30 minutos imediatamente posteriores à decolagem e anteriores à aterrissagem em 11 de setembro, disseram ontem autoridades dos EUA. Jatinhos privados também sofrerão restrições no primeiro aniversário dos ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono.
A regra dos 30 minutos, anunciada pela FAA (a agência federal de aviação dos EUA), é válida tanto para companhias aéreas americanas quanto para as estrangeiras.
A FAA já exigia que os passageiros permanecessem sentados meia hora após a decolagem e meia hora antes da aterrissagem em vôos partindo de e chegando ao aeroporto Ronald Reagan, perto da Casa Branca, do Pentágono e de outros edifícios oficiais.
As restrições temporárias anunciadas ontem se aplicam aos seguintes aeroportos: John F. Kennedy e LaGuardia, em Nova York; Newark, em Nova Jersey; e Ronald Reagan, Baltimore-Washington e Dulles, perto de Washington. Em Nova York, as restrições começam às 7h do dia 11 de setembro e vão até às 20h do dia 13. Nos aeroportos de Washington, elas têm início às 8h30 do dia 11 e acabam às 23h do mesmo dia.
Bush confirmou sua presença em cerimônias em Nova York, Washington e Shanksville no dia 11. O vôo de jatinhos privados será proibido ou limitado a certos horários durante todo o dia em Washington e Shanksville (onde caiu um quarto avião sequestrado no dia 11) e estendido por mais dois dias em Nova York.
O plano de segurança foi elaborado por autoridades civis e militares, assim como funcionários da Casa Branca, do Departamento de Estado e do serviço secreto.
Procedimentos especiais de tráfego aéreo também serão implantados nas áreas restritas, incluindo um espaçamento maior do que o habitual entre aviões. Segundo um funcionário da FAA, as medidas podem causar atrasos.
Na semana passada, uma proposta para proibir todos os vôos de companhias aéreas estrangeiras de pousar ou decolar em Nova York e Washington ou sobrevoar as duas cidades causou controvérsia. O plano foi rejeitado porque possivelmente violaria tratados internacionais de aviação.
Segundo uma pesquisa da OAG, uma empresa que compila os dados de 850 aeroportos em todo o mundo, feita para o jornal "Financial Times", 3.843 vôos em 11 de setembro foram cancelados por falta de demanda, 3.247 dos quais passariam pelo espaço aéreo americano.

 

Folha de S. Paulo

 

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Sexta, 6

 

Identificados mortos em acidente aéreo no PA; são piloto e co-piloto.
 

Um monomotor com quatro ocupantes caiu hoje em Belém, no Pará, matando piloto e co-piloto. Dois passageiros ficaram feridos. O acidente aconteceu por volta das 12h30 no aeroporto Júlio César, enquanto o monomotor -prefixo PT-NCX- decolava para Altamira.
Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária), Mário Gomes -piloto- e Daniel da Cruz Oliveira -co-piloto- morreram na hora. Os passageiros Luiz Carlos Pereira Barbosa, 42, delegado de polícia, e Ednaldo Araújo da Silva, 40, foram socorridos com fraturas e queimaduras.
A tripulação teria percebido uma pane pouco depois da decolagem e tentou retornar à pista. O avião pegou fogo. Os passageiros teriam conseguido saltar do avião antes da queda.
A queda da aeronave acontece uma semana depois do acidente que deixou 23 mortos no Acre. O avião da Rico Linhas Aéreas, com 31 pessoas a bordo, caiu nas proximidades do aeroporto de Rio Branco.
Também na sexta-feira da semana passada, dois aviões da TAM fizeram pousos forçados em São Paulo. Um pousou em uma fazenda de Birigui e o outro, no aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Folha Online

 

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Sexta, 6

 

Belo Horizonte pode perder aeroporto.

 

Confins está sem movimento

 

 

BRASÍLIA - Um dos maiores aeroportos do Brasil, o Confins (MG), corre o risco de fechar as portas por falta de passageiros. Se não fosse a intervenção do Departamento de Aviação Civil (DAC), que no último mês impediu a migração de vôos para a Pampulha, o aeroporto só continuaria operando um vôo internacional, além do transporte de cargas.

Criado em 1984, a um custo de US$ 500 milhões, Confins deverá encerrar o ano com a menor taxa de ocupação desde a sua inauguração. O prejuízo anual com a ociosidade gira em torno de R$ 4,5 milhões. Para salvar o empreendimento, a Infraero deve realizar, até o fim do ano, a primeira licitação de venda de áreas para implantação de indústrias de tecnologia. O governo está oferecendo isenção fiscal para atrair os empresários.

No mês passado, Varig, Vasp e TAM pediram ao DAC o cancelamento de oito linhas. Tiveram a reivindicação negada pelo órgão controlador das aeronaves. Motivo: Pampulha, aeroporto mais antigo de Belo Horizonte, está superlotado. Com localização privilegiada, está recebendo o dobro da capacidade de passageiros (3 milhões por ano). Confins recebe apenas 10% do que poderia abrigar (500 mil/ano). O aeroporto já chegou a atender 1,2 milhão de passageiros anualmente.

A Varig já estuda a possibilidade de cancelar os vôos de Confins depois da negativa do DAC. A justificativa é que os vôos só têm 28% de ocupação, contra uma média de 70% na Pampulha. Distante 40 quilômetros do centro de Belo Horizonte, o passageiro se recusa a voar por Confins devido ao custo do transporte. De táxi, a viagem custa até R$ 60, quase o preço de uma passagem aérea entre Belo Horizonte-Rio de Janeiro.

''Estamos chegando a um ponto crítico. Não há vôos e tampouco conexões. Não vemos muita saída'', afirma o superintendente de Confins, Ricardo José Rodrigues. No ano passado, a Infraero reduziu em 10% as tarifas para atrair aeronaves. Não apareceram interessados

 

 

Jornal do Brasil

 

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Sexta, 6

 

Varig suspende quatro vôos em Confins.


A Varig anunciou na noite de terça-feira que suspenderá quatro vôos que operam no aeroporto internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Durante reunião entre a Infraero e as principais empresas aéreas do país, a companhia alegou que o aeroporto opera com apenas 10% da capacidade e que a distância da capital tem afugentado os passageiros, que optam pelo aeroporto da Pampulha (BH).

Representantes da TAM e da Vasp que participaram do encontro também disseram que têm prejuízos com os vôos em Confins, mas informaram que eles serão mantidos por enquanto.

 

Diário Online

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Sexta, 6

 

 

 

Reforma do Museu Aeroespacial do Rio vai custar R$ 1,35 milhão.

 

Financiamento da Embraer prevê substituição de piso e telhado 

RIO - O Museu Aeroespacial do Rio vai passar por uma reforma, orçada em R$ 1,359 milhão e financiada pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Um convênio entre as duas instituições foi assinado no mês passado e as obras já estão em andamento para refazer 18 mil metros quadrados de telhado e 12 mil metros quadrados de piso.

"Daremos mais conforto aos 1.400 visitantes que recebemos por semana, a maior parte deles alunos de escolas, que vêm conhecer a história da aviação brasileira", disse o diretor do museu, brigadeiro Márcio Bhering.

Para o vice-presidente da Embraer, Horacio Aragonés Forjaz, tornar mais conhecida a trajetória da aviação do País é uma forma de atrair pessoas para a atividade e para a empresa, hoje a maior exportadora do Brasil. "Temos 12 mil funcionários, dos quais 3 mil engenheiros. Se meninos e meninas que visitam o museu se interessarem por essa atividade, nosso investimento estará dando retorno", diz Forjaz.

De acordo com Behring, o Brasil esteve na vanguarda mundial, em muitos momentos, a partir do primeiro vôo de Santos Dumont, com o 14 Bis, passando por Anésia Pinheiro Machado, a pioneira brasileira e uma das primeiras mulheres do mundo a pilotar um avião, em 1922, até chegar à Embraer, criadora de tecnologia.

Segundo o brigadeiro, o museu é o maior do Hemisfério Sul, com 97 aviões (75 na exposição permanente) e uma oficina de restauração que coloca em condições de vôo aparelhos com mais de 60 anos. "Às vezes leva quase uma década e não podemos arriscar um vôo porque o Departamento de Aviação Civil (DAC) tem normas rígidas de segurança", comenta ele.

"Colocar esses aviões no ar seria uma despesa enorme, com risco humano e para o acervo, pois há peças únicas." É o caso do avião inglês Viscount, dos anos 50, usado pelo presidente Juscelino Kubitschek. "Na sua ânsia de percorrer o Brasil, ele queria um avião mais rápido do que os DC-3 usados então e mandou importar o primeiro turbo-hélice (avião a jato com hélice) que chegou ao País", diz Bhering. "Nós mantemos o avião com a mesma decoração do seu tempo, como se ele fosse aparecer a qualquer momento."

Combate - Mas o que faz sucesso são os aviões de guerra, como dois Thunberbolt ingleses, de 1941, usados pela Força Aérea Brasileira (FAB) na Itália, na 2.ª Guerra Mundial, ou o Caudron, um biplano francês de 1916 que atuou na 1.ª Guerra Mundial (1914-1918). Além desses, há réplicas dos dois aviões de Santos Dumont, o 14 Bis e o Demoseille, e uma sala contando sua trajetória, dos primeiros experimentos em Minas até o vôo consagrador em Paris, no início do século 20.

Apesar disso, Bhering reconhece que o museu tem falhas. A principal delas é a localização, no bairro de Marechal Hermes, na zona norte, longe do circuito turístico da orla marítima. "Durante o ano letivo, recebemos mais de mil estudantes por semana e a agenda está completa até o fim do ano. No fim de semana são cerca de 400 visitantes, porque ninguém quer sair da zona sul para vir tão longe", lamenta o brigadeiro.

Segundo ele, falta mais espaço para contar a história da indústria aeronáutica. "A Embraer não é fruto de sorte ou do acaso. Houve tentativas desde a década de 20, que deram certo em 1969, quando juntou-se experiência militar e sabedoria do Instituto de Tecnologia da Aeronáutica."

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Quinta, 5

 

Descarga elétrica em radares prejudica vôos em SP, Rio, BH e Brasília .


Uma descarga elétrica atingiu por volta das 17h40 os radares do Cindacta I (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), que controlam os vôos do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. O acidente aconteceu por causa das condições meteorológicas na região de Brasília.

Os aviões que estavam nos aeroportos tiveram de aguardar para decolar e as que estavam em vôo receberam ordem para manter um espaçamento de dez minutos entre elas.

A partir das 18h15, a visualização radar foi restabelecida e, gradualmente, o fluxo de tráfego aéreo retornou ao normal.

Veja a nota na íntegra:

'Tendo em vista a perda da visualização do radar do Centro de Controle de Área de Brasília, do Cindacta I (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), às 17h40 de hoje, este Centro de Comunicação Social esclarece que:

As condições meteorológicas adversas que ocorreram em Brasília provocaram uma descarga elétrica que veio a atingir equipamentos do Cindacta I.

De imediato, foram tomadas medidas visando garantir a circulação aérea e a segurança dos vôos naquela aérea. Inicialmente, as aeronaves que estavam no solo foram orientadas a aguardar um melhor reordenamento do tráfego para, só então, receberem autorização de partida. As aeronaves em vôo receberam ordem de manter um espaçamento de dez minutos entre elas, procedimento previsto nesses casos.

A partir das 18h15, a visualização radar foi restabelecida e, gradualmente, o fluxo de tráfego aéreo retornou ao normal.

O alto grau de profissionalismo e eficiência dos controladores de tráfego aéreo permitiu que aeronaves voando no quadrilátero Rio de Janeiro - São Paulo - Brasília - Belo Horizonte concluíssem suas etapas de vôo com segurança e fluidez.

Vale ressaltar que em momento algum houve comprometimento da segurança de vôo, sendo que os procedimentos adotados são previstos nas regras internacionais de tráfego aéreo'.

 

Folha Online

 

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Quinta, 5

 

Ações da Varig sobem 13,28% com o pacote.


A ação preferencial (sem direito a voto) da Varig fechou ontem com valorização de 13,28% e obteve a quarta maior alta do mercado à vista da Bovespa.
A alta foi atribuída ao anúncio feito pelo governo de um pacote de socorro ao setor aéreo no valor de R$ 1 bilhão. No ano, as ações Varig PN acumulam desvalorização de 8,81%.
Ações da Vasp e TAM não registraram negociações.

 

Folha de S. Paulo

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Quinta, 5

 

Aviões terão portas de cabine blindadas contra atentados .


da France Presse, da Paris

Portas blindadas nas cabines dos pilotos, controles drásticos nos aeroportos, cachorros detectores de explosivos, agentes de segurança à paisana em alguns vôos: a segurança aérea foi reforçada depois do 11 de setembro e os aeroportos estão em alerta.

Para proteger melhor a cabine de comando, os aviões comerciais de mais de 60 passageiros deverão dispor de portas blindadas antes de 1º de novembro de 2003, segundo uma decisão da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Para os aviões menores, principalmente os jatos regionais, a instalação de porta blindada é apenas uma recomendação desta instância das Nações Unidas, cujas decisões devem ser executadas pelos 187 Estados membros.

A porta da cabine deverá permanecer fechada durante o vôo e apenas os pilotos poderão abri-la, pelo lado de dentro. Também disporão de equipamento de vídeo, que lhes permitirá ver em um monitor quem pede para entrar na cabine, e acesso a um comando de abertura a distância.

Atualmente, as portas que separam a cabine dos pilotos dos passageiros em um avião comercial geralmente são de plástico e ficam fechadas com travas que se rompem apenas com um empurrão.

Durante os atentados a Nova York e Washington, os terroristas invadiram as cabines para se apoderar dos comandos e lançar os aviões contra as torres gêmeas do World Trade Center e o Pentágono.

Pouco depois de 11 de setembro, várias grandes companhias aéreas norte-americanas e européias adotaram medidas para reforçar as portas das cabines de seus aviões.

As duas grandes empresas construtoras aeronáuticas, Airbus e Boeing, propõem modelos padronizados de portas.

Estas incluem dobradiças reforçadas, um painel principal à prova de balas, uma fechadura elétrica e um dispositivo de entrada eletrônico codificado com o auxílio de um teclado situado na cabine.

Em terra, nos aeroportos, também foram reforçados os controles dos passageiros e de suas bagagens.

Os passageiros só têm direito a uma bolsa de mão e não podem carregar nenhum objeto cortante que possa ser utilizado como arma. Uma pequena navalha suíça ou pequenas tesouras de unha podem ser apreendidas antes do embarque.

A bagagem passa sistematicamente por Raios X e nos grandes aeroportos são utilizados cachorros detectores de explosivos.

Além disso, no momento de embarcar, cada passageiro tem que apresentar um documento de identidade junto a seu cartão de embarque. As companhias também conferem se todos os passageiros que despacharam bagagem estão a bordo do avião.

Para facilitar estes controles, as companhias aéreas tiveram que adiantar em uma média de 15 minutos o horário limite para que os passageiros possam retirar o cartão de embarque.

Alguma companhias, como a israelense El Al ou a francesa Air France, contrataram agentes de segurança especialmente treinados que se instalam, à paisana, entre os demais passageiros em alguns vôos.

A norte-americana United Airlines, que perdeu dois aviões nos atentados de 11 de setembro, anunciou a intenção de equipar seus aviões com novas pistolas paralisantes, mas ainda precisa da autorização das autoridades federais.

 

 

Folha Online

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Quinta, 5

 

 

Alta do dólar contribui para aumentar dívidas de aéreas .


Todas as companhias aéreas estão com dívidas acumuladas atualmente. Sérios problemas administrativos, aliados à alta do dólar neste ano, têm afetado mais o desempenho de algumas empresas.

A companhia que está em situação mais complicada é a Varig, com débitos de US$ 900 milhões (mais de R$ 2,7 bilhões) com o governo, bancos e empresas privadas, como a BR Distribuidora.

A Vasp tem débitos acumulados de R$ 2 bilhões com o INSS, Receita Federal e outras entidades. Sua assessoria afirmou ontem que a dívida já foi alongada.

A crise chegou até mesmo à TAM e à Gol, empresas que se orgulhavam de não ter nenhuma dívida atrasada.

As duas companhias aceitaram participar de um programa financeiro da Infraero _empresa estatal que administra os aeroportos. A Infraero aceitou adiar a cobrança das taxas de pouso e permanência de aviões nos aeroportos por mais de 30 meses.

A TAM, por exemplo, deve cerca de R$ 80 milhões para a Infraero. A Gol tem débitos em torno de R$ 15 milhões. Já a Varig e a Vasp devem, respectivamente, cerca de R$ 250 milhões e R$ 120 milhões com a empresa estatal.

As dívidas atrasadas com a Infraero têm taxa anual de juros de 19,5%, contra cerca de 50% cobrados por bancos privados para o financiamento de empréstimos para empresas.

Os balanços das companhias aéreas também não são nada animadores. A Varig é a que está em situação mais crítica. Somente no primeiro trimestre teve prejuízo de R$ 135,1 milhões. A valorização do dólar, que representa cerca de 40% dos custos da empresa, pesou no resultado.

 

Folha Online

 

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Quinta, 5

 

Guarujá recebe apoio de ministro para instalação de aeroporto

Geraldo Quintão se reuniu com prefeito e deve interceder pela resolução de pendência

GUARUJÁ - O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, vai entrar em contato com o Ministério da Aeronáutica para resolver a pendência que impede a transferência de parte da Base Aérea de Santos para a prefeitura do Guarujá, com o objetivo de receber o Aeroporto Metropolitano da Baixada Santista. Esse foi o resultado da audiência que uma comitiva de prefeitos e vereadores da região teve ontem com Quintão, o que deixou o prefeito do Guarujá, Maurici Mariano (PTB), animado com a possibilidade de resolver o último entrave para a instalação do aeroporto.

Mariano revelou que o ministro ficou impressionado com a representatividade da comitiva e se mostrou interessado na solução do problema. O líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB), participou do encontro e, segundo o prefeito, encaminhará a questão a autoridades federais para tornar viável a transferência de parte da área da Base Aérea para o município.

Há seis anos, o prefeito tenta instalar o aeroporto metropolitano na cidade.

Acredita-se que isso incrementaria a atividade turística no município, com o recebimento dos visitantes em vôos fretados.

O local também serviria para o transporte de cargas urgentes, setor que vem apresentando grande evolução e, para o prefeito, encontra os outros aeroportos saturados. "A partir da transferência da área, vamos licitar o aeroporto, que será construído e explorado pela iniciativa privada, sem custo para o poder público", disse Mariano.

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Quarta, 4

 

DAC confirma versões da TAM para acidentes com Fokker 100 .

O DAC (Departamento de Aviação Civil) divulgou ontém uma nota em que confirma as versões da TAM para os dois acidentes com Fokker 100 ocorridos na última sexta-feira.
No vôo que pousou em uma fazenda próxima à Araçatuba, o DAC informou que a falta de combustível foi causada "por um vazamento na tubulação da bomba do motor direito da aeronave".
Segundo a nota, o pouso forçado no aeroporto de Viracopos, em Campinas, aconteceu por problemas no trem de pouso _"foi verificada a ocorrência de um "calço hidráulico" nas tubulações que conduzem o fluido hidráulico, o que impediu o baixamento do conjunto do trem de pouso".
O motivo do problema na tubulação será investigado pelo departamento. A TAM descarta que houve falha humana. As caixas pretas dos aviões já foram decodificadas e serão interpretadas.
Toda a frota de aeronaves da companhia aérea foi inspecionada pelo DAC, que não encontrou irregularidades.
Veja a íntegra da nota:
'A aeronave PT-MRL, que realizou um procedimento de aterrissagem com o trem de pouso recolhido, no aeródromo de Viracopos, Campinas, ocorrência classificada como Incidente Aeronáutico, de acordo com normas internacionais, estava com os seus certificados em válidos e inspeções em dia, e a tripulação apresentava as habilitações válidas.
A investigação está centrada área do Fator Material, referente ao Sistema Hidráulico da aeronave, pois foi verificada a ocorrência de um "calço hidráulico" nas tubulações que conduzem o fluido hidráulico, o que impediu o baixamento do conjunto do trem de pouso.
Os equipamentos Voice e Flight Recorder (caixas pretas), já foram decodificados e estão sendo interpretados. A aeronave deverá estar em condições de vôo em breve, após os serviços regulares de manutenção.
A aeronave PT-MQH, que realizou um pouso em terreno não preparado, às 10h45, próximo à cidade de Araçatuba-SP, ocorrência classificada como Acidente Aeronáutico, estava com os seus certificados válidos e inspeções em dia e a tripulação apresentava as habilitações válidas.
O motivo do procedimento foi o excesso de consumo de combustível causado por um vazamento localizado na tubulação de acesso à bomba de alta pressão de combustível do motor direito da aeronave.
Houve um deslocamento do bocal de acoplamento da tubulação à bomba o que levou à vazão muito rápida do combustível existente na aeronave. Houve o apagamento do motor direito e, próximo ao pouso, do motor esquerdo, por falta de combustível.
A investigação centra-se no Fator Material, para a verificação do motivo que levou ao deslocamento da tubulação de combustível do seu bocal e também no Fator Operacional, que trata dos procedimentos relativos aos aspectos de treinamento e operação do equipamento.
Os equipamentos Voice e Flight Recorder (caixas pretas), da aeronave, já foram decodificados e estão sendo interpretados.
Toda as tripulação será submetida a exame médico completo, de acordo com as Normas Brasileiras de Homologação Aeronáutica.
Devidos aos ocorridos, toda a frota de aeronaves da companhia aérea foi inspecionada pelo setor de manutenção e testes estáticos realizados. Nada foi encontrado digno de registro.'

 

 

Folha Online

 

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Terça, 3

 

Laptops podem ser proibidos em vôos.

Tecnologia interfere em sistemas de segurança, afirma a Autoridade de Aviação Civil britânica

BEN WEBSTER e MARK FRARY
The Times

LONDRES - Os passageiros poderão ser proibidos de usar laptops nos vôos. Testes mostraram que a mais recente tecnologia sem fio interfere em sistemas de segurança. A Autoridade de Aviação Civil, órgão regulador da segurança aérea na Grã-Bretanha, anunciou que aparelhos eletrônicos portáteis, como laptops e organizadores pessoais, poderão ser banidos por causa dos riscos representados pela banda ultralarga (UWB, na sigla em inglês).

Testes em aviões Boeing 737 e 747 realizados pela Nasa e pela United Airlines levaram à conclusão de que os aparelhos UWB "nocautearam" o sistema anticolisão, que avisa o piloto sobre a aproximação de outros aviões, e o sistema de aterrissagem por instrumentos, que guia a aeronave para a pista no mau tempo.

A UWB também pode interferir em sistemas de controle de tráfego aéreo que dependem de sinais de satélite para localizar aviões. A proibição dos laptops teria profundas implicações para o mercado das viagens de negócios.

A British Airways informou no domingo que 75% dos passageiros nessa categoria levam laptops. A companhia vai inaugurar um serviço em fevereiro para permitir que os passageiros usem seus laptops para acessar computadores no local de trabalho, usar o e-mail e navegar pela internet durante o vôo.

"É muito importante para esses clientes ter a opção de usar um laptop durante um vôo longo", disse um porta-voz da British Airways. "Eles podem precisar trabalhar numa apresentação ou pôr os e-mails em dia."

A Autoridade de Aviação Civil afirmou que a pesquisa da Nasa não foi conclusiva e pode ter exagerado o impacto da UWB ao aumentar o poder dos aparelhos durante os testes. Um porta-voz disse, no entanto, que as Autoridades Conjuntas de Aviação da Europa ou a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos precisam realizar mais testes de segurança para checar o grau de vulnerabilidade dos sistemas dos aviões à UWB.

"Se obtivermos evidências de que esses aparelhos representam risco, poderemos proibir que eles sejam levados a bordo", disse o porta-voz da Autoridade de Aviação Civil. "Não permitiremos que aviões corram perigo.

Mais testes serão necessários." Laptops sem UWB também teriam de ser banidos, porque seria difícil identificá-los.

Tecnologia - A UWB, desenvolvida pelos militares há 30 anos, permite que grandes quantidades de dados sejam enviados a distâncias curtas através de uma ampla faixa do espectro de rádio. Os laptops serão capazes de usá-la para comunicação sem fio a curtas distâncias. A tecnologia foi aprovada para desenvolvimento comercial pelo órgão regulador das telecomunicações dos EUA em fevereiro, e os primeiros aparelhos equipados com ela poderão surgir no fim do ano que vem. A Intel estuda incorporar a UWB em seus chips.

Os passageiros já foram proibidos de usar celulares a bordo dos aviões, depois que estudos mostraram interferência em sistemas de navegação.

Laptops, tocadores de CD e DVD e Gameboys precisam ser desligados durante decolagem e pouso, por causa de provas não conclusivas de que eles causam níveis baixos de interferência.

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

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Terça, 3

 

Segurança aérea não melhorou muito desde o ataque ao WTC .

A segurança nos aeroportos não melhorou muito um ano depois do sequestro de quatro aviões nos Estados Unidos, para serem lançados em atentados terroristas, informou hoje o especialista em segurança civil aérea do grupo de imprensa britânico Jane's, Chris Yates.
Segundo ele, as numerosas iniciativas tomadas depois dos atentados para melhorar a segurança aérea apontavam essencialmente para gerar confiança e incitar o público a voltar a viajar de avião, mas "pouco contribuíram para a segurança geral dos vôos".
Foram adotadas medidas como impedir aos passageiros transportarem em suas bagagens de mão objetos afiados, mobilizar mais agentes de segurança nos aeroportos e pedir às companhias aéreas o reforço aos acessos à cabine de comando.
No entanto, Yates alerta que é preciso ainda melhorar a revista dos passageiros, para assegurar que suas bagagens de mão não contenham explosivos.

da France Presse, em Londres

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Terça, 3

 

Mau-tempo foi o principal fator para acidente com avião no Acre, diz DAC .

O DAC (Departamento de Aviação Civil) divulgou hoje nota oficial sobre o acidente com a aeronave de propriedade da empresa Rico Transportes Aéreos, ocorrido na última sexta-feira, em Rio Branco, no Acre.
Segundo o departamento, o mau-tempo foi principal fator para o acidente que matou 23 mortos e deixou oito feridos.
Serão feitas inspeções nos motores e no painel de instrumentos da aeronave. Os tripulantes vão passar por exames de condições fisiológicas e psicológicas.
Veja anota na íntegra:
'A investigação já realizou a leitura dos equipamentos Voice e Flight Recorder (chamadas caixas pretas). Eles não apresentaram dados aproveitáveis em virtude de problemas técnicos.
Os motores serão levados para o laboratório do Centro Tecnológico Aeroespacial, do CTA (Comando da Aeronáutica), em São José dos Campos, para exame detalhado.
O painel de instrumentos da aeronave também será levado para os laboratórios do CTA, para verificação de indicação de parâmetros de vôo e performance.
O DAC está realizando uma Vistoria de Segurança de Vôo na empresa proprietária da aeronave.
Até o momento, o principal Fator Contribuinte para o acidente apresenta-se como o mau-tempo predominante na localidade, que dificultava sobremaneira a visibilidade no setor de aproximação.
Estão sendo verificados os parâmetros de instrução e treinamento além das condições fisiológicas e psicológicas dos tripulantes, de acordo com os protocolos internacionais de investigação de um acidente aeronáutico."

 

Folha Online

 

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Terça, 3

 

Varig, Rio Sul e Nordeste unificam operações.


Grupo triplica opções de rotas e horários com 115 aeronaves

            As companhias aéreas Varig, Rio Sul e Nordeste passam a operar em conjunto. Com essa aliança operacional, serão 115 aeronaves em serviço o que vai ampliar em três vezes as opções de rotas e horários.

            A integração da malha aérea das três empresas resultará na unificação das reservas e do atendimento nas lojas e aeroportos. Para o Estado, no entanto, estão reservadas algumas novidades a partir de hoje, como a ampliação de dois para oito vôos diários para o aeroporto de Curitiba (PR), a adição de mais uma decolagem com destino a Congonhas (SP), além das 10 feitas atualmente, e dois vôos para Santos Dumont (RJ) com escalas em São José dos Campos (SP) – até então, havia parada em Congonhas (SP).

            A integração dos serviços vai marcar ainda a retomada das operações para o aeroporto de Londrina (PR). O terminal de Montevidéu, no Uruguai, também passa a receber um segundo vôo diário de Porto Alegre. Nas ligações de grande demanda, entre aeroportos centrais de Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Vitória, será utilizado amplamente o conceito de ponte aérea, com a oferta de vôos em intervalos de até 15 minutos.

            Uma das mais modernas aeronaves, o Boeing 777 começa a servir os passageiros gaúchos a partir do dia 9. O avião tem capacidade para 280 passageiros. A aeronave fará a ligação diária Porto Alegre/Guarulhos (SP), seguindo para Paris e Amsterdã, o mais novo destino da Varig.

 

 

 

Zero Hora

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Segunda, 2

 

Destroços do avião que caiu e matou 23 pessoas no Acre são removidos .

As investigações sobre as causas dos acidentes aéreos no Acre e no interior de São Paulo, ocorridos na última sexta, continuam em andamento.

Por determinação do DAC (Departamento de Aviação Civil) foram removidos hoje pela manhã nove toneladas de destroços do avião da Rico, que caiu numa fazenda a três quilômetros do aeroporto de Rio Branco, no Acre.

No acidente, morreram 23 pessoas. Dois dos oito sobreviventes estão em estado grave e internados no Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Segundo a Rico, os destroços retirados com o apoio do Corpo de Bombeiros, de funcionários da empresa e da Infraero foram colocados num galpão da Infraero, em Rio Branco.

As duas turbinas do avião Brasília foram encaminhadas para o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP), para onde já haviam sido levadas anteriormente as duas caixas-pretas.

Com a remoção do avião, o DAC concluiu a ação inicial das investigações e passa para a fase laboratorial, que consiste em colher depoimentos de sobreviventes, do pessoal de controle de tráfego, leitura das caixas-pretas e análise da estrutura da aeronave. O resultado da investigação deve ser divulgado em 30 dias.

Representantes da empresa Rico descartaram falhas humanas ou técnicas, pois acreditam que um fenômeno chamado de "tesoura de vento" (rajadas de vento descendente) pode ter causado a queda da aeronave.

Birigui
O Fokker-100 da TAM que fez um pouso forçado na zona rural de Birigui (SP) deve começar a ser removido amanhã e transportado para uma área especial ainda não definida. O avião está no sítio Santa Ana, a dez quilômetros do centro da cidade, e virou atração turística local.

Na aterrissagem, quatro passageiros ficaram levemente feridos e uma vaca foi atropelada e morreu. Os técnicos do DAC já terminaram a perícia no local do acidente, porém não há prazo para a conclusão da investigação.
Entre as possíveis causas especuladas até agora, estão o vazamento de combustível e o entupimento de um tubo.

A empresa informou que foi descoberta falha mecânica em um dos tubos de alimentação de combustível do motor direito e descartou falhas humanas na manutenção do componente.

 

 

Folha Online

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Segunda, 2

 

 

Avião da TAM que pousou forçado vira atração no interior de SP.

O Fokker-100 da TAM que fez pouso forçado sexta-feira passada na zona rural de Birigui (SP) transformou-se em ponto turístico e no principal programa de lazer do domingo na região. Durante todo o dia, segundo a Polícia Militar, mais de 3.000 pessoas foram ao local para ver a aeronave.
O avião está num pasto do sítio Santa Ana, a dez quilômetros do centro. O movimento atraiu até vendedores ambulantes, como o vendedor de algodão-doce Valdir José dos Santos, 36, que disse ter vendido em meia hora metade dos 70 saquinhos que levou.
Para o comerciante Luiz Roberto Ribeiro, 36, o avião salvou o domingo da família. "Quer um programa melhor que esse? Aqui meus filhos estão se divertindo."
O avião decolou de Guarulhos (SP) com destino a Campo Grande (MS), com 24 passageiros.
O engenheiro Paulo Henrique Santos, da TAM, disse ontem que ocorreu vazamento de combustível. O entupimento de um tubo foi constatado por peritos do DAC (Departamento de Aviação Civil). A falha mecânica no motor direito teria provocado a falta de combustível descrita pelo piloto.
A empresa descartou, em nota oficial, a possibilidade de falha humana na manutenção da peça e na forma como foi feito o abastecimento antes de o avião decolar.

Rio Branco
O avião da Rico Linhas Aéreas, que caiu com 31 pessoas a bordo, em Rio Branco (AC), na sexta-feira, à noite, estava em procedimento normal para a aterrissagem, quando houve o acidente em que morreram 23 pessoas.
Segundo Juzenil Gomes da Silva, 59, diretor do departamento jurídico da Rico, peritos da Embraer e do DAC fizeram ontem a aferição dos procedimentos do piloto Paulo Roberto Freitas Tavares, que morreu no desastre.
O aparelho caiu numa fazenda a 3 km da cabeceira da pista do aeroporto de Rio Branco. "O avião bateu no solo, depois levantou e bateu numa árvore. Passou numa rede de alta tensão, entrou na porteira da fazenda e matou oito cabeças de gado", disse Silva.
A Rico acredita que o fenômeno chamado de "tesoura de vento" pode ter causado a queda. Comum em tempestades, é uma rajada de vento do céu para a terra.
Célia Rocha e João Gonçalves Gaspar, feridos no acidente, foram transferidos para o Hospital Nove de Julho (SP). Gonçalves, empresário, seria operado. Célia, médica, estava na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). No Hospital Geral de Clínicas (AC), Luiz Wanderley da Silva, Maria Alves de Albuquerque e Antônio Napoleão de Oliveira estavam fora de perigo, segundo médicos.

 

Folha de S. Paulo

 

 

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Domingo, 1

 

Aeronáutica vai analisar caixa-preta de avião que caiu no Acre .

O advogado da Rico Linhas Aéreas, Juvenil Gomes da Silva, disse que a caixa-preta do Brasília que caiu sexta-feira em Rio Branco, no Acre, será levada para análise no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).

Segundo ele, a caixa-preta foi encontrada ontem. Mas a remessa da aixa-preta para o CTA só podeira ser feita depois da chegada de peritos da Embraer, fabricante do Brasília.

O diretor-administrativo da Rico Linhas Aéreas, Metin Yurtsever, disse que não havia nenhum indício de problemas no vôo até um minuto antes do acidente, que ocorreu por volta das 21h (19h no Acre). "O piloto chegou a fazer contato com a torre de controle do aeroporto, avisando que estava avistando a pista. Só se avista a pista a uma distância de 10 quilômetros. O acidente aconteceu um minuto depois desse contato."

Embora o resultado das investigações para concluir as causas do acidente devam ser concluídas dentro de 30 dias, Yurtsever disse que tudo leva a crer que foi o "mau tempo" o culpado pela queda do avião. "Chovia muito na hora do acidente. Ninguém percebeu que o avião ia cair, nem os sobreviventes."

O diretor-administrativo da Rico disse que acidentes como esse arranham muito a imagem da empresa. "As pessoas acabam ficando com medo de voar. Isso é ruim para a empresa. Nos nossos 21 anos de existência, esse foi o primeiro acidente fatal."

Mas Yurtsever afirmou que antes de se preocupar em adotar medidas para "recuperar a imagem" da companhia, a Rico vai cuidar dos mortos, sobreviventes e familiares do acidente. "Nossa preocupação agora é oferecer toda ajuda às vitimas e familiares. A estratégia empresarial será pensada depois."

A Rico Linhas Aéreas tem autorização para operar vôos regulares regionais há seis anos. Antes disso, por 15 anos, a empresa funcionou como operadora de táxi-aéreo.

A companhia tem uma frota formada por nove aviões, sendo seis Brasília e quatro aeronaves Bandeirante. A Rico voa para 31 cidades do país.

Vítimas
Veja a lista de mortos:

01 - Paulo Roberto Freitas Tavares - comandante;
02 - Paulo Roberto Nascimento - co-piloto;
03 - Kátia Regina Figueiredo Barbosa - comissária;
04 - Luís Marciel Costa;
05 - José Waldeir Rodrigues Gabriel;
06 - Francisco Darichen Campos;
07 - Ildefonço Cordeiro;
08 - Arlete Soares de Souza;
09 - Maria de Fátima Soares de Oliveira;
10 - Walter Teixeira da Silva;
11 - Francisco Cândido da Silva;
12 - Ailton Rodrigues de Oliveira;
13 - Carina Matos de Pinho;
14 - José Edilberto Gomes de Souza;
15 - Maria Alessandra de Andrade Costa;
16 - Geane de Souza Lima;
17 - Rosimeire dos Santos Lobo;
18 - Raimundo Araújo Souza;
19 - Maria Raimunda Iraide Alves da Silva;
20 - Maria José Pessoa Miranda;
21 - João Alves de Melo;
22 - Rosângela Pimentel Cidade Figueira;
23 - Clenilda Nogueira.

Os sobreviventes são Napoleão Silva, Raceni Cameli, Maria Célia Rocha, Theodorico de Melo, Maria de Fátima Almeida, João Gaspar, Maria José Albuquerque e Luiz Wanderlei Silva.

 

 

Folha Online

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Domingo, 1

 

Sindicato vai investigar acidentes com Fokker 100 da TAM .


O Sindicato Nacional dos Aeronautas vai participar das comissões encarregadas de investigar os acidentes com os aviões Fokker 100, da TAM, ocorridos na sexta-feira. Dois aviões da TAM foram obrigados a fazer pousos forçados nas cidades paulistas de Birigui e Campinas.

O sindicato já indicou dois pilotos especialistas em investigação e em prevenção de acidentes para acompanhar os trabalhos das comissões formadas pelo DAC (Departamento de Aviação Civil).

As comissões vão ter um prazo inicial de 30 dias para apresentar as suas conclusões, prazo que pode, no entanto, ser prorrogado.

A presidente do sindicato, Graziela Baggio, acredita que qualquer declaração sobre os acidentes neste momento é precipitada, uma vez que as causas são ainda desconhecidas.

Por isso, a entidade só se manifestará sobre os casos ao fim das investigações. O sindicato entende ainda que a participação de aeronautas nas comissões de investigação vai garantir a transparência dos trabalhos.

 

Folha Online